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05 fevereiro 2026

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Dia dos Compadres

05 fevereiro 2026 1 Comentários
O DIA DOS COMPADRES OCORRIA NA PENÚLTIMA QUINTA-FEIRA ANTES DO ENTRUDO.



Quinta-feira anterior ao «Domingo Magro», reservando o importante «Dia das Comadres» para a uma semana depois já muito próximo do Carnaval, antecedendo o «Domingo Gordo».


Fotografia de José Pedro Martins Barata

Compadres e comadres eram uma espécie de parentes por afinidade das ocorrências da vida. Pessoas que não começando na família passavam a fazer parte desta por afinidade devido aos Batizados e Casamentos. Tornavam-se próximos da família - por serem padrinhos e madrinhas de batizado e/ou casamento - ligando por via dos filhos umas famílias a outras.

Fotografia de José Pedro Martins Barata


Numa povoação como Montalvão se todos já são primos de todos, ainda que em grau de parentesco diferenciado, então compadres e comadres eram quase todos uns dos outros. Comemorar o Dia dos Compadres era para os montalvanenses comemorar uma espécie do "Dia do Homem». Uma semana depois assinalava-se o «Dia da Mulher».
Fotografia de José Pedro Martins Barata

Como estes dias já estavam muito próximos do Carnaval - as datas não foram escolhidas ao acaso - as atividades anunciavam já o «Entrudo».

Aliás, em Montalvão, a época do ano com mais «partidas de Carnaval» era a que ia de «Dia de Reis» até «Terça-feira Gorda» entrando depois o tempo de recolhimento e tristeza profunda da Quaresma onde, até, se evitavam batizados, casamentos, mesmo canções alegres. Só os funerais "vinham mesmo a calhar». Antes da Quaresma aproveitava-se bem o tempo que antecedia o Entrudo para fazer o que depois não podia (nem devia...) ser feito!

Em dia de trabalho a uma quinta-feira - sendo no Inverno as probabilidades de haver frio, chuva, vento e desconforto eram maiores - havia as atividades do trabalho rotineiro ao longo do dia, culminando com o jantar ao «Pôr-do-Sol». 

Os compadres reuniam-se numa casa previamente escolhida jantando e convivendo em grupos de uma cinco ou seis até hora decente que na sexta-feira seguinte era dia de trabalho.

Em tempos muito antigos consta que as raparigas montalvanenses, no remanso do lar, atrás dos postigos das portas e janelas, quando passava um homem, à porta e janelas, fazia tocar o chocalho. Uma chocalhada vinha sempre a propósito, como que chamando a quem passava um animal ruminante ou similar. 



Antes quando passavam pelas ruas, enquanto o Sol ainda iluminava Montalvão, não se livravam de algum dichotes, geralmente ditos pelas «catchópas da Vila»:  

- Os compadres vêm, vêm
Lá em baixo ao Fontanhão
Roendo uma pata de burro
Julgando que é lacão

- Os compadres dormem, dormem
Dormem lá no casarão
Por baixo deitam tojos,
Por cima peles de cão

- Os compadres vêm, vêm
Vêm lá ao Santo André
Bebendo mijo de burro
Julgando que é café

- Os compadres dormem, dormem
Dormem lá no palheiro
Num dos lados andam ratos,
Do outro há um formigueiro  

- Os compadres vêm, vêm
Vêm lá à Cadeirinha
Comendo rabo de porco
Julgando que é sardinha

Em 2027, será a 28 de janeiro


Em Casalinho/ Cedilho (Espanha) também se assinala com o devido destaque:


Em Alpalhão que tem mais ligações a Montalvão do que a ideia que há na atualidade, a tradição carnavalesca mantém-se:




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18 janeiro 2026

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Eleições 2026, Montalvão 142 Votantes

18 janeiro 2026 0 Comentários

 EM 274 ELEITORES INSCRITOS.


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17 janeiro 2026

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Presidenciais 2026: Onze Eleições Desde 1976

17 janeiro 2026 0 Comentários

COMO EM TODO O PAÍS E NA DIÁSPORA PORTUGUESA.


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11 janeiro 2026

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Feira de Inverno

11 janeiro 2026 0 Comentários
AO FINAL DE SÁBADO COMEÇAVAM OS PREPARATIVOS PARA A FEIRA DE JANEIRO REALIZADA NO SEGUNDO DOMINGO DO PRIMEIRO MÊS DO ANO.




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06 janeiro 2026

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Dia de Reis

06 janeiro 2026 0 Comentários
CELEBRAR BALTAZAR, GASPAR E MELCHIOR.

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31 dezembro 2025

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Boas Festas

31 dezembro 2025 0 Comentários
COM BOCHECHADAS DE ÁGUA E PUNHADOS DE FARINHA.



Ao final da tarde de 31 de dezembro começavam os preparativos para uma atividade, meio ritual, meio saudação que era breve. Demorava mais tempo a preparar que a efetuar. 

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25 dezembro 2025

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Natal

25 dezembro 2025 0 Comentários
A SEMANA SANTA ERA A MANIFESTAÇÃO RELIGIOSA COM MAIS SIGNIFICADO EM MONTALVÃO. TRISTE E SENTIDA


O NATAL ERA A PRINCIPAL FESTA RELIGIOSA. ALEGRE E SOLIDÁRIA. MAS NÃO ERA A PRINCIPAL EM TERMOS SOCIAIS DEVIDO À POBREZA ENDÉMICA. ESTA ESTAVA RESERVADA PARA 8 DE SETEMBRO. EFUSIVA E EXPANSIVA.



Os primeiros preparativos para o Natal, se assim se pode dizer, era ir aos campos, em meados de setembro, onde havia barrancos e ribeiras e apanhar os gamões para secarem e estarem aptos para arderem na noite de 24 para 25 de dezembro.


Gamão/«Gamã»

Na Igreja Matriz, geralmente junto à pia batismal, fazia-se o Presépio, depois do 8 de dezembro (assinalar das festividades de Nossa Senhora da Conceição), com musgo recolhido nas paredes e muros antigos, nos arredores de Montalvão a que se juntavam as habituais figuras em barro bem atapetadas pelo musgo viçoso da aldeia. Eram estas as duas primeiras atividades, uma popular - apanhar gamões para secarem - e outra religiosa - fazer o presépio na Igreja. Nas casas dos Lavradores ( «Riques» em montalvanês) ouvia-se dizer que faziam grandes presépios mas poucos os viam na realidade. Alguns seriam mais lenda que verdade.



Em 24 de dezembro, após o dia de trabalho, começavam os preparativos para a noite e jantado o feijão com couves feito ao costumeiro lume de madeira a arder (lareira) havia uma divisão de rituais: homens para um lado, rapazes na rua e mães com as filhas na cozinha à lareira («Lume» em montalvanês).




Entravam em ação os rapazes
Iam buscar a «urra» (que não se deteriorando passava de uns anos para os outros) e davam os últimos retoques nas «fatchas» de gamão seco que eram efémeras para durar uns minutos.





A «urra» era feita com uma panela de barro tendo a tapá-la pela boca uma pele de cabra retesada e no centro um gamão a furá-la com uma haste exterior de tamanho suficiente para ser manuseada. 



As «fatchas» eram molhos de gamões (cerca de vinte) atados com correias de trovisco. Colhiam-se os gamões (no final do Verão), dobravam-se as extremidades para durarem mais tempo a arder, juntando-se em molho atado pela casca do trovisco. 


Trovisco/«Trovisque»

Correndo as ruas uns faziam soar a «urra» e outros faziam archotes das «fatchas». Estas acendiam-se e muitas vezes já a esmorecer faziam acender outras fachas. Podiam arder em archote mais de cem fachas nessa noite de 24 de dezembro. Havia até uma espécie de concurso para ver qual era a mais espessa e comprima. Essa já era um «fatchõe». A «urra» estava segura debaixo do braço esquerdo e abarcada por este, deslizando a mão direita pelo gamão encerado, ressoando a panela em urros que se ouviam ao longe. Fachas a arder e a panela a urrar num monte que dominava uma peneplanície de quilómetros fazia da noite de 24 de dezembro uma manifestação de luz e som avistadas e ouvidas a quilómetros de distância.  




Em casa, mães e filhas, colocavam o café ao "lume" 
Enquanto faziam filhós, coscorões, argolas, azevias e borrachões. Era frequente os mais pobres baterem às portas dos remediados a pedir "maia-lata de azeite" (um-quarto-de-litro) para fazerem meia dúzia de filhós.


Filhós em Montalvão; Coscorões no resto do Mundo


Pelas ruas enquanto os rapazes encenavam fogo e som, os homens cantavam em portanhol/espanholês
Com rapazes a percorrer as ruas roncando a «urra» e queimando as «fachas», os homens em grupo, alinhados a toda a largura delas, cantavam entre outras, num espanhol aportuguesado, uma canção à capela renegando tudo o que fosse material, consagrando-se ao Cristianismo, com ele dormindo, nele pensando e Jesus Cristo honrando:

Abre-me a puerta
Cerra la ventana
Esta noche-buena
Vou dormir à tua cama

Abre-me ta puerta
Cerra te postigo
Esta noche-buena
Vou dormir contigo

Não quero más bola
Não quero más novilhos
Que estan mui caros
Los campanilhos
Los campanilhos

Além naquele cerro
Fazem lume os pastores
Aonde nasceu el niño
Entre las flores




Entretanto tocava o sino na Igreja Matriz
E todos se dirigiam para o interior da igreja. No final da «Missa do Galo» regressavam a casa para cear as iguarias na cozinha. Os pais deitavam passas, rebuçados e amêndoas ao ar, entre outras pequenas iguarias, dizendo que eram ofertas do «Menino Jesus» como que caindo do telhado da cozinha.



Jantar dos "quintos" («quintes»)
Como o Natal era para todos, numa espécie de "ritual de passagem" entre a infância e a idade adulta, os rapazes que já não tinham idade para andar a correr com as fachas a arder em archote, mas ainda não estavam casados e principalmente não tinham filhos, alugavam ou pediam emprestado uma casa vaga ou um palheiro próximo da localidade e formavam grupos por ano de nascimento, para fazerem o «jantar dos quintes» que se prolongava noite dentro. Nos Anos 40 e 50 (ainda Montalvão tinha grande pujança demográfica) os dois mais concorridos eram os das "sortes" (Inspeção Militar) ocorrida naquele ano - a Inspeção Militar era aos 19 anos, em Nisa, no tempo em que a maioridade era aos 21 anos, até 1974 - e os nascidos no ano seguinte, que iriam "tirar sortes" no ano após esse Natal, ou seja, que tinham 18 anos. Mas também havia jantares para os dos 17 anos, até 16, tal como para os de 20 e assim sucessivamente, embora estes fossem cada vez menos devido aos casamentos e principalmente ao nascimento dos filhos. Embora houvesse, sempre, quem conseguisse dar uma escapadela dos "compromissos familiares" e por lá passasse nem que fosse para petiscar e bebericar. 



Com muita sorte havia "sapatinho"
Colocado ao final da noite de 24 de dezembro junto à chaminé, na manhã do dia seguinte, 25 de dezembro, raras vezes mas por vezes acontecia, havia uma peça de roupa interior junto do sapato deixado à beira da chaminé ou até no outro sapatinho que ficava junto à cama.




Logo de manhã
No dia 25 de dezembro, na Missa matinal, beijava-se a figura do "Menino" que seria o reconhecimento ao nascimento de Jesus e... recomeçava mais um ciclo de vida até ao Natal seguinte. Outro ano.




Para algumas das mais belas pinturas da Natividade (clicar)



Natal sempre inspirador e tempo de renovação.


O Natal - 25 de dezembro - é pouco depois do Solstício de Inverno - 09:20 horas em 21 de dezembro de 2024 - que foi a noite mais longa do ano passando a partir dessa data a aumentar a parte diurna do dia até ao Solstício de Verão - 02:43 horas em 21 de junho de 2025 - quando ocorre a noite mais curta do ano. 


Eis Montalvão, cuja origem remonta ao mais puro rito do Cristianismo Templário. 


As atividades humanas decorriam pontuadas pelas cerimónias do Divino





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15 dezembro 2025

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Santo e Feliz Natal em Época de Boas Festas

15 dezembro 2025 0 Comentários

EM MONTALVÃO NUNCA FOI FÁCIL USAR BARRO PEDRADO DE NISA.


Era caro e podia partir-se com uso frequente.

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