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22 dezembro 2022
08 outubro 2022
Faria Artur: Professor Casapiano Há 95 Anos
| 08 outubro 2022 | 0 Comentários | | 00:00 |
EM 8 DE OUTUBRO DE 1927, COMPLETAM-SE HOJE 95 ANOS, O MONTALVANENSE ANTÓNIO DE MATOS FARIA ARTUR FOI ADMITIDO COMO PROFESSOR NA CASA PIA DE LISBOA.
29 setembro 2020
Casamento de Faria Artur
| 29 setembro 2020 | 0 Comentários | | 00:00 |
HÁ 114 ANOS, EM 29 DE OUTUBRO DE 1906.
Na Sé Catedral de Portalegre, com uma nisense (D. Maria Luísa de Faria Artur) mas descendente de pais naturais de Montalvão. Ele com 25 anos e ela com 29. Eram primos e ela filha do tio paterno que foi responsável pela sua entrada na Real Casa Pia de Lisboa. O casamento foi realizado, precisamente seis anos e um mês depois de ter deixado, definitivamente, essa nobre Instituição (29 de setembro de 1900).
Durante anos, em Montalvão, tal como em todo o Portugal milhares de crianças aprenderam a ler e escrever com os livros do qual foi co-autor. Tal como aprenderam Geografia pelo mapa, pois especializou-se, em questões geográficas. Quando o novo edifício da Escola Primária de Montalvão foi inaugurado, em 23 de janeiro de 1950, os livros da III e IV classe ainda eram os da sua co-autoria. A professora da III classe das catchópas era Dona Mónica e o dos catchôpos era o Senhor Domingos Antunes. A professora da IV classe das catchópas era Dona Maria de Lurdes e dos catchôpos era a Dona Lucília. E o mapa pendurado na parede era o dele.
05 setembro 2020
Faria Artur: de Órfão Casapiano a Ilustre Português
| 05 setembro 2020 | 2 Comentários | | 00:00 |
Nasceu em 16 de março de 1881, numa casa da Praça (depois de 5 de outubro de 1910, da República), ficou órfão do pai em 22 de junho de 1883 (dois anos, três meses e seis dias) e de mãe aos dois anos, sete meses e 29 dias (15 de novembro de 1883). Valeu-lhe ser internado na Real Casa Pia de Lisboa, em 27 de abril de 1889, com oito anos, um mês e onze dias. Em 29 de setembro de 1900, aos 19 anos, seis meses e 13 dias deixou a nobre Instituição, uma data que será assinalada neste blogue, aquando da passagem dos 120 anos, em 29 deste mês. A sua intensa e longa carreira como professor na Casa Pia de Lisboa, bem como a prolifera atividade como pedagogo e autor permitem que figure entre os mais ilustres casapianos de Portugal.
(clicar em cima desta e de quase todas as imagens permite melhor visualização das mesmas)
Autor e co-autor de inúmeros livros didáticos, também escreveu dois livros de ficção que merecem ser lidos:
Entre os inúmeros textos que escreveu e em co-autor há dois que parecem ter reminiscências do seu passado de criança em Montalvão.
No livro de leitura para a primeira classe do ensino primário
No livro de leitura para a segunda classe do ensino primário

No livro de leitura para a terceira classe do ensino primário
No livro de leitura para a quarta classe do ensino primário
Escreveu ainda livros com mais teor em Geografia.
E ainda uma grande maravilha chamada "pequeno". Publicado pela primeira vez em 1938, a 6.ª edição (1946) ainda foi o meu Dicionário na quarta classe, em 1970/71. E ainda o utilizo!
Um dos mais ilustres montalvanenses
03 julho 2020
Faria Artur: Jornalista Casapiano
| 03 julho 2020 | 0 Comentários | | 00:00 |
A terminar os seus estudos, aos 17 anos e três meses, António de Matos Faria Artur editou o n.º 20 do jornal manuscrito «O Justo». Assegurou vinte números de um tipo de publicação que era usual e estimulada dentro da Instituição para exercitar a escrita e leitura dos cerca de 400/450 casapianos que viviam na Real Casa Pia de Lisboa e cujos jornais "passavam de mão em mão". Ser o editor e principal redator era muito prestigiante, pois era ser um (o escolhido) em meia centena de rapazes. Dos cerca de 40 que entraram para a Instituição, em 1889, aquando da inscrição de Faria Artur coube ao montalvanense assegurar a edição deste jornal durante nove meses. E o nome escolhido indica muito da sua personalidade... JUSTO!
O percurso na infância e adolescência deste casapiano revela que é, provavelmente, o montalvanense mais ilustre do século XX. Nascido em 16 de março de 1881, na «Praça» (da República, depois do 5 de Outubro de 1910), órfão de pai aos dois anos e três meses (22 de junho de 1883) e de mãe aos dois anos e sete meses (15 de novembro de 1883) ingressou na Real Casa Pia de Lisboa, em 27 de abril de 1889 (oito anos e um mês de idade), pelo empenho do seu tio João de Matos Faria Artur. Resgatou o Futuro ao Destino. Em 29 de setembro desse ano (1898), cerca de três meses depois da edição do último «O Justo» deixaria a Casa Pia.
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| Excerto do "Mestrado em Educação Artística", em 2007, de Helena Cabeleira: «A Auto-Invenção Artística nos Jornais Manuscritos da Casa Pia de Lisboa (1893 - 1929) |
A produção de jornais na Casa Pia sempre foi prolifera por ser estimulada e bem sucedida, mas os vinte números de «O Justo» é uma das maiores referências nesta vertente de Imprensa informativa, crítica e ilustrada, em número único que circulava dentro da Instituição.
A presença de Faria Artur bem como a qualidade e pertinência do que foi publicado e ficou encadernado para a posteridade já anunciava um futuro brilhante e fecundo para este montalvanense que passou de Órfão a Professor e cidadão com valia de excelência na Educação portuguesa.
António de Matos Faria Artur em parceria com outros autores foi responsável pela elaboração de muitos livros didáticos, entre eles os quatro manuais que permitiram alfabetizar, desde a 1.ª até à 4.ª classe, milhares de portugueses durante mais de vinte anos, entre 1929 e 1949, com o livro da 4.ª classe a prolongar-se até meados da década de 60.
Um orgulho para qualquer montalvanense escrever acerca dele.
NOTA: Agradecimento à Casa Pia de Lisboa que facilitou o acesso ao processo do nosso Faria Artur, bem como ao seu vasto espólio. Obrigado
27 abril 2020
Faria Artur: de Órfão a Casapiano
| 27 abril 2020 | 0 Comentários | | 00:00 |
Seria esta a sua residência durante os próximos nove anos e meio, desde 27 de abril de 1889 (sábado) até 29 de setembro de 1898 (quinta-feira).
Órfão de pai (Braz de Mattos Faria Arthur) aos dois anos, três meses e seis dias e de mãe (Thomasia Leandro) aos dois anos, sete meses e 29 dias foi admitido na Casa Pia de Lisboa, aos oito anos, um mês e onze dias. Já foi assunto neste blogue (clicar).
(clicar em cima desta e de quase todas as imagens permite melhor visualização das mesmas)
Foi o seu tio, João de Mattos Faria Arthur, escrivão suplente (ou seja de segunda) nas Finanças (então denominada Fazenda), em Nisa, que ficou responsável por António de Matos Faria Artur em virtude de ser órfão de pai e mãe.
Com a entrada na nobre Real Casa Pia de Lisboa que era, nesta última década do século XIX, uma das mais prestigiadas instituições de instrução e formação profissional, cívica, intelectual e humana de Portugal, tudo agora estava do lado do nosso Faria Artur. Resgatado a uma provável vida de dificuldades saberia aproveitar a oportunidade?
Os terrenos da Real Casa Pia de Lisboa eram então, quando o nosso Faria Artur a frequentou, um vasto território entre as traseiras do Mosteiro dos Jerónimos e a serra de Monsanto. O nosso Faria Artur (aluno n.º 1903) enquanto aluno e redator de um dos inúmeros jornais manuscritos que os alunos editavam, cruzou-se com alguns dos fundadores e pioneiros de um clube de futebol que um dia seria conhecido em todo o Mundo, o Sport Lisboa e Benfica. A principal figura deste clube, Cosme Damião foi o aluno n.º 2487, que entrou para a Instituição, em 30 de abril de 1896, pois nascendo em 2 de novembro de 1885, era quatro anos e meio mais novo que o nosso Faria Artur.
Foram colegas durante dois anos e meio. Enormes figuras da Vida Portuguesa frequentaram a Real Casa Pia de Lisboa nesse final do século XIX. Será que António de Matos Faria Artur conseguiria saber fugir ao destino que lhe foi traçado, em Montalvão, no ano de 1883, entre 22 de junho e 15 de novembro, respetivamente, morte do pai e da mãe?
Soube e de que maneira...
NOTA: Agradecimento à Casa Pia de Lisboa que facilitou o acesso ao processo do nosso Faria Artur, bem como ao seu vasto espólio. Obrigado
16 março 2020
Faria Artur: do Parto a Órfão
| 16 março 2020 | 0 Comentários | | 00:00 |
Nunca se esqueceu da sua querida mãe Tomásia - embora a tenha perdido antes dos três anos de idade - cujo o nome aparece inúmeras vezes nos livros didáticos que foram publicados, anos a fio, e que ajudou a fazer.
Nos textos que fez de agradecimento à mãe adoptiva (Casa Pia) nunca se esqueceu da terrível infância por que passou.
Foi batizado onde fomos todos nós, os montalvanenses, em 4 de maio de 1881, com um mês e 18 dias.
Nasceu numa família abastada - o pai era lavrador, ou seja «rico», em montalvanês - em 16 de março de 1881, efeméride que este texto assinala. O pai tinha 42 anos e três meses (nasceu montalvanense, em 15 de dezembro de 1838) e a mãe tinha 36 anos e sete meses (nasceu montalvanense, em 18 de agosto de 1844).
(clicar em cima desta e de quase todas as imagens permite melhor visualização das mesmas)
Aos dois anos, três meses e seis dias ficou órfão de pai que faleceu, em 22 de junho de 1883, com 44 anos e seis meses (nasceu em 15 de dezembro de 1838). Cinco meses depois o «golpe fatal" ainda bébé.
Aos dois anos, sete meses e 29 dias ficou órfão de mãe que faleceu com 15 de dezembro de 1883, com 39 anos e quatro meses (nasceu em 18 de agosto de 1844).
Um dos mais belos, didáticos e conseguidos livros da sua co-autoria.
Tem uma obra de valor, em quantidade e qualidade.
Orgulho ser de Montalvão, partilhando a aldeia, com um Enorme Cidadão Português nela nascido












































