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22 agosto 2020

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Casalinho

22 agosto 2020 0 Comentários
"CASALINE" É UMA ESPÉCIE DE ENIGMA TERRITORIAL PARA MONTALVÃO.


Mapa Topográfico Nacional (excerto); Carta n.º 675 - I (Cedilho); 1/25 000; 2002; Instituto Geográfico Nacional (Espanha); Madrid

Cedilho (Cedido) fez ou não parte do município (concelho) de Montalvão até ao Tratado de Alcanizes, em 12 de setembro de 1297?


Os municípios espanhóis cujo território fez parte do Leste da «Herdade da Açafa» e depois foi trocado pelos territórios de «Riba-Coa» por Dom Dinis, no Tratado de Alcanizes: Ferreira/Herrera de Alcântara (Cedilho faria parte deste ou de Montalvão?), Esparregal (atualmente dividido em dois: Santiago de Alcântara e Membrio) e Valença/Valência de Alcântara. As fronteiras Leste e Sudeste da Açafa são as de Valência de Alcântara e de Membrio (rio Salor)  
Todo o tratado, assinado por Dom Dinis (Reino de Portugal) e Dom Fernando IV (Reino de Leão e Castela) pode ser lido em (clicar) ou num texto deste blogue que assinalou os 722 anos do Tratado de Alcanizes (clicar)

Há algumas certezas e outras tantas incertezas.

CERTEZAS

1. Casalinho fez parte do território português até 12 de setembro de 1297, pois a fronteira entre Portugal e Leão/Castela era no rio Salor;

2. Casalinho só é município (ayuntamiento) autónomo, desde 15 de agosto de 1838, ao separar-se de Herrera de Alcántara (Ferreira de Alcântara, quando era território português).

3. Casalinho foi sempre um pequeno povoado. No primeiro Recenseamento em Espanha (1842) o município de Cedilho tinha 482 habitantes em 88 edifícios.

(clicar em cima desta e de quase todas as imagens permite melhor visualização das mesmas)



Montalvão sempre foi muito maior. Muitíssimo. No primeiro Recenseamento em Portugal (1864) tinha 1 373 habitantes em 374 edifícios. Aliás em 24 de abril de 1758, o concelho de Montalvão, já contava com 300 edifícios e 1 015 habitantes.

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    RECENSEAMENTO GERAL DA POPULAÇÃO (PORTUGAL) EM 1 DE JANEIRO DE 1864 
                                             RESUMO

Comparativo (1842/1864 a 2011)



INCERTEZAS

Até ao Tratado de Alcanizes, em 12 de setembro de 1297, Casalinho fazia parte do território português mas não tinha dimensão demográfica para ser município autónomo. Agora "entram" as duas hipóteses para ligar o atual município de Cedilho a outros.

1. Casalinho sempre fez parte de Ferreira de Alcântara (depois Herrera de Alcántara) desde a criação desse Município dentro da «Herdade da Açafa» templária. 

2. Casalinho fez parte do município (concelho) de Montalvão até ao Tratado de Alcanizes e quando este estabeleceu a nova fronteira além-Tejo esta não foi delimitada numa fronteira essencialmente terrestre (cerca de 70 por cento) mas recuou "dentro" do município de Montalvão até ao rio Sever este sim uma barreira natural consistente e que não deixava margens para dúvidas.

3. Casalinho sempre manteve um "conflito" latente com Herrera de Alcántara porque nunca se sentiu parte deste, pois sempre fizera parte de Montalvão, conseguindo finalmente a autonomia no século XIX. 

4. Teoria da Probabilidade
4.1 Casalinho fez parte do território de Montalvão até 12 de setembro de 1297;
4.2 Cedilho passou a fazer parte do território de Herrera de Alcántara, entre 12 de setembro de 1297 e 15 de agosto de 1838! Talvez. Os especialistas em história, particularmente da cartografia espanhola (que conhecem historiadores "especialistas" no século XIII e XIV ibérico), não conseguem encontrar "a ponta à meada" mas esta hipótese é a que melhor encaixa no "separatismo cedilhano" relativamente a Herrera de Alcántara até porque, mesmo em 1838, Casalinho/Cedilho era demasiado pequeno, demograficamente, para ser "ayuntamiento"!




O território do atual município de Cedilho, que completou apenas 182 anos de existência no passado dia 15 de agosto de 2020 pode ter pertencido, até 12 de setembro de 1297, ao concelho de Montalvão.


Mapa Topográfico Nacional (adaptação); Cartas n.º 674/675 (Sever e Santiago de Alcântara); 1/50 000; 1975; Instituto Geográfico Nacional (Espanha); Madrid

É muito "interessante" fazer uma "colagem" juntando o atual território da freguesia de Montalvão (124,2 km2) com o município de Cedilho (61,6 km2). É que a principal povoação destas duas regiões (Montalvão) ocuparia uma posição central nesse vastíssimo território o que é notável. Mas fica para um dia destes...

Montalvão foi-se construindo (em demografia, história e cultura) e, talvez, "desconstruindo" (territorialmente) no tempo.

NOTA: Agradecimento ao Instituto Nacional de Estatística/Estadística (de Espanha), Instituto Geográfico Nacional (de Espanha) e a alguns habitantes de "Casalinho".
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16 agosto 2020

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Aos Soldados Conhecidos

16 agosto 2020 1 Comentários
QUE TOMBARAM EM ANGOLA, GUINÉ E MOÇAMBIQUE.


Homenagem a todas as mães que tanto sofreram enquanto os seus filhos combatiam longe da família. Muitos despediram-se e nunca voltaram. Nem mortos, pois continuam sepultados nesses antigos territórios portugueses
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08 agosto 2020

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Esquembres e Outras Balanças

08 agosto 2020 0 Comentários
EM MONTALVÃO HAVIA QUASE TANTO TIPO DE BALANÇAS COMO PESSOAS!


A balança de equilíbrio mais simples era a que conhecia melhor pois a minha avó materna tinha uma. Os «esquembres» eram uma balança simples. Igual massa (pesos em linguagem popular) num dos pratos indicava quanto pesava o que se colocava no outro prato dos esquembres. 
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01 agosto 2020

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Os Louceiros

01 agosto 2020 0 Comentários
HOUVE DEZENAS DE LOUCEIROS EM SETE SÉCULOS MONTALVANENSES.


No auge demográfico e social de Montalvão no século XX (Anos 40 e 50), houve o Ti Louceiro. Sendo único não havia engano. Era aquele na rua de São Pedro. 


Habilidoso como era norma nos artesãos de Montalvão faltava-lhe a matéria-prima (barro de grande qualidade numa terra de xisto e grauvaques, saibro/cancho de xisto argiloso que era mole ou «saibre, em montalvanês» e ponedros/cascalhos) para poder ter mais atividade. Lá para a Charneca, nas vizinhanças da Salavessa, havia barro para telhas de cano, tijolo de adobe, tijolo maciço e ainda algum... para o esmerado trabalho do Ti Louceiro. Além disso o empedrado de Nisa era "concorrência desleal" embora o Ti Louceiro também fizesse louça empedrada com o cascalho branco (esmigalhado a martelo), do melhor que havia lá para o «Monte do Pombo».



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O Ti Louceiro passava o dia a fazer essencialmente potes (cântaros sem asas) de todos os tamanhos, bem como vasos, talhas de muitos tamanhos e feitios, cantarinhas e alguidares de amassar (mas para onde também se cortava a carne de porco nas matanças). Casado mas sem descendentes e com Montalvão envelhecido e a encurtar habitantes coube-lhe ser o último louceiro de uma povoação que, certamente, os teve séculos-a-fio.



As talhas de Montalvão também eram "vasilhame para tudo e mais alguma coisa", desde azeitonas a salgadeira para o toucinho, conservavam muito e bem todo o ano.



Um louceiro montalvanense tinha sempre que fazer. 



Mas... "gatar" louça que já não ia para nova, antes pelo contrário, estava reservado aos «bufarinheiros" que escalavam Montalvão de vez em quando.




O forno do Ti Louceiro ficava num palheiro lá para a azinhaga a caminho do «Monte do Santo André». 




Era aí que terminava a obra que tinha começado num amontoado de barro avermelhado disforme e haveria de alindar parte da vida dos montalvanenses. 




A maior quantidade e variedade da louça "mais fina" era comprada numa das quatro Feiras Anuais de Nisa...



... ou ao Ti Alentejano lá do Redondo que chegava à «Vila» com um burro carregado de cântaros, porrões, barris, asados e outra louça "mais fina" mas partia mais leve. O burro que ele levava ia mais aliviado e ele com mais uns trocos nos bolsos. E convinha não partir loiça, só partir para a Salavessa ou Póvoa e Meadas.



Há a particularidade do porrão só o ser antes ou depois da rua de São João, Corredoura ou da rua do Ferro. Interior montalvanense. Antes ou depois destas passavam a chamar-se piporros.



A louça era fundamental para o dia-a-dia. Todo o ano.



Fosse amassar o pão.



Fosse fazer a comida.



Fosse ir buscar água à cabeça.



Fosse ir buscar água nas «angarelas».




Fosse ter água.




Fosse o que fosse. 



Até para embelezar o lar.  

Próxima "paragem": Os Latoeiros
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25 julho 2020

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Fronteiras Interiores (1250)

25 julho 2020 0 Comentários
PARA LIBERTAR PRESSÃO E SOBREVIVER.



Com a pacificação da maior parte do território português as Ordens Religiosas que ocupam o espaço junto do rio Tejo têm cada vez mais dificuldade em justificar a sua existência para além da sua importância histórica.



Dioceses versus Ordens: passado
Com a guerra da Reconquista para expulsar os almóadas já no andaluz e no ocidente deste, o Algarve há nova correlação de forças no território a sul da principal via de comunicação, capacidade hídrica e barreira natural, que passou a eixo central do território, entre o Minho e o Algarve, o rio Tejo. É em torno deste que se registam mudanças profundas na segunda metade do século XIII. De um lado as Ordens (Templários e Hospitalários) e do outro os Bispados (Guarda e Évora).




Dioceses versus Ordens: futuro
As Ordens foram exemplares na forma como derrotaram os muçulmanos mas fracassaram no modo como não conseguiram povoar um território inóspito, com terrenos pouco férteis e escassez de água devido a Verões extremamente prolongados e muito secos. As duas Dioceses apresentam uma capacidade renovada em organizar o território estruturando-a. Num território estabilizado politica e militarmente, têm vantagem, por serem gregárias, em relação às duas Ordens que continuam a lutar mais cada vez mais longe e para sul.



Templários versus Hospitalários
Com territórios vizinhos há diferenças entre elas. Os Templários (Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão) têm o seu território, do que resta da Açafa, a confinar com o rio Tejo - Montalvão, Nisa e Alpalhão - excomungado desde 1242 pelo Bispado da Guarda que exige dominar esta vasta área. Os Hospitalários (Ordem dos Cavaleiros do Hospital de São João de Jerusalém) têm território a sul, entre a Amieira e o Crato. A ribeira de Figueiró faz "fronteira natural" durante alguns quilómetros mas os Templários foram ocupando território, como Alpalhão (para lá dos limites da "Herdade da Azafa" doado por D. Sancho I em 5 de Julho de 1199). Na década de 40 do século XIII os Templários profundos conhecedores do território, por serem quase nómadas envolvendo-se em escaramuças com fervor em nome do Cristianismo expandem o seu território até uma área com alguma abundância de água  - nascentes e na confluência de dois ribeiros afluentes da ribeira de Figueiró) permitindo agricultura menos rudimentar e potencial para crescer demograficamente, algo episódico no território que dominam. Uma área que não tinha presença - pelo menos em permanência - dos Hospitalários, nem era reivindicada pelo Bispado da Guarda. O seu nome... Ares (atual Arez). Embora local com referência histórica anterior, um «achado» só ao alcance de quem conhecia o território como a palma das mãos. Os Templários marcam o território onde os cursos de água não o fazem. Surgem marcos que os homens levaram e o tempo poucos salvou.



Templários versus Bispado da Guarda
Com o território de Montalvão, Nisa e Alpalhão, vulnerável perante as exigências da Diocese da Guarda, os Templários alinham na estratégia de uma outra Diocese, a de Évora. Perante as características da formação do território de Portugal, assente na Reconquista de Norte para Sul, as instituições, sejam de que tipo fora, tinham um maior poder concedido pela antiguidade e presença histórica. Por isso, para o Bispado da Guarda, o rio Tejo não significou qualquer obstáculo. O território necessitava de ser reorganizado a nível eclesiástico e estruturado socialmente, por isso serras ou montanhas, riachos ou rios (mesmo o maior a atravessar o território) eram apenas pormenores. 



Templários versus Bispado de Évora
Com a guerra para expulsar os muçulmanos instalada no Algarve e na Andaluzia, a Diocese de Évora expande-se territorialmente. Para norte da sede do Bispado (Évora) as condições eram favoráveis, por saber-se que o território estava completamente pacificado e necessitava de crescimento demográfico. Além disso, urgia estabelecer o domínio da Diocese o mais para norte possível pois havia o Bispado da Guarda com interesse territorial para sul do rio Tejo. A Diocese de Évora desejava que fosse o importante rio ibérico a fazer "fronteira" entre as duas Dioceses. Os Templários pressionados pela excomunhão percebiam que a pressão seria insustentável pois a sua presença nestes territórios há muito libertos do islamismo era cada vez menos imprescindível. 



Grão-mestre D. Pedro Gomes
A morte do Mestre Martim Martins, em maio de 1248, no cerco cristão a Sevilha obrigou à eleição de novo Mestre recaindo a eleição em D. Paio Gomes em pleno campo de batalha. Ao regressar de Sevilha conquistada (novembro de 1248) o novo Mestre jura vassalagem perante o rei D. Afonso III colocando a Ordem ao seu dispor. Foi durante o seu Mestrado, breve pois faleceu em março de 1250 que o território português fica, praticamente, com as fronteiras definidas como na atualidade - seriam ajustadas em 12 de setembro de 1297 (tratado de Alcanizes) e depois em 29 de setembro de 1801 (perda de Olivença). Um ano antes de D. Pedro Gomes falecer, D. Afonso III entra em Faro, a 27 de março de 1249, conquistando o Algarve que é anexado ao território português. 



Grão-mestre D. Paio Gomes
A morte de D. Pedro Gomes obriga a nova escolha para Mestre Templário. É eleito D. Paio Gomes, em março de 1250, que tem tarefa importante a fazer em início de mestrado.



Abril de 1250
Com a presença do Mestre templário, D. Paio Gomes e do Bispo eborense, D. Martinho celebra-se um acordo de cedência, pela «Ordem do Templo», à revelia do Bispado da Guarda, dos direitos episcopais de Montalvão, Nisa, Alpalhão e Ares (Arez) à Diocese de Évora. Eis o documento em latim que data de abril de MCCLXXXVIII = 1288 corresponde na Era Cristã a 1250.



A força das Dioceses
As características da Reconquista Cristã, com avanços e recuos, fez-se sentir por todo o Alem-Tejo que até ao final do século XIII e mesmo depois continuou espartilhado por vários poderes. As Ordens Militares que foram fundamentais para libertar, pacificar e povoar o território a Sul do rio Tejo até ao Algarve detinham algumas localidades e territórios onde tentavam fundar outras. O seu poder e influência estava a perder-se, pois entre final do século XIII e o século XIV teriam de ceder face ao crescimento do domínio eclesiástico que organizaria um território que já estava estabilizado. Tinha terminado a Guerra para se promover a Paz.  



O território templário a sul do rio Tejo ia resistindo. Em 1260 nova tormenta chegaria...
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18 julho 2020

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Os Padres

18 julho 2020 0 Comentários
HOUVE DEZENAS DE PADRES EM SETE SÉCULOS MONTALVANENSES.



Num povoado com origem nos Templários o fator religioso sobrepôs-se durante centenas de anos às atividades seculares. 




Um dos sacerdotes que marcou o século XX foi o padre Virgílio (Virgílio Diniz Oliveira). Foi ele o último grande orador e pregador da povoação, embora não fosse o último pároco e muito menos o último a residir em Montalvão que tem casa paroquial. 


Casa Paroquial: amplo edifício com excelente quintal na rua da Barca

(clicar em cima desta e de quase todas as imagens permite melhor visualização das mesmas)



O Padre Virgílio pregou a primeira missa - havia pelo menos duas celebrações por dia (uma de manhã e outra pela tarde) em 20 de fevereiro de 1898. Apesar de chegar a Montalvão no final do século XIX foi o "Padre do Século XX Montalvanense" afastando-se do sacerdócio, por velhice, no início dos Anos 30.




A sua principal atividade era assegurar as eucaristias e todo o serviço de que estava incumbido um sacerdote até ao século XX, num povoado com tantos habitantes como Montalvão. 


O Padre Virgílio celebrou o primeiro casamento e batizado em 21 de fevereiro de 1898 e registou o primeiro óbito, estreando-se no «sacramento da extrema-unção», em 5 de março de 1898. 


"Adro" na escadaria da Igreja Matriz antes das obras de 1968/1969 que desfiguraram o traçado com dezenas (ou mais...) de anos

Além da sua principal atividade eclesiástica ainda ensinou muitos montalvanenses a ler, escrever e contar. 


Edifício de habitação do Padre Virgílio, na rua do Outeiro

Tinha um prestígio insuperável no povoado, dando exemplo de ética e moral acima de qualquer dúvida ou equívoco. 


Interior da Igreja Matriz - com soalho/madeira e púlpito - antes das obras de 1968/1969 que desfiguraram o traçado com dezenas (ou mais...) de anos
Reprodução de uma gravura, a aguarela, do pintor portalegrense João Tavares, datada de 1944. João Augusto Silveira Tavares nasceu em Portalegre a 22 de Setembro de 1908, falecendo na mesma cidade, em 20 de Novembro de 1984, aos 76 anos e dois meses. Foi professor de desenho no Liceu de Portalegre, além de pintor a óleo e aguarela, com tapeçarias elaboradas com base nos seus trabalhos

Foi uma figura superlativa e ao qual os montalvanenses procuravam apoio e aconselhamento, mesmo tendo aperfilhado uma criança, que seria em adulto, o lojista António d'Oliveira Falcão.  



Outros padres se seguiram, alguns a residir em Montalvão (por exemplo, o Padre José António dos Santos) outros vindos de fora da "Vila", quase sempre de Nisa. 


Da esquerda para a direita: Ti Chico (barbeiro), Ti Joaquim Branco (carpinteiro), Padre José dos Santos e Joaquim da Tróia (lojista)

Todos foram dando o seu contributo numa povoação onde as atividades diárias eram pontuadas pelo Sagrado. Com a desertificação demográfica tudo terminou. 

Próxima "paragem": Os Professores
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