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12 abril 2026

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Romaria ao São Silvestre

12 abril 2026 0 Comentários
UMA DAS MAIS ANTIGAS TRADIÇÕES DOS MONTALVANENSES.



A Romaria à ermida de São Silvestre já no termo sul da freguesia de Montalvão e do concelho de Nisa praticamente junto à povoação de Póvoa e Meadas (concelho de Castelo de Vide). Esta localização era causadora de forte rivalidade entre as populações das duas localidades.


A azinhaga entre Montalvão e a aldeia de Póvoa e Meadas era praticamente uma linha reta com passagem pela notável «Fonte Ferranha» de boa água e pitoresca construção nessa azinhaga - nas invernias rigorosas impossibilitada a carros de muares e carroças de asininos - onde está a Ermida de São Silvestre. Depois aquando da implantação da estrada municipal esta foi desviada, aproveitando o secular caminho de "todo o ano e para veículos de tração animal" pouco depois de Montalvão e pouco antes de Póvoa e Meadas, para Leste a fim de evitar a construção de um pontão sobre o ribeiro de Fevêlo. A estrada está construída na linha de festo ou topo drenando os terrenos para a ribeira e São João a Leste e a Oeste para o ribeiro de Fevêlo. 

É provavelmente a manifestação religiosa mais antiga de Montalvão com origem nos Templários, pois:

1. No interior da ermida, na pedra de cantaria no centro da abóbada, está talhado o símbolo da Ordem do Templo;

2. A romaria realiza-se no primeiro domingo seguinte ao de Páscoa quando a Igreja Católica convencionou 31 de dezembro como o dia dedicado ao Papa que mártir se tornou santo, morrendo em 31 de dezembro de 335. Mas com culto ancestral cada ramo da Cristianismo celebra o Santo Papa em dias diferenciados. O culto montalvanense deve ser anterior ao dia definido pela Igreja Católica Apostólica Romana;   

3. Certamente que no local já existiria um culto romano, até anterior, talvez pré-histórico com demasiada importância e significado para ser reconvertido em culto cristão.



São Silvestre
Foi figura importantíssima nos primeiros tempos do Cristianismo, principalmente a nível político. Como 33.º Papa, entre 31 de janeiro de 314 e 31 de dezembro de 335, foi durante o seu papado, de 31 anos, que o Imperador Constantino se converteu ao Cristianismo (ano de 317) e este passou a ser a religião do Império Romano (oficialmente em 27 de fevereiro de 380). Silvestre nasceu próximo de Roma, entre 270 e 285.



Romaria religiosa
Na véspera, sábado, um dos festeiros percorria as ruas de Montalvão a pedir donativos para as despesas a que os festejos obrigavam fazendo-se ouvir:

«Dai esmola a São Silvestre
Para que nos livre da peste
E dos maus vizinhos de ao pé da porta»

Além das esmolas em dinheiro (pouco mais que tostões). A gente pobre da aldeia oferecia um galo e os lavradores davam um borrego ou um chibo; havia outras ofertas como bolos e vários géneros, tudo para ser leiloado e arrematado no dia seguinte.
Na manhã do Domingo de Pascoela, o Festeiro desse ano acompanhado dos seus auxiliares, saía de sua casa empunhando a Bandeira de São Silvestre desfraldada, todos com os chapéus enfeitados com flores e nas lapelas dos casacos, pregadas com alfinetes, fitas de várias cores. As mulheres esmeravam-se com roupa garrida e florida.
Com o tamboreiro à frente a rufar no tambor, seguiam a pé pelas ruas até onde era considerada a saída de Montalvão, onde se construiu o posto da Guarda Fiscal. Ali os aguardavam os meios de transporte, carros ou alimárias que os levariam por aquela antiga azinhaga mal cuidada até à ermida, a uns cinco quilómetros de Montalvão (mas a dois da Póvoa e Meadas). Antes de ocuparem os seus lugares nos carros ou montarem nas cavalgaduras, a Bandeira era desenfiada da vara que fazia de mastro, dobrada e resguardada para evitar qualquer dano.




O caminho era assinalado pelos inúmeros devotos que, a pé ou transportados, desde cedo partiam aos grupos, cada um nos seus garridos trajes de festa, levando os seus farnéis.
Chegados à ermida, o Festeiro e companheiros apeavam-se, armavam a Bandeira e com ela erguida cumpriam a praxe tradicional de dar três voltas ao redor da capela, rogando a São Silvestre que nos livrasse da fome, da peste e dos maus vizinhos de ao pé da porta. A seguir entravam na ermida para assistirem às cerimónias religiosas que então começavam.
A componente religiosa, com a capelinha a transbordar de fiéis, constava de Missa e Sermão. Finalmente a Procissão que também dava as três voltas ao redor da ermida. Recolhida a procissão consideravam-se terminadas as cerimónias da igreja e chegada a hora de comer os farnéis.



Romaria popular
Nos terrenos próximos continuava a festa. Começavam a ouvir-se os gritos dos leiloeiros apregoando os ramos:

«Quem dá mais por este ramo, que está em... (tantos)... tostões que é para São Silvestre bendito?»



O produto da venda dos ramos concorria para fazer face às despesas com a festa. Em 2026, a romaria é a 12 de abril. Em 2027, será a 28 de março. E  em 2028, será a 16 de abril.



A Banda de música, contratada somente quando as disponibilidades financeiras o consentia, tocava num coreto improvisado as peças do seu repertório. Não havendo Banda uma concertina chegava para armar um baile para rapazes e raparigas de Montalvão e povoações vizinhas, chegando até bem longe, como Castelo de Vide e Nisa. Não havia ano em que não houvesse zaragata, com pedrada e paulada, geralmente entre montalvanenses e povachos, tal a rivalidade.




Há uns anos quis visitar a Ermida e tive sorte pois vinha da Póvoa e Meadas, de automóvel, entrando pelo caminho, bem arranjado, de terra bem batida. Chegado à Ermida e dando as habituais três voltas decidi continuar em frente, rumo a Montalvão. A minha mãe - experiência conta muito - bem me disse que a ideia não seria a melhor. O caminho foi-se degradando, passando a azinhaga mal cuidada, passei à Fonte Ferranha e depois... acabou-se. Fiquei com o automóvel no meio de canchos, ponedros, xaras (até é um Citroen Xara, mas não é uma xara) e com umas vacas a espreitar. Lá encontrei um piso mais duro - felizmente já nada está, por ali lavrado, muito menos semeado - e dei com a cancela que dá para a estrada de ligação a Montalvão. Como já passaram uns seis anos, espero que o caminho do lado de Montalvão esteja, pelo menos, tão bem tratado como está do lado de Póvoa e Meadas. 

Eis Montalvão cuja origem remonta ao mais puro rito do Cristianismo Templário. As atividades humanas decorriam pontuadas pelas cerimónias do Divino


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05 abril 2026

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Semana Santa VI

05 abril 2026 0 Comentários
DOMINGO DE PÁSCOA.




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04 abril 2026

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Semana Santa V

04 abril 2026 0 Comentários
SÁBADO DE ALELUIA.


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03 abril 2026

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Semana Santa IV

03 abril 2026 0 Comentários
SEXTA-FEIRA SANTA.


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02 abril 2026

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Semana Santa III

02 abril 2026 0 Comentários
QUINTA-FEIRA SANTA.


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01 abril 2026

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Semana Santa II

01 abril 2026 0 Comentários
QUARTA-FEIRA DE TREVAS.


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29 março 2026

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Semana Santa I

29 março 2026 0 Comentários
DOMINGO DE RAMOS.


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25 março 2026

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Dia da Anunciação

25 março 2026 0 Comentários
FALTAM PRECISAMENTE NOVE MESES PARA O NATAL.


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19 março 2026

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Festa dos Passos

19 março 2026 0 Comentários
DIA DE SÃO JOSÉ. A MAIOR PROCISSÃO ANUAL DENTRO DE MONTALVÃO. ENTÃO QUANDO COINCIDIA COM UM SÁBADO OU DOMINGO ERA ESPLENDOROSA.


 
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08 março 2026

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Feira dos Passos

08 março 2026 0 Comentários

A FEIRA DE PRIMAVERA NO TERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA.


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06 março 2026

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As Cem Avé-Marias

06 março 2026 0 Comentários
NA PRIMEIRA SEXTA-FEIRA DE MARÇO COM O FOCO NA «SENHÔ-DRUMÉDES».



Todos os santos anos desde que se começava a poder entender o que se fazia ou dizia e conseguir caminhar, era hábito, para quem podia, ir em peregrinação, à graciosa capela de Nossa Senhora dos Remédios (senhô-drumédes, em montalvanês) rezar Cem Santas "Avé-Marias" sem as ofertar para que nos restantes dias do ano, perante uma qualquer aflição, pudessem invocar:«Valham-me As Cem Avés-Marias Que Eu Rezei Na Primeira Sexta-Feira de Março».


A Mais Bela de Todas as Belas Montalvanenses

Escola Primária
Com a institucionalização do Ensino Primário obrigatório o ritual manteve-se. Na manhã da primeira sexta-feira de Março, os rapazes e raparigas que frequentavam a escola primária tinham por ritual a Confissão Quaresmal a Jesus. Depois partiam em romagem para a ermida de Nossa Senhora dos Remédios, a Noroeste de Montalvão, cerca de dois/três quilómetros, conforme o caminho de baixo ou o de cima, onde rezavam cem Avés-Marias sem as oferecer para delas poderem usufruir nos restantes dias do ano perante uma aflição.



Gentios I
Quem pudesse - geralmente as mulheres que não andavam nas lides do campo ou homens que estivessem livres dos seus afazeres profissionais - nesse dia também se confessavam, acompanhando os estudantes, chegando a duas centenas, os montalvanenses que faziam a romagem. 

Gentios II
Aquelas pessoas que não podiam ir à ermida e tinham a devoção, cumpriam o ritual nas suas próprias casas ou propriedades rurais.



 Gentios III
Ainda hoje, mesmo entre os milhares de montalvanenses e seus descendentes, na sua diáspora mundial, cumprem a tradição, alguns a centenas até a milhares de quilómetros da Capital da Devoção Montalvanense, a ermida da «Senhô-Drumédes».



Eis Montalvão cuja origem remonta ao mais puro rito do Cristianismo Templário. As atividades humanas decorriam pontuadas pelas cerimónias do Divino  
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20 fevereiro 2026

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Caminho de Ferro em Montalvão

20 fevereiro 2026 0 Comentários

SE O PLANO PARA A LIGAÇÃO FERROVIÁRIA ENTRE LISBOA E MADRID, PROPOSTO PELOS INGLESES, EM 1845, TIVESSE TIDO SUCESSO...MONTALVÃO SERIA A ESTAÇÃO DE FRONTEIRA! 

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18 fevereiro 2026

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O Terço Cantado

18 fevereiro 2026 0 Comentários
MARCAVA O INÍCIO DA QUARESMA NESTA QUARTA FEIRA DE CINZAS.



Aos serões de todos os dias da semana, desde a Quarta feira de Cinzas (18 de fevereiro de 2026) até Quarta feira de Trevas (1 de abril de 2026) esta já na semana entre o Domingo de Ramos e o Domingo de Páscoa, em duas ou três habitações particulares de Montalvão colocadas à disposição do Povo pelos respetivos donos, praticando-se a devoção do «Terço Cantado» durante toda a Quaresma. Com esta finalidade juntavam-se rapazes e raparigas, estas acompanhadas pelas mães ou por parentes próximos que aproveitavam as esperas fazendo trabalhos de rendas ou bordados.

«Terço Cantado» era regido por um homem a quem designavam como "o Mestre". Assim que todos estavam reunidos e preparados, o Mestre dava o sinal de início batendo com as mãos uma na outra e da mesma forma continuava durante os cânticos a marcar a cadência.

Iniciava-se o «Terço Cantado» entoando o «Bendito e Louvado»:

Bendito e Louvado seja o Santíssimo
Sacramento da Eucaristia
Fruto do Ventre Sagrado
Da Virgem Puríssima
Santa Maria

Depois do «Bendito e Louvado» seguiam-se as cinco dezenas do Terço do Rosário, todos os dias exceto às sextas-feiras, cantadas em música simples e andamento de marcha. Aos sábados acrescentava-se as «Excelências da Virgem».

Então por ordem cronológica, de sábado (com mais o que se descreveu), domingo a quinta-feira:

Padre-Nosso;
Salvé-Rainha;
Óh Meu Doce Jesus;
As Glórias da Virgem;
A Magnificat;
Senhora do Carmo;
Senhora da Lapa.





Nas sextas-feiras, os Padre-Nossos, Avé-Marias e Glórias eram substituídos por outro cântico: «Bendita e Louvada Seja/ A Sagrada Paixão do Amante Jesus».

A Quaresma era um tempo de luto em Montalvão. A povoação vivia esses quarenta dias com muita devoção e respeito. Certamente por ter origem em rituais ancestrais com ligação à Ordem do Templo, em finais do século XIII mas ainda vividos com intensidade em meados do século XX quando a freguesia atingiu o limiar dos três mil habitantes.



O tempo da Quaresma era, sem dúvida, o período mais prolongado das celebrações religiosas em Montalvão que culminavam numa Semana Santa inigualável em «Sentimento e Paixão». Atraia alguns habitantes, com maior devoção religiosa, de povoações vizinhas. Só o número de habitantes baixo - por isso pouco conhecido para lá dos limites do povoado - não permitiu fazer da Semana Santa montalvanense um acontecimento único em Portugal. Nem em Braga.

Em breve, neste blogue, a descrição destes versos de Cânticos da Quaresma...
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17 fevereiro 2026

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Intrudédas

17 fevereiro 2026 0 Comentários
ENTRE O FÚM...FAFÁFÚM, AS CARAS MASCARRADAS OU ENFARINHÉDAS E AS TRINQUETÂNÉDAS E CAQUEIRÉDAS HAVIA MAIS E MAIS.




O Carnaval montalvanense era variado, diversificado e avariado. Para trás já muito ficou, vamos ao que falta do que resta. Em 2026, será a 17 de fevereiro.

1. Entrudo mascarado
As mascarédas começavam em finais de Janeiro e tinham o seu auge no dia de Carnaval. Quase sempre, a coberto do anonimato que uma máscara consente, aproveitava-se o Entrudo para criticar determinada pessoa, situação, acontecimento ou apenas mascarar-se por divertimento e eram terceiros a ver subtileza em algo que não passava de inocência.   

2. Entrudo crítico
Com a cara mascarada ou escondida nas vestes e vestidos a propósito, havia quem procurasse imitar o modo de vestir, deslocar-se ou os tiques e atitudes de tal pessoa ou tal situação. Exagerava-se no gesto e na postura resultando uma caricatura. Evidenciava-se o lado ridículo e censurável, nem sempre com a prudência necessária, ultrapassando, por vezes, os limites do razoável. Como era Carnaval ninguém podia levar a mal, mas não quer dizer que ficasse esquecido. Em Montalvão o que era feito no Entrudo não ficava no Entrudo. Numa aldeia grande, mas mesmo assim pequeno agregado populacional muito concentrado, com casas exíguas, todos se conheciam - até pela sombra que deixavam ao Sol - por isso, todos dependiam uns dos outros, mesmo que pensassem que não. Mas nada impedia que, a coberto do anonimato, se criticasse o que não se tinha gostado desde o último Entrudo ou Entrudos. Com o declínio populacional depois da década de 40 tudo se aligeirou. Antes da iluminação elétrica as pessoas chocavam umas com as outras. No Entrudo tudo eram sombras. Mas quem se sentia criticado ou quem recebesse informação por intriga muitas vezes tomava por outros o que era feito por alguém! Mas havia sempre dúvida. E essa dúvida protegia os audazes. a chegada da iluminação pública trouxe também o início da debandada nos anos 50, 60 e assim sucessivamente. As pessoas passaram a viver mais "espaçadas" e o envelhecimento foi tomando conta da aldeia. O Carnaval deixou de ser o que era e passou a ser aligeirado. 

3. Entrudo brincalhão
Mas a maior parte dos foliões queriam era passar o tempo. Vestiam-se de velhos (o mais usual), de ciganos, de tudo um pouco, o que a imaginação conseguia e possibilitava, alguns de cara destapada ou tapada mas de modo a ser fácil identificar, para percorrerem as ruas e desfrutarem dos comentários, elogiosos ou verrinosos, à sua passagem. Queriam era aproveitar o dia para se divertirem. 

4. Aqui o escriba nunca gostou muito do Entrudo 
Mas lembra-se de, com cerca de 13/14 anos, se ter mascarado - entenda-se vestido de luto com xailes e lenços pretos - curvando-se, apoiado numa velha bengala e ter ido ouvindo, pelo Arrabalde acima até ao São Pedro, que era a velha tal (perdeu-se no tempo da memória o nome da tal "ilustre" montalvanense) ou que era uma miúda («catchópa», em montalvanês) que queria imitar a tal "velhinha". Ora, aquando do disfarce nunca este escriba pensou em tal pois nem sequer sabia quem era ainda que certamente a conhecesse, mas não pelo nome e não quis, de modo algum, mascarar-se para imitar alguém. Simplesmente "pegou" na roupa da avó e cá vai disto! E encurvou-se para não ser reconhecido, não por querer parecer a Tchá ... !  

5. Entrudo dançado
Nalgumas casas mais abastadas com salões e outras condições, como a de alguns lavradores («riques», em montalvanês) havia bailes noturnos. Não todos os dias ou todos os dias mas em casas diferentes. Não se misturando com os foliões de rua os «ricos» reservavam-se para a dança. Chegavam de máscara - como era hábito em algumas cidades europeias, mantendo-se em Veneza - que retiravam para espanto dos restantes que nem sempre adivinhavam quem era. Eram uns bailes de «ricos» à pobre como era norma em Montalvão. O acompanhamento musical era rudimentar - uma "gaita-de-beiços" (harmónica vocal) - mas por vezes nem isso. Dançava-se ao som de um adufe que a rapariga mais afinada se encarregava de vocalizar umas melodias alegres próprias do Carnaval que a seguir chegava o tempo do recolhimento e tristeza, a "Quaresma".
A preparação destes bailes começava muito antes com os «criados dos ricos» a confecionarem iguarias com base em carnes frias (essencialmente enchidos e mesmo algum animal de pequeno porte - cabra ou ovelha - embora fosse raridade) e doces tradicionais. Isto para os convivas irem petiscando durante a noite e madrugada entre as danças. Mesmo assim com acompanhamento musical tão rudimentar, o mito é que se dançava até de madrugada "polcas, mazurcas, valsas e chotices". Como poucos viram, de facto, mas muitos ouviram dizer (mais pela "criadagem"), talvez tudo não passe de lenda. 



E a seguir vem a Quaresma...
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