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12 julho 2019

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Ó Sino da Minha Aldeia

12 julho 2019 + 0 Comentários
ESTE SOM É INCONFUNDÍVEL. ESTE É O SINO QUE TODOS OS MONTALVANENSES RECONHECEM ONDE QUER QUE ESTEJAM. EM QUALQUER PARTE DO PLANETA OU DO UNIVERSO.


EM MONTALVÃO, NISA, PORTALEGRE, LISBOA, MADRID, BRUXELAS, NOVA IORQUE, NOVA ZELÂNDIA, EVEREST OU PÓLO NORTE E SUL. ATÉ NA FACE OCULTA DA LUA.



Na torre do relógio, em Montalvão, o sino repica as horas um minuto depois da(s) primeira(s) badalada(s)



De Fernando Pessoa por Fernando Pessoa

O Ti Zé Caratana é que me ensinou, aí por 1970, que não há dois sons sineiros iguais, dependendo da quantidade e tipo de metal (umas gramas fazem muita diferença), da forma da campânula e do badalo. Do comprimento e da largura da campânula. Do tipo de lingueta. Qualquer pequena alteração muda todo o som. Como em tudo não era só ele que sabia isto, mas como ninguém nasce ensinado alguém tem de contar a outro o que sabe e este um dia contará a um outro e assim evoluiu a Humanidade com o conhecimento a ser partilhado de geração em geração. 


01. Jugo, cabeça ou suporte
02. Asa
03. Coroa
04. Ombro
05. Cintura
06. Rebordo
07. Pé
08. Lábio
09. Borda
10. Lingueta (Badalo)


Lembro-me do Ti Zé Caratana agarrar num tronco de azinheira e fazer o suporte (jugo) para o outro sino, o da torre Norte, a dos toques eucarísticos - que ainda lá está firme e hirto. Ao ter questionado, em 1974 ou 1975, quanto tempo duraria, o Ti Zé Caratana afirmou peremptório: «Feito de azinho! Vais ouvir o sino, tal como os teus filhos, netos e até bisnetos»
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