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31 março 2021

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Semana Santa II

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QUARTA-FEIRA DE TREVAS.



No dia em que Judas combinou com os situacionistas judeus e ocupantes da Palestina trair Jesus Cristo, na noite seguinte, de quinta para sexta-feira, depois da «Última Ceia», fazendo-o com um beijo, assim identificando-entre os gentios que enchiam Jerusalém na Páscoa Hebraica...



... Em Montalvão no dia de Quarta-feira de Trevas rezava-se, na Igreja Matriz, o «Ofício de Trevas», com a assistência na capela-mor da Irmandade do Santíssimo Sacramento, nas suas opas vermelhas, a qual não saía da Igreja Matriz, tal como as outras, durante toda a Semana Santa. 



Desde Sábado de Ramos até Quarta-feira de Trevas, os rapazes («catchôpos», em montalvanês) juntavam-se no adro da Igreja Matriz, com um martelo de madeira ou de um troço de madeira que fizesse de martelo. Sentavam-se no lajeado e começavam a martelar o chão na cadência dos seguintes versos que entoavam como lengalenga (em montalvanês mas que é difícil reproduzir na totalidade por isso aqui ficam em português):

Trevas, trevas, mulheres velhas,
Trevas, trevas, mulheres novas,
Truco, truco, maceirão,
Pelas cordas de cordovão.
O palhaço da cozinha
Quantos dedos terá em cima,
Um, dois, três,
Por aqui passou um inglês,
Pelas barbas de Diana,
Com uma gaita castelhana,
Pio, pio, repipio,
Onde estão os vinte e três,
Um, dois, três

Depois iam repetindo este batedeiro e cantilena, correndo todas as ruas e ruinhas do povoado.

Eis Montalvão cuja origem remonta ao mais puro rito do Cristianismo Templário. As atividades humanas decorriam pontuadas pelas cerimónias do Divino
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