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01 dezembro 2022

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Montalvão 2021: População (Parte I: Características)

01 dezembro 2022 0 Comentários

MONTALVÃO É UMA DAS FREGUESIAS MAIS ENVELHECIDAS E COM MENOR DENSIDADE POPULACIONAL, EM PORTUGAL.


A freguesia de Montalvão, composta por Montalvão e Salavessa, com 290 habitantes (19 de abril de 2021) tinha 133 Homens (género masculino) e 157 Mulheres (género feminino), ou seja, respetivamente 46 por cento e 54 por cento.

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30 novembro 2022

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Festa de Santo André

30 novembro 2022 0 Comentários

 A 30 DE NOVEMBRO, OS HABITANTES DO MONTE DE SANTO ANDRÉ ASSINALAVAM O SEU SANTO PADROEIRO. AS FESTIVIDADES INICIAVAM-SE COM O PÔR DO SOL A 29 DE NOVEMBRO, POR VOLTA DAS 17 HORAS.


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24 novembro 2022

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Tijelada em Montalvão

24 novembro 2022 0 Comentários

UMA RECEITA QUE CHEGA DE MEADOS (PELO MENOS) DO SÉCULO XIX.





Há muitas "Tijeladas" em várias localidades com pequenas variantes. Desde canela e mais farinha que o habitual (Abrantes), mel (Beira Baixa) a erva doce (Nisa) por exemplo.

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11 novembro 2022

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António José Belo 110

11 novembro 2022 0 Comentários

HÁ 110 ANOS, EM 1912, NASCEU EM MONTALVÃO ANTÓNIO JOSÉ BELO, POPULARMENTE CONHECIDO, COMO ERA NORMA MONTALVANENSE PELA ALCUNHA, POR TI ZÉZANA.



Faleceu, aos 90 anos, em 25 de junho de 2002.

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02 novembro 2022

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Dia de Finados

02 novembro 2022 0 Comentários
DIA DEDICADO AOS ENTE QUERIDOS QUE FORAM PARTINDO DA VIDA TERRENA.




Os montalvanses rumavam ao cemitério visitando as sepulturas - campas ou jazigos - havendo a celebração, no local, de uma das três habituais missas diárias.



O sino na Igreja da Misericórdia tocava um som bem conhecido e único «a dobrar a finados» durante nove dias, entre 2 de novembro (Dia de Finados) e dez de novembro (Dia dedicado ao Papa Leão Magno).




O «Cemitério Novo» foi benzido em 1 de novembro de 1951, passaram ontem 68 anos, recebendo o primeiro funeral em 28 de janeiro de 1952, um "anjinho" (criança de mês e meio) nascida no Santo André. Entretanto tinham passado as ossadas do «Cemitério Velho» para o novo. O «Cemitério Velho» (Castelo) foi a alternativa encontrada depois do decreto lei (21 de setembro de 1835) que proibiu as sepulturas dentro das igrejas e nos adros adjacentes obrigando a criar cemitérios públicos murados. O último funeral para o «Cemitério Velho» ocorreu em 28 de outubro de 1951, a poucos dias da inauguração oficial (1.º de novembro) do «Novo». Neste, o primeiro adulto a ser sepultado, em 2 de abril de 1952, foi o senhor Valeriano, com 50 anos, que vivendo na rua da Barca faleceu de acidente nas escadas da taberna do Ti Zé Leandro, na rua de São Pedro. Um dia nefasto pois andava a trabalhar à jorna e com as chuvadas fortes nessa Primavera estava à espera de melhores condições para poder atravessar o rio Tejo estando destinado a trabalhar na Beira Baixa. Uma tragédia.



Aquando da renovação (praticamente uma reconstrução no interior) da Igreja Matriz (entre finais de 1967 e o ano de 1968) ainda foram retiradas ossadas debaixo das tábuas que foram substituídas por tijoleiras. 

Os montalvanenses começaram por ser sepultados no chão térreo da Igreja, começando com D. Vasco Fernandes e seus acompanhantes, depois outras gentes ilustres com a população a ser enterrada no Adro em torno da Igreja. Mas com a proibição dessa prática optou-se, de forma provisória, por utilizar um espaço próximo que não era utilizado, o chão do «castelo» que estava protegido pelo muro da cerca à sua volta. Seguiu-se a solução definitiva para o ritual que marca definitivamente a vida dos montalvanenses. A sepultura no «Cemitério Novo»  

Três locais - quatro se o chão da Igreja for individualizado do Adro - em 700 anos de vida e mortes. Um número considerável de montalvanenses estão sepultados ou foram cremados bem longe de Montalvão.



Que todos os montalvanenses, mais de meio milhão, em sete séculos, entretanto falecidos, Descansem Em Paz. Homenagem deste blogue a TODOS, desde a fundação de Montalvão até ao último montalvanense falecido, seja em que parte do Mundo tiver ocorrido, numa singela "oferta", em forma de flores aqui colocadas:



PNAM

Eis Montalvão cuja origem remonta ao mais puro rito do Cristianismo Templário. As atividades humanas decorriam pontuadas pelas cerimónias do Divino    
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01 novembro 2022

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Dia dos Santos

01 novembro 2022 0 Comentários
CELEBRADO EM TODO O CRISTIANISMO COMO RECORDAÇÃO DOS MÁRTIRES CONHECIDOS E DESCONHECIDOS QUE SOFRERAM PARA IMPOR A RELIGIÃO CRISTÃ QUANDO TAL ERA PERIGOSO.



Milhares, em todo o Mundo, pagaram a sua Fé em Cristo sacrificando a própria vida, entre gentios de outras religiões maioritárias e intolerantes.


Esta homenagem instituída pelo papa Bonifácio IV (25 de setembro de 608 - 8 de maio de 615) realizava-se a 13 de maio, passando para 1 de novembro com o papa Gregório III (11 de fevereiro de 731 - 28 de novembro de 741). 


Foi durante o papado de Gregório IV (20 de dezembro de 827 - 25 de janeiro de 828) que a celebração de universalizou por todo o Mundo Cristão deixando de ser apenas uma comemoração romana ou feita pontualmente.



Em Montalvão, o centro das celebrações era a Igreja de Misericórdia e cabia à «Irmandade da Misericórdia» a organização e instituição do ritual deste dia importante e tão significativo pelo respeito por aqueles que deram a vida para que no Futuro os cristãos já não fossem obrigados a sacrificar-se por seguirem Cristo e os valores que este pregou. 



Logo de véspera, 31 de outubro, pelas oito da noite, a toque do sino da igreja da Misericórdia, os pobres da povoação rumavam ao Largo da(s) Igrejas, aglomerando-se na da Misericórdia que sendo muito pequena ou os pobres eram muitos, transbordava de crianças, adultos e idosos, homens ou mulheres. Era o bodo aos pobres. Os Irmãos de uma das mais ricas e organizadas Irmandades do povoado, trajando com os seus balandraus negros com capuz (que neste dia estava caído sobre as costas) que impressionavam quando iluminados pelas tochas acesas que ondulavam com o vento ou corrente de ar. Colocavam-se em duas alas, a ladear a porta principal com sacos de pão enormes a abarrotar de pães, desde inteiros (para os homens), a metades (para as mulheres) e quartos (para as crianças). Como se sabe o pão de Montalvão tinha um quilo repartido por quatro quartis de 250 gramas pois quando se amassava fazia-se o sinal da cruz no topo do pão para que fermentasse em paz, abençoado e de modo a saciar a fome. 



Com a Implantação da República (5 de outubro de 1910) as tradições ligadas à caridade e religiosidade que pudessem ser substituídas pelo Poder estatal governamental, foram reprimidas (algumas até proibidas) e substituídas pelas instituições laicas, para não dar importância social à religiosidade. Depois ficou, apenas a tradição de acarinhar os mais novos, com as crianças a aproveitarem a solenidade para solicitar aos seus padrinhos (de batismo)  o "Bolo dos Santos" em guloseimas da época (bolo folhado "finto" e um pão).  



Eis Montalvão cuja origem remonta ao mais puro rito do Cristianismo Templário. As atividades humanas decorriam pontuadas pelas cerimónias do Divino.    
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16 outubro 2022

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Festa do Santíssimo Sacramento

16 outubro 2022 0 Comentários
NO TERCEIRO DOMINGO DE OUTUBRO REALIZAVA-SE EM MONTALVÃO UMA DAS MAIS ESPLENDOROSAS CELEBRAÇÕES. 



O dia dedicado a consagração do Santíssimo Sacramento que remonta à «Bulla Dominus Noster Jesu Christi» do Papa Paulo III, publicada, em 30 de novembro de 1539, teve grande importância no Cristianismo pois celebrava a Eucaristia, relembrando o sacrifício de Jesus Cristo no Calvário. Depois da Bula Papal rapidamente as comunidades cristãs formaram Irmandades para honrar e relembrar anualmente o momento que ocorrera em Jerusalém e que se tornou orgulho de quem passou a ter Cristo como referência espiritual.
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09 outubro 2022

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Feira de São Miguel

09 outubro 2022 0 Comentários
NO SEGUNDO DOMINGO DE OUTUBRO A VILA (MONTALVÃO) AGITAVA-SE TODOS OS ANOS.



Era dia de fazer a trouxa e partir cedo para Nisa. Dezassete quilómetros bem medidos pela frente sabendo que pela tarde outro tanto estava por fazer.
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08 outubro 2022

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Faria Artur: Professor Casapiano Há 95 Anos

08 outubro 2022 0 Comentários

EM 8 DE OUTUBRO DE 1927, COMPLETAM-SE HOJE 95 ANOS, O MONTALVANENSE ANTÓNIO DE MATOS FARIA ARTUR FOI ADMITIDO COMO PROFESSOR NA CASA PIA DE LISBOA. 



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24 setembro 2022

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Feira de Nossa Senhora das Mercês

24 setembro 2022 0 Comentários
MONTALVÃO TAMBÉM TEM AS SUAS SINGULARIDADES.


Fotografia do senhor José Pedro Martins Barata

Não há lugarejo que não tenha, pelo menos, uma Feira Anual. Pois Montalvão é conhecido por não ter uma Feira instituída em determinada data, há mais de 80... talvez cem anos. Mas chegou a ter. Era a Feira de Nossa Senhora das Mercês. Talvez até aos anos 20 ou 30. Depois houve Feiras mas por coincidência de feirantes que chegavam e partiam no mesmo dia.
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18 setembro 2022

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Festa de Santa Margarida

18 setembro 2022 0 Comentários
A FESTA DE SANTA MARGARIDA É ASSINALADA NO TERCEIRO DOMINGO DE SETEMBRO.


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10 setembro 2022

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Casa do Povo de Montalvão 70

10 setembro 2022 0 Comentários
FINALMENTE! APÓS UMA DÉCADA INSTALADA EM CASAS ALUGADAS INAUGURA-SE O EDIFÍCIO DEFINITIVO, EM 10 DE SETEMBRO DE 1952, HÁ 70 ANOS.



Logo após as «Festas da Senhora» de 1952, a uma quarta-feira (10 de setembro) toda a Vila parou.

(clicar em cima desta imagem permite uma melhor visualização da mesma)  



Da rua Direita (primeiro edifício alugado, clicar para texto acerca dessa Sede) para a rua do Outeiro (segunda localização em casa alugada, clicar para texto acerca dessa Sede) e desta para a "Casa Nova" inaugurada, com pompa e circunstância, mais de dez anos depois, em 10 de setembro de 1952, na «Horta da Ramalhoa».



O governador civil de Portalegre (Dr. Pires dos Santos) acompanhado de outras figuras gradas da política local - Dr. Matos Chaves (Instituto Nacional do Trabalho e Previdência),  Dr. José Rasquilho de Barros (presidente da CM Nisa) e Noé Baptista (Grémio da Lavoura), alguns acompanhadas das esposas, bem como entidades religiosas e militares - inauguraram as novas (e definitivas) instalações.




O cortejo seguiu a pé desde a rua de São João, rua do Arneiro acima, depois rua de São Pedro até ao local na «Horta da Ramalhoa».


Grande festa com a «trepêra do Ti Rebêra Brava», buraco no telhado com protecção da chuva bem apinhado, casa com serventia pela rua Direita e do lado da rua de São Pedro a oficina do Ti Domingues Ferrador

Depois entre a solenidade do ato e os discursos finais houve exibição de danças com o «Rancho/Contradanças de Montalvão»... 


O primeiro grupo de Contradanças com catchópas da geração nascida no início/meados dos Anos 30

... e uma canção bem apropriada.

Casa do Povo tão bonita e tão catita
Que dá gosto olhar p'ra ela como é bela
Toda a gente diz contente

E o Povo todo em festa
Não há Casa como esta

Ouve-se o galo a cantar
Quando o Povo se levanta
A Festa vai começar
E a nossa gente alcobranta

Casa do Povo tão bonita e tão catita
Que dá gosto olhar p'ra ela como é bela
Toda a gente diz contente

E o Povo todo em festa
Não há Casa como esta

Agora a Casa do Povo 
É outro melhoramento
Falta-nos ainda a Água
E mais o Saneamento



E a festa acabou... como acabam todas as festas...



Embora em Montalvão, o agradecimento à partida seja igual ao que se faz à chegada.




Assim se foi fazendo Montalvão...


NOTA: Contradanças na "Senhora" e em Nisa (1960)



Um bom núcleo vestido bem "à grave" em dia festivo com saias vermelhas de merim bordadas a preto, xailes pêlo de cabra e lenços de três olhos


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