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29 dezembro 2020

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Presidenciais 2001

29 dezembro 2020 + 0 Comentários

MONTALVÃO VOTOU EM JORGE SAMPAIO PARA SER REELEITO PRESIDENTE DA REPÚBLICA TAL COMO O RESTO DO PAÍS.



Em 14 de janeiro de 2001, o candidato mais votado foi Jorge Sampaio, com 207 votos, correspondendo a 64,29 por cento dos 322 votos válidos em 329 votantes. Os votos nulos e brancos, sete em 2001 - não são contabilizados nas percentagens totais nas eleições para a Presidência da República. O segundo candidato mais votado, com 51 votos, foi Ferreira do Amaral com menos 156 votos (15,84 por cento). António Abreu teve 50 votos (15,53 por cento) com todos os cinco candidatos a serem votados.



Os cinco candidatos tiveram origem partidária. Garcia Pereira foi apoiado pelo Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP). Ferreira do Amaral apoiado pelo Partido Social Democrata (PSD), Partido do Centro Democrático Social - Partido Popular (CDS/PP). Fernando Rosas teve o apoio do Bloco de Esquerda (BE) de que foi um dos organizadores e fundadores. António Abreu foi apoiado pelo PCP - PEV: Partido Comunista Português e Partido Ecologista "Os Verdes". Jorge Sampaio foi apoiado pelo Partido Socialista (PS).



O Presidente da República foi eleito com 55,76 por cento dos votos (2 411 453 votos) com Ferreira do Amaral em segundo lugar, com menos 917 595 votos, correspondendo a 20,72 por cento da votação (1 493 858 votos). António Abreu teve a terceira maior votação: 221 971 (5,15 por cento) menos 2 189 482 de votos que Jorge Sampaio. 



Próxima "paragem": Presidenciais 1996




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26 dezembro 2020

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As Folhas de Montalvão

26 dezembro 2020 + 0 Comentários

DURANTE SÉCULOS O CONCELHO DE MONTALVÃO ESTEVE DIVIDIDO EM QUATRO FOLHAS.




Talvez que desde a formação da localidade já com características de povoação para lá de um lugarejo, entre finais do século XIII e início do século XVI.


Aquando do inventário para avaliar os danos causados pelo terramoto de 1 de novembro de 1755, da Corte em Lisboa, foi enviado um inquérito aos párocos de todo o País, aproveitando para saber de cada paróquia - povoações e territórios - as características geográficas, demográficas, históricas, económicas, religiosas e administrativas. O aviso (perguntas) data de 18 de janeiro de 1758, assinado pelo Secretário de Estado dos Negócios Interiores do Reino (equivalente ao atual primeiro ministro), Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro «Marquês de Pombal» em 1769 depois de ser «Conde de Oeiras», em 1759. A resposta de Montalvão surge em 24 de abril de 1758, pelo Vigário Frei António Nunes Pestana de Mendonça.



 
A pergunta é:


5. Se tem termo seu: que lugares, ou aldeas comprehende, como se chamaõ? E quantos visinhos tem?

A resposta (texto inicial):



5. Tem termo proprio dividido em quatro folhas - a saber Diagueiros, que tem huma legoa de comprimento para as partes de Castello de Vide = a folha de Magdalena, que tem outra legoa de comprimento para as partes de Nisa - A folha das Antas que hé a menor de todas terá três quartos de comprimento para as partes de Castella = finalmente a folha da Barreyra, que tem huma légoa para as partes da Beira, e finalisa no rio Tejo = ...... continua com a descrição e dimensão dos lugares

 

A curiosidade está na pedra tumular de D. Vasco Fernandes que esteve na origem de Montalvão e que estando, inicialmente sepultado junto ao altar-mor, como os montalvanenses mais idosos ainda se recordam, agora serve de tapete à entrada da Igreja Matriz (alguém se lembrou, em 1967/1969, que era "bonito" embelezar a entrada da Igreja e tem levado à destruição da pedra - felizmente a igreja está quase sempre fechada - e o desgaste é residual) pois no topo da pedra tumular a composição do quadrilátero é de um simbolismo exemplar, embora pareça dividir o território em três folhas, uma maior a Sul - confinando com "terra" (Castelo de Vide e Nisa) e duas menores a Norte com "água" representada por conchas - a Noroeste com o rio Tejo e a Beira e a Nordeste com o rio Sever e Castela/Espanha. 



As conchas (vieiras) também fazem parte do brasão da família Fernandes



Enquanto não houver um documento a descrever será sempre suposição, mas esta pedra tem muitos enigmas pois fixando - 30 segundos bastam - a rosácea templária, na base do túmulo, ela está cinzelada de modo a parecer que se altera entre baixo e alto relevo. 

(clicar em cima desta e de quase todas as imagens permite melhor visualização das mesmas)



Desde o século XVIII que todos os caminhos, azinhagas e carreiros, em terra "batida pelo pisoteio de pessoas, animais e veículos de tração animal", estão bem descritos em vasta documentação, por vezes com suporte cartográfico. Dos caminhos das "carretas" (veículos de tração animal) aos das "bestas" (animais albardados e pessoas) estes com percursos mais curtos, embora mais sinuosos e estreitos. Tal como o curso dos ribeiros e rios como haverá, em breve, o devido e merecido destaque neste blogue. As quatro grandes vias que separaram as quatro folhas são essencialmente traçadas por utilização das cumeadas a dividir as quatro grandes sub-bacias de ribeiros e ribeiras, duas para o rio Sever e outras duas para o rio Tejo. Alguns desses caminhos tiveram cobertura a macadame e alcatrão. No século XX outras estradas surgiram expropriando tapadas, mas as ligações centenárias ainda existem, embora muitas cobertas de xaras, giestas e vegetação agreste. A "Porta de Montalvão" em Nisa marca a direção do principal caminho (o do Oeste) devido à ribeira de Nisa. O caminho de Sul e Leste esteve sempre facilitado pela cumeada desde a confluência Sever/Tejo até ao caminho para Castelo de Vide, uma ligação entre a separação de águas para o rio Sever (a Este) e o rio Tejo (a Oeste). O do Norte pela Barca, no rio Tejo. Principal mas complexo e muito dependente das condições de navegabilidade do maior rio peninsular.



As quatro folhas, em 1758, não são difíceis de delimitar pois num território com economia agrícola a separação de águas estabelecia as divisões. A exceção deve ser o secular caminho de Montalvão para Alpalhão e Nisa, "apartado" pelo Monte Queimado, em direção à ponte de pedra na ribeira de Nisa (junto à Ermida de Nossa Senhora da Graça) entrando na porta de Montalvão "cortando" a sub-bacia do ribeiro de Fevêlo estabelecer a delimitação. 

Carta Corográfica de Portugal; Folha 28 (Nisa); Escala 1/100 000; Instituto e Geográfico e Cadastral; Edição de 1960; Lisboa

A folha das Antas que é a mais pequena (nas "Barreiras do Sever") deve ser a que corresponde aos pequenos cursos de água que têm origem na cumeada que é o caminho entre Montalvão até à confluência do rio Sever com o rio Tejo;

A folha das Barreiras com uma légua (cerca de cinco quilómetros até ao rio Tejo) corresponde às sub-bacias da ribeira de São Simão (nasce na Tapada da Cadeirinha) e da ribeira de Ficalho - tendo muitas outras designações - desde a nascente na importante (e significativa) Tapada da Forca. Dois cursos de água afluentes do rio Tejo, fronteira entre os "Alentejos e as Beiras";

A folha dos Diagueiros (com mais uma légua até à divisão com o concelho de Castelo de Vide) corresponde à sub-bacia hidrográfica da ribeira de São João seguindo-se para Oeste a cumeada até ao antigo caminho (atualmente estrada) de Montalvão para Nisa onde esteve a Casa dos Cantoneiros;

A folha da Madalena - nome de grande simbolismo para os Cavaleiros da Ordem do Templo - com mais uma légua corresponde à sub-bacia do ribeiro de «Fevêle» até à cumeada - linha de topos que a dividia da sub-bacia da ribeira de Nisa - no antigo caminho de Montalvão para Nisa que permitiu o desenvolvimento demográfico do Pé da Serra pois estava nesta cumeada na encruzilhada Montalvão/Salavessa para a ponte de pedra sobre a ribeira de Nisa. 

Notável é que três folhas têm aproximadamente a mesma superfície e a folha das Antas também poderia ter se aquando da divisão feita pelos Templários, antes do Tratado de Alcanizes, os territórios agora de Espanha - onde se situa Casalinho/Cedilho - pertencessem a Montalvão. omo já se escreveu acerca desse tema, aqui no blogue, em 22 de agosto de 2020 (clicar).

Assim se foi fazendo Montalvão...



 

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25 dezembro 2020

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Natal

25 dezembro 2020 + 0 Comentários
A SEMANA SANTA ERA A MANIFESTAÇÃO RELIGIOSA COM MAIS SIGNIFICADO EM MONTALVÃO. TRISTE E SENTIDA


O NATAL ERA A PRINCIPAL FESTA RELIGIOSA. ALEGRE E SOLIDÁRIA. MAS NÃO ERA A PRINCIPAL EM TERMOS SOCIAIS DEVIDO À POBREZA ENDÉMICA. ESTA ESTAVA RESERVADA PARA 8 DE SETEMBRO. EFUSIVA E EXPANSIVA.



Os primeiros preparativos para o Natal, se assim se pode dizer, era ir aos campos, em meados de setembro, onde havia barrancos e ribeiras e apanhar os gamões para secarem e estarem aptos para arderem na noite de 24 para 25 de dezembro.


Gamão

Na Igreja Matriz, geralmente junto à pia batismal, fazia-se o Presépio, depois do 8 de dezembro (assinalar das festividades de Nossa Senhora da Conceição), com musgo recolhido nas paredes e muros antigos, nos arredores de Montalvão a que se juntavam as habituais figuras em barro bem atapetadas pelo musgo viçoso da aldeia. Eram estas as duas primeiras atividades, uma popular - apanhar gamões para secarem - e outra religiosa - fazer o presépio na Igreja. Nas casas dos Lavradores ( "Ricos" em montalvanês) ouvia-se dizer que faziam grandes presépios mas poucos os viam na realidade. Alguns seriam mais lenda que verdade.



Em 24 de dezembro, após o dia de trabalho, começavam os preparativos para a noite e jantado o feijão com couves feito ao costumeiro lume de madeira a arder (lareira) havia uma divisão de rituais: homens para um lado, rapazes na rua e mães com as filhas na cozinha à lareira ("lume" em montalvanês).


Entravam em ação os rapazes
Iam buscar a «urra» (que não se deteriorando passava de uns anos para os outros) e davam os últimos retoques nas «fachas» de gamão seco que eram efémeras para durar uns minutos.



A «urra» era feita com uma panela de barro tendo a tapá-la pela boca uma pele de cabra retesada e no centro um gamão a furá-la com uma haste exterior de tamanho suficiente para ser manuseada. 

As «fachas» eram molhos de gamões (cerca de vinte) atados com correias de trovisco. Colhiam-se os gamões (no final do Verão), dobravam-se as extremidades para durarem mais tempo a arder, juntando-se em molho atado pela casca do trovisco. 


Trovisco

Correndo as ruas uns faziam soar a «urra» e outros faziam archotes das «fachas». Estas acendiam-se e muitas vezes já a esmorecer faziam acender outras faixas. Podiam arder em archote mais de cem faixas nessa noite de 24 de dezembro. A «urra» estava segura debaixo do braço esquerdo e abarcada por este, deslizando a mão direita pelo gamão encerado, ressoando a panela em urros que se ouviam ao longe. Fachas a arder e a panela a urrar num monte que dominava uma peneplanície de quilómetros fazia da noite de 24 de dezembro uma manifestação de luz e som avistadas e ouvidas a quilómetros de distância.  



Em casa, mães e filhas, colocavam o café ao "lume" 
Enquanto faziam filhós, coscorões, argolas, azevias e borrachões. Era frequente os mais pobres baterem às portas dos remediados a pedir "maia-lata de azeite" (um-quarto-de-litro) para fazerem meia dúzia de filhós.


Filhós em Montalvão; Coscorões no resto do Mundo

Pelas ruas enquanto os rapazes encenavam fogo e som, os homens contavam em portanhol
Com rapazes a percorrer as ruas roncando a «urra» e queimando as «fachas», os homens em grupo, alinhados a toda a largura delas, cantavam entre outras, num espanhol aportuguesado, uma canção à capela renegando tudo o que fosse material, consagrando-se ao Cristianismo, com ele dormindo, nele pensando e Jesus Cristo honrando:

Abre-me a puerta
Cerra la ventana
Esta noche-buena
Vou dormir à tua cama

Abre-me ta puerta
Cerra te postigo
Esta noche-buena
Vou dormir contigo

Não quero más bola
Não quero más novilhos
Que estan mui caros
Los campanilhos
Los campanilhos

Além naquele cerro
Fazem lume os pastores
Aonde nasceu el niño
Entre las flores



Entretanto tocava o sino na Igreja Matriz
E todos se dirigiam para o interior da igreja. No final da «Missa do Galo» regressavam a casa para cear as iguarias na cozinha. Os pais deitavam rebuçados e amêndoas ao ar dizendo que eram ofertas do «Menino Jesus».



Com muita sorte havia "sapatinho"
Na manhã do dia seguinte, 25 de dezembro, raras vezes mas por vezes acontecia, havia uma peça de roupa interior junto do par de sapatos deixados à beira da cama.




Logo de manhã
No dia 25 de dezembro, na Missa matinal, beijava-se a figura do "Menino" que seria o reconhecimento ao nascimento de Jesus e...




Para algumas das mais belas pinturas da Natividade (clicar)



... recomeçava mais um ciclo de vida até ao Natal seguinte...


Eis Montalvão cuja origem remonta ao mais puro rito do Cristianismo Templário. As atividades humanas decorriam pontuadas pelas cerimónias do Divino
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21 dezembro 2020

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Presidenciais 2006

21 dezembro 2020 + 0 Comentários

MONTALVÃO VOTOU EM ANÍBAL CAVACO SILVA PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA TAL COMO O RESTO DO PAÍS.



Em 22 de janeiro de 2006, o candidato mais votado foi Cavaco Silva, com 111 votos, correspondendo a 33,23 por cento dos 334 votos válidos em 341 votantes. Os votos nulos e brancos, sete em 2006 - não são contabilizados nas percentagens totais nas eleições para a Presidência da República. O segundo candidato mais votado foi Jerónimo de Sousa com menos 36 votos (22,46 por cento). Manuel Alegre teve 72 votos (21,56 por cento) com todos os seis candidatos a serem votados.



Os seis candidatos tiveram origem partidária.

Garcia Pereira foi apoiado pelo Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP). Cavaco Silva apoiado pelo Partido Social Democrata (PSD), Partido do Centro Democrático Social - Partido Popular (CDS/PP). Francisco Louçã teve o apoio do Bloco de Esquerda (BE) de que foi um dos organizadores e fundadores. Manuel Alegre concorreu sem apoio partidário mas é militante do Partido Socialista (PS). Jerónimo Sousa foi apoiado pelo PCP - PEV: Partido Comunista Português e Partido Ecologista "Os Verdes". Mário Soares foi apoiado pelo Partido Socialista (PS)


O Presidente da República foi eleito com 52,95 por cento dos votos (2 746 689 votos) com Manuel Alegre em segundo lugar, com menos 1 621 612 votos, correspondendo a 20,72 por cento da votação (1 125 077 votos). Mário Soares teve a terceira maior votação: 778 781 (14,34 por cento) menos 1 967 908 de votos que Aníbal Cavaco Silva. 



Próxima "paragem": Presidenciais 2001


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19 dezembro 2020

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Vacinação e População (Parte I)

19 dezembro 2020 + 3 Comentários

A POPULAÇÃO DO TERRITÓRIO DE MONTALVÃO, DESDE COMENDA A CONCELHO E DEPOIS A FREGUESIA MANTEVE-SE NO MILHAR DE HABITANTES.




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18 dezembro 2020

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Presidenciais 2011

18 dezembro 2020 + 1 Comentários

MONTALVÃO VOTOU MAIS UMA VEZ EM SENTIDO CONTRÁRIO AO RESTO DO PAÍS.



Em 23 de janeiro de 2011, o candidato mais votado foi Manuel Alegre, com 79 votos, correspondendo a 37,98 por cento dos 208 votos em 210 votantes. Os votos nulos e brancos não são contabilizados nas percentagens totais nas eleições para a Presidência da República. O segundo candidato mais votado foi Aníbal Cavaco Silva com menos sete votos (33,75 por cento). Francisco Lopes teve 22 votos (10,58 por cento) com todos os seis candidatos a serem votados.



Dos seis candidatos houve cinco com origem partidária. Cavaco Silva apoiado pelo Partido Social Democrata (PSD), Partido do Centro Democrático Social - Partido Popular (CDS/PP) e Movimento Esperança Portugal (MEP) existente entre 23 de julho de 2008 e 12 de dezembro de 2012. Defensor de Moura era um militante e deputado do Partido Socialista (PS) concorrendo como independente. Francisco Lopes foi apoiado pelo PCP - PEV: Partido Comunista Português e Partido Ecologista "Os Verdes". José Coelho era um deputado do PND-Madeira, da Região Autónoma da Madeira, apoiado pelo Partido Nova Democracia. Manuel Alegre foi apoiado pelo Partido Socialista (PS), Bloco de Esquerda (BE) e Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP). Fernando Nobre era um candidato independente, médico e presidente da AMI: Assistência Médica Internacional.

O Presidente da República foi reeleito com 52,95 por cento dos votos (2 231 603 votos) com Manuel Alegre em segundo lugar, com menos 1 398 966 votos, correspondendo a 19,76 por cento da votação. Fernando Nobre teve a terceira maior votação: 594 068 (14,1 por cento). 




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12 dezembro 2020

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Os Bens Paroquiais de Montalvão em 1911

12 dezembro 2020 + 2 Comentários

EM MONTALVÃO TAMBÉM SE CUMPRIU A LEI DE SEPARAÇÃO DO ESTADO DAS IGREJAS.


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11 dezembro 2020

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Presidenciais 2016

11 dezembro 2020 + 0 Comentários

EM MONTALVÃO MANDAM OS QUE LÁ ESTÃO.



É adágio transmontano (Marão) mas aplica-se em Montalvão em termos eleitorais. Nas últimas Eleições Presidenciais - que depois de 24 de janeiro de 2021 - serão as penúltimas venceu Sampaio da Nóvoa com 62 votantes (37 por cento) mais três votos que Marcelo Rebelo de Sousa (35 por cento). O candidato apoiado pelo Partido Comunista Português (Edgar Silva) contou com 13 votos e Marisa Matias (Bloco de Esquerda) contabilizou igual número de votos. 



Em 24 de janeiro de 2016, a taxa de participação foi de 47 por cento - votaram 171 habitantes para os 364 inscritos nos cadernos eleitorais, ou seja, 193 não exerceram o seu direito a votar. Houve ainda um voto em branco e outro nulo que em eleições presidenciais não são contabilizados em termos percentuais devido à necessidade de obter maioria absoluta (50 por cento + um voto) para as vencer e ser eleito Presidente da República.



A nível nacional venceu Marcelo Rebelo de Sousa com 52 por cento, ou seja, sem necessidade de recorrer a uma segunda volta entre os candidatos mais votados. Sampaio da Nóvoa vencedor em Montalvão (36,69 por cento) ficou em segundo lugar com 22,88 por cento).




Apesar dos votos para estas eleições não dependerem de Círculos Eleitorais Distritais tanto no Concelho de Nisa como no Distrito de Portalegre Marcelo Rebelo de Sousa foi o candidato, entre dez, mais votado.




Sampaio da Nóvoa foi tendo sempre percentagens cada vez menores há medida que âmbito administrativo, de origem geográfica, se foi alargando: Montalvão (36.69), Nisa (31.11), Portalegre (30.57) e Portugal (22.90) contabilizando 22,88 no final, com a contabilização dos votos dos emigrantes.


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09 dezembro 2020

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Os Regedores

09 dezembro 2020 + 0 Comentários

HOUVE MAIS DE UMA DEZENA DE REGEDORES EM MAIS DE UM SÉCULO MONTALVANENSE.

A residência do Senhor Jaime, a casa de uma família montalvanense e depois a residência do Senhor José Barbeiro

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08 dezembro 2020

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Imaculada Conceição de Nossa Senhora

08 dezembro 2020 + 0 Comentários
CELEBRADA EM MONTALVÃO DURANTE MUITO TEMPO COMO UM DIA TAMBÉM CONSAGRADO ÀS MÃES.



O dia 8 de dezembro celebra a conceção da mãe de Jesus Cristo, ou seja, a sua origem no ventre da mãe de Maria, que como se sabe se chamava Ana,  Sant'Ana. O dia 8 de dezembro foi escolhido por ser nove meses antes de 8 de setembro do ano seguinte, considerado a data da natividade de Maria. 



No Cristianismo, o dia é celebrado desde o século VII (antes de existir povoamento contínuo em Montalvão). Depois foi institucionalizado no calendário litúrgico, pelo Papa Sisto IV, em 28 de fevereiro de 1477.



 
Em 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX define o dogma da origem "Imaculada" e assim ficaria em definitivo para a Cristandade adquirido uma importância enorme. Apenas "ofuscada" com as Aparições e a criação da imagem e culto a Nossa Senhora de Fátima, depois do 13 de maio de 1917. 


Este dia adquiriu uma outra dimensão e significado quando o Rei de Portugal, Dom João IV, em 25 de março de 1646, proclamou solenemente que «Nossa Senhora da Conceição» seria Rainha e Padroeira de Portugal. 



Quando Montalvão vivia isolado, antes da divulgação do culto mariano com enfoque em Maio, devido às Aparições de Fátima, e depois a institucionalização mundial ou quase do «Dia das Mães» como data com tendência para ser unificada - em Portugal é comemorado no primeiro domingo de Maio - podia considerar-se o 8 de dezembro como o «Dia da Mãe Montalvanense». Em Montalvão e um pouco por todo o Portugal.



Em Montalvão, o dia começava na Igreja Matriz com a Missa tendo, já no século XIX, incluída a oração solene do dia havendo depois sermão do púlpito.



A «Procissão de Nossa Senhora» seguia o roteiro habitual com a solenidade comum - e que um dia será descrito no blogue num texto exclusivo - por ser digna de tal pelo impacte de grandiosidade e solenidade que tinham as procissões em Montalvão. Quando ao roteiro: saída da Igreja Matriz, descer a rua da Barca até ao «Fundo da Rua», virar à esquerda para subir a rua da Costa. Ao cimo desta, virar para a direita pela rua Direita até à continuação desta pela rua do Cabo. Ao chegar ao início da Corredoura, virar à esquerda pelo início da azinhaga de São Pedro junto à Corredoura, em direção ao «Adro do São Pedro». Seguia pela rua São Pedro continuando rua do Arneiro abaixo, depois virando à esquerda pela rua do Arrabalde. Subia esta e terminava na Igreja Matriz. 



A oração deste dia rezada durante a missa dominical. 

Virgem Santíssima,
que foste concebida sem pecado
e por isso mereceste o título
de Nossa Senhora da Imaculada Conceição;


Evitaste todos os outros pecados,
e por isso o Anjo Gabriel chamou-te
“Avé Maria, cheia de graça"!


Peço-te que me alcances o auxílio
do teu divino Filho
para vencer as tentações e evitar os pecados.
E já que te chamo Mãe,
atende-me com carinho maternal esta graça (dizer o pedido);
para que possa viver como digno filho teu.


Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós.


Amen




A música do mestre:




Não havia por hábito, em Montalvão, queimar um majestoso tronco de madeira, de 7 para 8 de dezembro, o «Madeiro de Nossa Senhora», geralmente oferecido por um dos Lavradores ("riques" em montalvanês) que se iam revezando anualmente, o que era muito vulgar em inúmeras localidades de Portugal. Esses também são mistérios montalvanenses. 








As excepções que parecem fazer, muitas vezes, de uma aldeia como Montalvão caso único em Portugal. Porque seria? Talvez os fundadores da localidade, para lá de meados do século XIII considerassem tal um rito pagão. E é! Adorar toda a noite e madrugada um madeiro incandescente. Depois perdeu foi significado como tal!


«As Mães das Mães». Uma das mais belas, em significado, composição, expressão e enquadramento de três gerações: Sant'Ana, Maria e Jesus. Obra pintada em 1424/1425 pelo mestre Masolino (1383/1447) de Masaccio (1401/1428). Quando o discípulo Masaccio começava a superar o mestre... morreu, aos 27 anos! 

Eis Montalvão cuja origem remonta ao mais puro rito do Cristianismo Templário. As atividades humanas decorriam pontuadas pelas cerimónias do Divino

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