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21 julho 2019

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O Melhor Queijo do Mundo e Arredores

21 julho 2019 0 Comentários
O MONTE QUEIMADO É, QUASE DE CERTEZA, A EVOLUÇÃO DE UM MONTE ROMANO.


Como dizia o Ti Têxêra havendo 20 queijarias em Montalvão, 19 eram muito iguais e depois havia a do Mont'Quêmédo!



Bem localizada (clicar) próximo da Estrada Nacional 359 entre Nisa e Montalvão ou de Montalvão a Nisa, a Herdade do Monte Queimado é de paragem obrigatória para quem tem bom gosto... gostando de queijo.



Não se pode dizer que seja um "queijo fácil", mais pelo odor que pelo sabor. Ama-se ou odeia-se.


Em cima: continuação da Herdade do Monte Queimado (1). Em baixo: continuidade no prédio rústico 36 (em cima) com o nome: Tapada do Monte Queimado 

As instalações construídas na Herdade do Monte Queimado na linha de festos (cumeada que divide duas freguesias: Montalvão e São Simão) correspondendo, a entrada, ao caminho municipal alcatroado que liga a estrada nacional, Nisa/Montalvão a São Simão ou Pé da Serra. A Herdade do Monte Queimado desenvolve-se para Norte e Oeste

O «Monte Queimado» é uma das maiores propriedades da freguesia de Montalvão. Com rebanhos com cerca de 200 cabeças, entre gado ovino e caprino. Deve estar na percentagem de cada leite, entre a ovelha e a cabra, para além do pasto - mas essa podia ser também a receita de queijarias junto (e vizinhas) da propriedade - o segredo da altíssima qualidade deste queijo único no Mundo.



Para comer, aproveitando o que ele tem de melhor, é "um quarto de pão de trigo" para uma "unha de queijo".

Ninguém devia poder morrer sem antes ter provado o queijo do Monte Queimado. 



NOTA: Quando o tema for a Festa de Santo André (30 de Novembro) este blogue fará referência ao Ti Têxêra que nascido nesse subúrbio pobre - pé descalço e galinhas pelas ruas - a norte da grande aldeia e casado, também, para uma casa no «Monte Santo André» acabou por viver numa das melhores casas - "tirando" as dos Lavradores (ou «ricos» em montalvanês) - existentes em Montalvão, na rua de São João ao Arrabalde. Um homem invulgar para os padrões montalvanenses porque foi um empreendedor - o que é pouco comum em Montalvão - mesmo sem frequentar a Escola Primária. Ou como me dizia um montalvanense numa das minhas últimas deslocações a Montalvão enquanto eu contemplava a sua última morada na aldeia: «Nessa casa viveu um homem analfabeto que matou a fome a muita gente letrada da Vila dando-lhes trabalho, daqui até à Beira, ao seu lado e do filho enquanto eles também trabalhavam!»





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16 julho 2019

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E Depois do Adeus (1212)

16 julho 2019 0 Comentários
A BATALHA DE NAVAS DE TOLOSA VEM DAR ESTABILIDADE À HERDADE DA AÇAFA POIS AFASTOU OS ALMÓADAS DA REGIÃO. 



A Herdade da Açafa era terra inóspita que foi cedida, em 5 de julho de 1199, por D. Sancho I à Ordem dos Cavaleiros do Templo. Pela carta de doação não há povoações, pois não constam referências, sendo os limites estabelecidos pelos acidentes naturais: linhas de talvegues (rios e ribeiras) e linhas de festos (montes e serras). O objetivo era que os poderosos Cavaleiros Templários a povoassem ocupando assim território infiel (islamizado) e fosse um obstáculo ao poder do Reino de Leão que podia conquistar território para Oeste "fechando" numa bolsa o jovem Reino de Portugal que perderia espaço para se expandir para Sul. 


Ibéria cerca de 1157. Em 1212 estava praticamente na mesma embora o Reino de Portugal conseguisse expansão pelo litoral sul mantendo a linha natural do rio Tejo como fronteira estabilizada entre Lisboa e Alcântara (os Almóadas já não conseguiam provocar perda de território na margem direita) e o território da Açafa, a sul do rio Tejo e a Oeste de Alcântara permitia empurrar os muçulmanos para longe da margem esquerda bem como marcar presença num território em que Reino de Portugal e Reino de Leão se juntavam numa fronteira tripartida com os Almóadas

Não havia aglomerados com demografia mínima que justificassem a existência de povoações no vasto território da Herdade da Açafa pois era quase "Terra de Ninguém". Umas vezes trespassado pelos Almóadas, outras pelos Templários havia pouca população que se sujeitasse a tantas escaramuças. A «Batalha de Navas de Tolosa», em 16 de julho de 1212, passam hoje 807 anos, vem mudar, para sempre, a instabilidade constantemente latente e demasiado real. O território passa a ter mais segurança e começa a povoar-se com o surgimento de muitas localidades, entre elas num Monte Ermo surge Monte'alvam

Os limites prováveis utilizando linhas retas e pontos de referência descritos na carta de doação do território da Açafa cedida, em 5 de julho de 1199, por D. Sancho I à Ordem dos Cavaleiros do Templo. Não são descritos aglomerados populacionais mas apenas acidentes naturais como rios, ribeiras, cabeços e picos de serras

Os Cavaleiros da Ordem do Templo foram importantes, tal como todos os cristãos com capacidade e hábitos guerreiros, para unidos derrotarem os Almóadas na «Batalha de Navas de Tolosa». E entre todos, os Templários eram aqueles que pelejavam contra os muçulmanos e estavam de olho nos leoneses, ou seja, deambulavam pelo território da Açafa, sendo aliados fundamentais para o Rei de Portugal, D. Afonso II poder cumprir o seu papel junto dos outros Reis da Ibéria (Castela, Aragão e Navarra) que afrontaram e dizimaram os muçulmanos. Os Cavaleiros Templários que defendiam a Açafa tinham frequentes escaramuças com os Almóadas, conhecendo bem o modo como estes combatiam e se escondiam, as suas estratégias bélicas e manhas que utilizavam. Poucos ou ninguém estavam tão treinados para combater os muçulmanos como os cristãos que cavalgavam pela Herdade da Açafa. O rei de Leão, rival de Castela, recusou-se a combater. Afonso IX cometeu um erro histórico. O Reino de Leão acabaria com a sua morte em 1230. O Reino de Leão terminou unido ao de Castela. 



O Reino de Portugal, através do seu monarca D. Afonso II não participa diretamente na «Batalha de Navas de Tolosa» mas o Rei de Portugal envia uma parte do seu exército regular e a elite militar entre as forças componentes das Ordens do Templo, Santiago, Hospital e Avis (Calatrava) para auxiliar o rei de Castela, D. Afonso VIII. A comandar os Cavaleiros do Templo - os mais experientes em escaramuças na Açafa com os Almóadas -  estava o Grão-Mestre Gomes Ramires eleito por reunião do Capítulo-Geral no início de 1210, ainda com D. Sancho II como Rei de Portugal. Em 26 de março de 1211 é aclamado rei, D. Afonso II que continua a ter confiança no Grão-Mestre. 

A ação dos Cavaleiros Templários na Herdade da Açafa dava-lhes um domínio sobre a "Arte da Guerra com os Almóadas" que os tornavam peritos em conquistar praças. Depois de pelejarem em Navas de Tolosa ainda foram «passar a fio de espada e picada de lança» uns quantos muçulmanos nas vizinhas Baeza e Úbeda. Talvez se tenham ficado só por aqui pois o seu Grão-Mestre (D. Gomes Ramires) acabaria por morrer em Úbeda

Os cristãos têm total sucesso na batalha, em 16 de julho de 1212, há precisamente 807 anos, mas há baixas mortais entre muitos cavaleiros portugueses (e não foi um acaso, pois Castela soube valer-se da ausência do Rei de Portugal para colocar a elite militar portuguesa no frente de combate), mesmo Mestres de várias ordens. D. Ruy Diaz de Yanguas, Mestre da Ordem de Calatrava... morre. D. Pero Árias, Mestre da Ordem de Santiago... morre. 


Os cavaleiros da Ordem do Templo eram peritos em perceber como combatiam os Almóadas pela frequência com que mediam forças com eles na «Herdade da Açafa»

D. Gomes Ramires parece ter ficado ferido - as fontes divergem, há quem afirme que morreu três dias depois devido aos ferimentos - mas também se conta que antes de regressar a Portugal participa em duas refregas com cerco a duas Praças (localidades) Almóadas. Logo um dia depois da famosa batalha tem sucesso no cerco de Baeza (17 de julho) mas em Úbeda, a 25 de julho, nove dias depois da grande batalha é ferido mortalmente na escalada das muralhas para conquistar a Praça. O seu corpo é trazido para Portugal e sepultado em Tomar, na igreja de Santa Maria dos Olivais. 



Os entendidos entenderão. Mesmo em terreno favorável ao inimigo (que estava instalado numa elevação) a «União Cristã» foi imparável. Os "infiéis" que não morreram na refrega, morreram na perseguição durante a fuga. Nenhum lugar era seguro para os Almóadas naquele glorioso 16 de julho de 1212.




Depois da «Batalha de Navas de Tolosa», a estabilidade territorial permitiu aos Cavaleiros Templários fundar duas vilas (Nisa e Montalvão) e mais tarde ter duas comendas (Alpalhão e Arez). É provável que a boa localização geoestratégica de Nisa tenha dado a esta a primazia de surgir na Açafa, com Montalvão logo a seguir numa posição privilegiada de acesso à margem norte do rio Tejo pela Lomba da Barca. Em 1199 (aquando da doação da Açafa) não existiam. Em 1212 certamente que não. Nisa (Nissa) parece ter sido fundada, entre 1229 e 1232, em território templário por colonos franceses da região de Nice, começados a arribar a Portugal (arredores de Lisboa e Sesimbra) por volta de 1209. Montalvão ainda mais tarde. Arez e Alpalhão muito mais tarde. Povoados em território da Ordem dos Hospitalários, como Tolosa e Amieira ainda mais.


Máxima expansão dos Almóadas até 16 de julho de 1212. Depois da derrota em Navas de Tolosa foi sempre a perder território.

O pouco espaço humanizado eram pequenos núcleos de famílias ocupando propriedades vastas, entre o rio Tejo, a ribeira de Nisa e o rio Sever (até mais longe, mesmo a ribeira de Calatrucha ou o rio Salor) ainda de fisionomia romana, terras muito pouco férteis, difíceis de cultivar e trabalhar, por isso de horizonte distante, muitas vezes abandonadas por ocupações sucessivas entre visigodos não cristãos e convertidos ao Cristianismo, muçulmanos e depois entre estes e cristãos, com destaque para os Templários. Após este 16 de julho de 1212 tudo muda com o território pacificado por se terem afastado os Almóadas para o Sul. Definitivamente!



O que é certo é que a fundação de Montalvão faz-se quando era território templário e já estava livre das escaramuças entre cristãos e muçulmanos. Muitas crianças iam nascendo, entre os gentios que acompanhavam os Cavaleiros Templários, no território da Açafa. 

Um Monte Ermo até meados do século XIII passaria a Monte'alvam. Isso é certo!

NOTA: O texto e tradução da Doação da Herdade da Açafa já foi publicado neste blogue (clicar) (clicar)
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12 julho 2019

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Ó Sino da Minha Aldeia

12 julho 2019 0 Comentários
ESTE SOM É INCONFUNDÍVEL. ESTE É O SINO QUE TODOS OS MONTALVANENSES RECONHECEM ONDE QUER QUE ESTEJAM. EM QUALQUER PARTE DO PLANETA OU DO UNIVERSO.


EM MONTALVÃO, NISA, PORTALEGRE, LISBOA, MADRID, BRUXELAS, NOVA IORQUE, NOVA ZELÂNDIA, EVEREST OU PÓLO NORTE E SUL. ATÉ NA FACE OCULTA DA LUA.


Na torre do relógio, em Montalvão, o sino repica as horas um minuto depois da(s) primeira(s) badalada(s)



De Fernando Pessoa por Fernando Pessoa

O Ti Zé Caratana é que me ensinou, aí por 1970, que não há dois sons sineiros iguais, dependendo da quantidade e tipo de metal (umas gramas fazem muita diferença), da forma da campânula e do badalo. Do comprimento e da largura da campânula. Do tipo de lingueta. Qualquer pequena alteração muda todo o som. Como em tudo não era só ele que sabia isto, mas como ninguém nasce ensinado alguém tem de contar a outro o que sabe e este um dia contará a um outro e assim evoluiu a Humanidade com o conhecimento a ser partilhado de geração em geração. 


01. Jugo, cabeça ou suporte
02. Asa
03. Coroa
04. Ombro
05. Cintura
06. Rebordo
07. Pé
08. Lábio
09. Borda
10. Lingueta (Badalo)


Lembro-me do Ti Zé Caratana agarrar num tronco de azinheira e fazer o suporte (jugo) para o outro sino, o da torre Norte, a dos toques eucarísticos - que ainda lá está firme e hirto. Ao ter questionado, em 1974 ou 1975, quanto tempo duraria, o Ti Zé Caratana afirmou peremptório: «Feito de azinho! Vais ouvir o sino, tal como os teus filhos, netos e até bisnetos»
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05 julho 2019

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Doação da Açafa 820

05 julho 2019 0 Comentários
COMPLETAM-SE HOJE 820 ANOS EM QUE DOM SANCHO I ENTREGOU À ORDEM DOS CAVALEIROS DO TEMPLO A HERDADE DA AÇAFA.


A Herdade da Azafa/Açafa a sul do rio Tejo. A azul: linhas de água; a castanho - linhas dos cabeços/topos

A doação da «Herdade da Açafa», em 5 de julho de 1199, teve grande importância para a consolidação do território de Portugal, com destaque para o sul do rio Tejo e colocar uma fronteira de norte para sul entre as conquistas cristãs repartidas com o Reino de Leão em território dos Almóadas. E foi fundamental, com a ocupação e pacificação por parte dos Templários para o surgimento de aglomerados populacionais, entre eles, Montalvão em 1278. 


Entretanto, neste mesmo ano de 1199, em 27 de novembro, Dom Sancho I concedia Foral a Guarda elevando-a a cidade (quando era um pequeno lugarejo à época) e pouco depois o Papa concedia-lhe o privilégio de ser Diocese reactivando mais a norte a outrora esplendorosa e influente Egitânia (atual Idanha-a-Velha) nunca imaginando que meio século depois iria criar um conflito entre o Bispo da Guarda (expansionista) e a Ordem do Templo (a tentar conservar o seu território aproveitando a barreira natural do rio Tejo) depois de terem progressivamente "perdido" para a Diocese da Guarda todo o território que receberam em 5 de julho de 1199 a norte do rio Tejo.

Um conflito que durou entre 1242 e 1287, durante o qual foi fundada a templária Monte alvam.  

O texto original da doação da «Herdade da Açafa» (excerto a sul do rio Tejo):



A tradução do texto:

Parte também além do rio Tejo pela foz da ribeira de Figueiró como entra no rio Tejo dali defronte de Melriça (Cabeço de Vide) e corre a Mongaret (Serra de São Mamede), dali a Cimalha da água da ribeira de Avid, dali ao Castelo de Terron como caminho ao Mosteiro de Alpalandro, e dali ao Semedeiro de Benfaian, dali ao Porto de Mula do rio Salor como correm as águas para o rio Tejo.

O texto completo e respetiva tradução podem ser lidos em clicar.



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01 julho 2019

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Montauban, Montalbano, Montalbán

01 julho 2019 0 Comentários
TALVEZ APENAS VASCO DE MONTALVAM.



É deveras interessante estar em Montalvão e pensar na origem do topónimo.


Há certezas para todos os gostos e opiniões.

Desde origem geográfico-orográfica: Monte'alvão/Montalvão como significado de «monte branco» ou «monte alvo» embora se questione porque não ficou «Montebranco», «Montalvo» (há um mas podia haver dois!) ou mesmo «Monte Branco» havendo «Castelo Branco» por perto!

Mas também com origem noutras povoações desde Montauban (França), a Montalbano (em Itália, bela elevação não muito longe de Florença) e até Montalbán (Espanha).

Pois pode ser. Pois podem ser.




A 16 de abril de 1287, em Castelo Branco, o Capítulo-Geral da Ordem do Templo e o Cabido da diocese da Guarda reuniram-se, resultando um documento, onde está explícito (em caligrafia preto no branco)... Montealuã pronunciando-se Montealvã

E por que não «Monte'alvam» depois «Montealvã» de "a vão" ou "em vão" como que a pairar/suspenso ou de "alvo" para alguém ou algo? 



E por que não a homenagem de um herói templário (Dom Vasco Fernandes, nascido em 1261) a um herói lendário da cristandade, desde o século XI, com nome honrado em várias culturas e nações europeias:

Renaud de Montauban (depois herói-magno no livro «Chanson des Quatre Fils Aymon», de Huon de Villeneuve; 1497) 

Rinaldo di Montalbano (depois herói no livro «Orlando Furioso», de Ludovico Ariosto; 1516)  

Reinaldo de Montalbán (citado como exemplo no livro «Don Quijote de La Mancha», de Miguel Cervantes; Parte I; 1605)

E devidamente traduzido - pelo ilustre e distinto Feliciano de Castilho, entre outros - para a Língua Portuguesa como "Reinaldo de Montalvão" em «Dom Quixote de La Mancha».



Pois bem... certamente que a origem do topónimo «Montalvão» nunca se saberá qual é e foi! Dificilmente se conseguirá obter a certeza do que o tempo calou!

Mesmo com direito a ópera do mestre G. F. Händel denominada Rinaldo (di Montalbano). Num excerto magnífico com a ária (Lascia ch'io pianga) de uma ópera genial (Rinaldo) em toda uma obra de excelência (G.F. Händel).

 

Montalvão ou Vasco de Montalvam!?

NOTA: Dedicada, por este blogue, a Montalvão a ópera  Rinaldo (de Montalbano) em português, Reinaldo (de Montalvão)









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27 maio 2019

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Eleição 2019: Montalvão com 115 Votantes

27 maio 2019 0 Comentários
 EM 310 ELEITORES INSCRITOS.


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26 maio 2019

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Montalvão Europa 2019

26 maio 2019 0 Comentários

OS MONTALVANENSES COMO CIDADÃOS EUROPEUS DIZEM PRESENTE NAS ELEIÇÕES PARA O PARLAMENTO EUROPEU.  

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20 maio 2019

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Tempos Vão, Tempos Vêm

20 maio 2019 0 Comentários
HÁ 459 ANOS PODE TER SIDO PUBLICADO O PRIMEIRO MAPA INTEGRAL COM TODO O TERRITÓRIO DE PORTUGAL CARTOGRAFADO.



E dele já constava Montalvaõ assim como de quase todos os que se lhe seguiram. A data de 20 de maio de 1560 é dúbia como revela este excelente texto acerca desse primeiro mapa de Portugal (clicar).

1662



Pedro Teixeira Albernaz (clicar) consegue já maior precisão na localização relativa ainda que a exatidão no século XXI não pode ser exigida ao século XVII.

1688



Mapa do cartógrafo Frederico de Witt publicado nos Países Baixos (clicar)

1798



Mapa das estradas e vias militares para uso do serviço postal indicando as léguas e as horas que gasta o correio a pé.

1830



No século XIX a cartografia continuava a progredir. Eis um mapa do Marquês de Fortia d' Urban (clicar)

1865



A cartografia rigorosa de Filipe Folque com nome em rua de Lisboa (Avenidas Novas) e merecidíssima (clicar).

1945



A folha de Castelo Branco (em 18) para o território de Portugal. Cartografia da Península Ibérica impressa em Espanha (Madrid) na escala 1/250 000. O território português foi cartografado tendo por base a «Carta Itineraria de Portugal»; Secção Cartográfica Militar/Madrid; 1/250 000 (Folhas 14 a 19); 1929 a 1937

Uma longa caminhada que permitiu progredir durante séculos. Uma constante. A presença de Montalvão

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26 abril 2019

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Sinos das Nossas Aldeias

26 abril 2019 0 Comentários
NÃO HÁ DOIS SINOS COM O MESMO SOM. BASTAM CINCO GRAMAS DE BRONZE A MAIS OU A MENOS. CINCO CENTÍMETROS ACIMA OU ABAIXO NA CAMPÂNULA. ESTA SER MAIS LARGA OU MAIS ESTREITA PARA SOAR UMA BADALADA DIFERENTE.








 
 



Poema (letra) de Fernando Pessoa 
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27 fevereiro 2019

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A Herdade da Açafa (1197 - 1199) Parte II

27 fevereiro 2019 0 Comentários
O TEXTO DA «DOAÇÃO DA HERDADE DA AÇAFA» É EXPLICITO.


Os cavaleiros da Ordem do Templo e o seu domínio na Açafa vão ser importantes para a consolidação de Portugal, pois enquanto afastavam os sarracenos, dos almorávidas aos almóadas, para Sul, estancaram o poder do Reino de Leão (depois anexado, em 1230, ao reino de Castela) em envolver Portugal tomando-lhe o Sul.




A «Doação da Açafa» ocorreu em 5 de julho de 1199. Um território vasto em espaço, limitado em povoamento e bem delimitado pelas linhas de águas ou talvegues (rios e ribeiras) e as linhas de festos ou altitudes (cabeços ou cimos), ou seja, fronteiras naturais. Como ainda na actualidade entre regiões e países.




EM nome de Deus. Como na verdade o costume tenha força de lei e por autoridade da lei conhecemos as acções dos Reis e Príncipes que se devem perpetuar as escrituras porque assim perpetuadas não se perdem da memória dos homens, e estejam presentes a todas as coisas que muitos anos antes passarão. Portanto, Eu D. Sancho pela graça de Deus, Rei de Portugal juntamente com meu Filho El-Rei D. Afonso, e com os outros meus Filhos, e Filhas, faço carta a vós D. Lopo Fernandes Mestre da Milícia do Templo em nosso Reino, e a vossos Freires assim presentes como futuros de Açafa, o qual lugar vos damos, e a todos vossos sucessores por direito hereditário para sempre; e isto faço por Deus, e pelo bom serviço, que temos recebido de vós, e de todos os Cavaleiros da Milícia do Templo, e cada dia recebemos; e pelas Igrejas do Mogadouro e Penas-Ruivas, as quais nos destes bem paramentadas de tudo quanto pertence ao culto Eclesiástico. Cujos termos da Açafa são estes. Parte com Belver como entra a água do rio Ocreza no rio Tejo, e como ou donde entra a água da ribeira de Pracana no rio Ocreza e dali como vai a água da ribeira de Pracana a caminho de Idanha no Cabeço de Seixo, e dali aonde entra a água da ribeira de Seixo na ribeira de Bostelim, daqui a fonte da ribeira de Carvalho, dali ao Recefe Mourisco como entra na corrente da ribeira de Isna, dali o cabeço que está entre da ribeira de Isna e a ribeira de Tamolha aos Pardineiros Velhos, dali pela grande serra que está entre a ribeira de Isna e a ribeira de Tamolha; dali desce à foz da ribeira de Oleiros e da foz ribeira de Oleiros à estrada de Covilhã à foz da ribeira de Cambas, dali ao cabeço de Moncaval; dali ao cabeço de Asina como vai para a ribeira de Alpreada que fica no termo de Idanha.  Parte também de Idanha ao rio Tejo até ao rio Ponsul; dali ao cabeço de Mercoles como vai ao cabeço da Cardosa. Parte também além do rio Tejo pela foz da ribeira de Figueiró como entra no rio Tejo dali defronte de Melriça (Cabeço de Vide) e corre a Mongaret (Serra de São Mamede), dali a Cimalha da água da ribeira de Avid, dali ao Castelo de Terron como caminho ao Mosteiro de Alpalandro, e dali ao Semedeiro de Benfaian, dali ao Porto de Mula do rio Salor como correm as águas para o rio Tejo.  Damos por isso a vós e à vossa Ordem o sobredito lugar por direito hereditário pelo amor de Deus, pelas sobreditas Igrejas que acima nomeamos, e a vós concedemos que povoeis o tal lugar do melhor modo que puderes; e termos por certo e valioso que se governem os moradores dele livremente pelo Foral, que por vós lhes for dado; e aqueles que herdares no tal lugar fiquem herdados. Vós porém sereis obrigados a receber-nos no tal lugar, e a todos os que de nossa geração nos sucederem como Reis, e Senhores vossos todas as vezes, que a eles quisermos ir. Portanto todo aquele, que esta nossa Carta vos guardar inteiramente, e a todos os vossos sucessores seja bendito do Senhor. Assim seja. E aquele que presumir, tentar quebrá-lo ou diminuí-lo seja maldito e tudo o que fizer seja errado e sem valor. Foi esta Carta feita em Covilhã, no quinto dia do mês de Julho da Era de mil duzentos trinta e sete. Nós os Reis que esta Carta mandamos fazer a certificamos em presença dos abaixo assinados nela, e fizemos estes sinais -----I-----I-----I----- Os que presentes se acharam &c. D. Gonsalo Mendo Mordomo da Curia. Conf. / D. Paio Monis Alfers Mor. Conf. / D. Raimundo Paio Governador de Covilham. Conf. / Martim Lopes Trancozo. Conf. / D. Lourenço Soares Lamego. Conf. / Egas Affonso Alafone. Conf. / D. João Fernandes Trinchante mor. Conf. / Martim Arcebispo de Braga. Conf. / Martins Bispo do Porto. Conf. / Pedro Bispo de Lamego. Conf. / Nicolau Bispo de Vizeu. Conf. / Pedro Bispo de Coimbra. Conf. / Soares Bispo de Lisboa. Conf. / Paio Bispo de Ebora. Conf. / D. Osorio.test./  Rodrigues Pedro. test. / Pedro Nunes. test. / Soeiro Soares. test. / Fernando Nunes. test.



Uma região inóspita, quente e seca, imprópria para fixar populações em número demográfico elevado por falta de condições agrícolas baseadas no Linho (tecidos e vestuário), Porco (enchidos/carne para todo o ano), Cabras (calçado e apetrechos, leite e queijos ou carne fresca), Caça, Asnos (transporte e trabalho), Oliveira (fruto, madeira e azeite), Sobreiro (lande/comida para porcos, madeira para queimar e cortiça), Vinha (uvas e vinho), Azinheira (bolota alimento humano e madeira para construção), Xaras (lenha) e o cereal possível.  Longos estios com escassez de água que mal conseguia matar a sede aos humanos durante quatro/cinco meses em doze. Uma região assolada por ser confluência de três fronteiras: portugueses, leoneses e povos islamizados. Objectivo: Os Templários cristianizarem, povoarem e conseguirem manter o Reino de Portugal com dimensão suficiente impedindo o Reino de Leão de o transformar numa bolsa condenada a perder a independência. Povoar, lutar contra o Islão e marcar presença junto dos leoneses empurrando-os para o centro da Ibéria onde estavam os castelhanos.

Próxima paragem em 1212: O contributo da Açafa para a decisiva batalha de "Navas de Tolosa"
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26 fevereiro 2019

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A Herdade da Açafa (1197 - 1199) Parte I

26 fevereiro 2019 0 Comentários
CONDICIONA A EXISTÊNCIA DE MONTALVÃO.




Em plena Reconquista Cristã para retirar território aos sarracenos (e fazer de um pequeno condado uma nação valente) os Reis de Portugal com o seu séquito conquistavam para Sul mas para o interior Leste as dificuldades eram maiores em tomar posse dos mesmos, ou seja, impor os valores do Cristianismo e o poder de Portugal. 

O litoral foi mais fácil de reconquistar aos mouros e povos islamizados pois contavam com a ajuda dos «Cruzados» do norte da Europa que ao rumar à Palestina passavam junto da costa ocidental da Europa.



A reconquista do interior apresentava problemas de resolução difícil. Terrenos pouco povoados, inóspitos, pobres, sem recursos alimentares onde se passava mas não se ficava. Além disso para Sul «caminhavam a pelejar para acrescentar território», pelo menos, três Reinos cristãos - Portugal, Leão e Castela - em busca de mais espaço para não só estabilizar (por pacificação) o que já estava conquistado a Norte, facilitando a fixação de população, mas para ir alargando território. O Reino de Portugal ainda se deparava com a sua idiossincrasia. Só podia pensar em conquistar para Sul e Leste pois a Oeste tinha o Mar. Para Sul mais facilidades que os dois outros Reinos cristãos na reconquista do território (devido ao litoral) mais dificuldade em chegar primeiro pelo interior, disputado "palmo-a-palmo" com o reino de Leão.   

Território vasto pouco povoado ainda com reminiscências romanas. Grandes propriedades dominadas por culturas de sequeiro aproveitando as poucas ribeiras de caudal ao ritmo das chuvadas para algum regadio. Vida difícil no solo esquelético, seco e quente, de pasto ralo, com sementeiras e colheitas suportadas por trabalhadores rurais a viver agrupados em "Montes" onde faziam as suas vidas e pouco mais conheciam que os limites dessas herdades vastas, dolorosas e inóspitas.


Com os conflitos entre os valores do Alcorão implantados nos gentios e a passagem de cavaleiros cristãos a tentar expulsar os povos islamizados gerou-se em territórios vastos e pouco povoados a necessidade de habitar locais altaneiros que permitissem observar a chegada e a partida desses cavaleiros que vinham para se impor. 




O Primeiro Soberano (D. Afonso Henriques que reinou até 6 de Dezembro de 1185) começou por doar à Ordem de Santiago, em 1172, um vasto território a Sul do castelo de Monsanto e a Leste do castelo de Abrantes sem fim, a não ser o que os cavaleiros às ordens do Conde de Sarriá, D. Rodrigo, conseguissem ocupar. Não parece que tenha havido sucesso territorial conquistado mas houve conhecimento adquirido pois D. Sancho I (que reinou entre 6 de Dezembro de 1185 e 26 de Março de 1211) pode ser mais preciso e conciso nas doações que fez para expulsar o poder islamizado, ocupar os territórios e alargar o Reino instaurado pelo seu pai. Em 1197, confirmou a doação à Ordem do Templo dos territórios da Idanha (a Sul do castelo de Monsanto) e no ano seguinte (1198 ou 1199) a vasta Herdade da Açafa (a Leste do castelo de Abrantes). E nesta havia já fronteiras bem definidas e lugares de referência para que o território a ocupar e defender fosse efectivo e delimitado.

O ano de 1199 é o que mais se adequa à doação, em 5 de julho de 1199,  visto ser Mestre da Ordem do Templo o cavaleiro português D. Lopo Fernandes (citado no documento de doação) que morreu em combate junto de D. Sancho I, em Agosto de 1199, na tentativa de conquista da praça de Cidade Rodrigo ao Reino de Leão. Uma guerra entre Portugal (D. Sancho I) e Leão (D. Afonso IX) com Castela (Afonso VIII) à espreita, para definir a vanguarda da luta contra o Islão. Com o Reino de Leão a envolver o Reino de Portugal a expansão a Leste ficava comprometida a Norte do rio Tejo com a consciência que o território não passaria de uma estreita faixa entre leoneses e o oceânico mar atlântico. Havia que garantir alargamento a Sul do Tejo onde quem mais sucesso tivesse frente aos sarracenos mais território conseguiria. Infelizmente o 7.º Mestre da Ordem do Templo, D. Lopo Fernandes teve mestrado breve (1195/1197) quando dele muito se esperava.   

  

Pouco tempo antes de morrer em Cidade Rodrigo, D. Lopo Fernandes, recebeu de D. Sancho I a responsabilidade de "cristianizar" (derrotar, pacificar e povoar) um território vasto bem definido nos limites e com os locais habitados discriminados e enumerados. Fica o texto da «Doação da Azafa/Açafa» para quem souber latim. Para amanhã (ou um dia destes) a apreciação aos topónimos que constam da doação. Este território contém o actual Montalvão que não sendo descrito, não passaria, em 1199, de um Monte Ermo.  




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22 fevereiro 2019

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Rifões Certeiros à Montalvão

22 fevereiro 2019 0 Comentários
TROVOADAS DE MARVÃO NUNCA FALTARAM EM MONTALVÃO!



São como as vacas do senõr Insébio a lavrar sem chocalho!

(Ir para uma festa ou cerimónia mal ataviado/vestido)

É uma jangada à Ti Meguens.

(Fazer algo mal feito que se desfaz com pouco)

Parecem as comédias do señor Costa!

(Fazer de algo sério uma fantochada)

É como a Chá Machada. Ela os põ, ela os tira!

(Quem dá de má vontade também pode tirar)

Boas como as cadeirinhas do Bento!

(Quem valorizava o que não prestava)

Olhem batatas da Marí Lambona!

(Andar com roupa esburacada ou grosseiramente remendada)

São como as vacas do senõr Jaquim!

(Pensar que está bem vestido e passar por desarranjado)

Hora-e-meia, Jã Fernandes!

(Medir mal o tempo)
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