HOUVE DEZENAS DE SACRISTÕES EM SETE SÉCULOS MONTALVANENSES.
No auge demográfico e social de Montalvão no século XX (Anos 40 e 50), houve o Senhor João Varão.
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| 25 janeiro 2021 | 0 Comentários | | 16:55 |
HOUVE DEZENAS DE SACRISTÕES EM SETE SÉCULOS MONTALVANENSES.
| 24 janeiro 2021 | 0 Comentários | | 20:34 |
EM 303 ELEITORES INSCRITOS.
Estão apurados no Ministério da Administração Interna os resultados eleitorais dos montalvanenses (clicar).
Eleições Presidenciais 2021 em Montalvão
Em 303 eleitores, votaram 138 montalvanenses e salavessenses (45,54 por cento). A abstenção foi de 54,46 por cento (165 pessoas). Os votos válidos foram 131 pois sete votos - 3 em branco e 4 nulos - não são contabilizados em Eleições Presidenciais.
Marcelo Rebelo de Sousa venceu com 71 votos correspondentes a 54.20 por cento. João Ferreira teve menos 52 votos, com 14.50 por cento (19 votos). André Ventura registou o terceiro lugar, com 15 votos (11.45 por cento). Menos 56 votos que Marcelo Rebelo da Silva e menos quatro votos que João Ferreira. Ana Gomes obteve o quarto lugar com 14 votos (10.69 por cento). Em quinto lugar, Tiago Mayan, com cinco votos (3,82 por cento). Vitorino Silva obteve quatro votos (3,05 por cento) e Marisa Matias teve três eleitores (2,29 por cento).
Comparativo 2021/2016
A desertificação na freguesia é avassaladora. Em cinco anos, os inscritos diminuíram 17 por cento, ou seja, menos 61 eleitores (de 364 para 303). Marcelo Rebelo de Sousa obteve mais 12 votos (de 59 para 71) com menos votantes. Mais 19,29 por cento, entre 2016 e 2021. Vitorino Silva obteve menos seis votos (de 10 para 4 votantes). Marisa Matias diminuiu dez votos (de 13 para 3 votos). João Ferreira obteve mais seis votos que Edgar Silva (de 13 para 19 votantes) numa menor afluência ao ato eleitoral. Foram os candidatos apoiados pelo PCP/PEV (Partido Comunista Português e Partido Ecologista "Os Verdes") respetivamente, em 2021 e 2016. Os restantes não permitem comparações.
| 20 janeiro 2021 | 0 Comentários | | 17:03 |
MONTALVÃO VOTOU EM RAMALHO EANES PARA SER REELEITO PRESIDENTE DA REPÚBLICA TAL COMO O RESTO DO PAÍS.
| 16 janeiro 2021 | 0 Comentários | | 17:55 |
NAS ÚNICAS ELEIÇÕES COM SEGUNDA VOLTA MONTALVÃO VOTOU MAIORITARIAMENTE EM SALGADO ZENHA E DEPOIS EM MÁRIO SOARES.
| 11 janeiro 2021 | 0 Comentários | | 00:00 |
MONTALVÃO VOTOU EM JORGE SAMPAIO PARA SER ELEITO PRESIDENTE DA REPÚBLICA TAL COMO O RESTO DO PAÍS.
Em 14 de janeiro de 1996, o candidato mais votado foi Jorge Sampaio, com 345 votos, correspondendo a 71,58 por cento dos 482 votos válidos em 494 votantes. Os votos nulos (9) e brancos (3), doze em 1996 - não são contabilizados nas percentagens totais nas eleições para a Presidência da República. Cavaco Silva com menos 208 votos (28,42 por cento) foi votado por 137 eleitores. Num ato eleitoral em que dos quatro concorrentes inscritos, Jorge Sampaio foi apoiado por dois que desistiram temendo dispersar votos que favoreceriam a eleição de Cavaco Silva. As Eleições Presidenciais em que nunca poderia haver segunda volta. Caso único na Democracia portuguesa.
Os dois candidatos tiveram origem partidária. Houve outros dois que desistiram a favor de Jorge Sampaio. Cavaco Silva foi apoiado pelo PPD/PSD (Partido Social Democrata) e pelo CDS-PP (Centro Democrático Social-Partido Popular). Jorge Sampaio foi apoiado pelo Partido Socialista (PS). Durante a campanha eleitoral dois candidatos desistiram a seu favor: Alberto Matos (apoiado pela União Democrática Popular/UDP) e Jerónimo de Sousa, candidato do PCP (Partido Comunista Português) e PEV (Partido Ecologista "Os Verdes").
O Presidente da República foi eleito com 53,91 por cento dos votos (3 035 056 votos). Cavaco Silva obteve menos 439 925 votos com 46,09 por cento, num total de 2 595 131 votantes.
| 07 janeiro 2021 | 0 Comentários | | 00:00 |
HÁ DOIS SÉCULOS MONTALVÃO FICOU "RETRATADO" A TINTA EM PAPEL PARA A POSTERIDADE.
Descrito com critério por quem não habitava em Montalvão. É pois um olhar "de fora para dentro" de alguém que era perito em interessar-se pelos pormenores que realmente deviam ser valorizados.
Em 1758, há uma excelente descrição do território feito por Vigário Frei António Nunes Pestana de Mendonça a pedido do futuro Marquês de Pombal que solicitou aos párocos de todo o País a descrição das suas paróquias. Comparando a descrição de Montalvão com as outras paróquias podemos estar grato ao nosso vigário que se esmerou. Colocado pela Diocese de Portalegre, em Montalvão, com conhecimento do local onde vivia pode fazer um trabalho de grande qualidade que permite conhecer (bem...) o território de Montalvão em meados do século XVIII.
Quase meio século depois, em 1803, há outra descrição, desta vez por um "estranho" que estudava as características da fronteira do Nordeste Alentejano. São 28 páginas manuscritas (mais 27 e um pouco da 28.ª!) essencialmente do ponto de vista militar mas que foram muito para além disso, ainda que seja esse o objetivo. Mas permitiu saber a geografia física e humana, bem como a arquitetura, demografia, rede viária interna e externa, vida dos montalvanenses e a sua capacidade de sobreviver, bem como o modo como o faziam. Aborda-se neste texto as descrições mais detalhadas acerca das pessoas, deixando-se para outros, o clima, a vegetação, a geologia, os cursos de água (dois rios e cinco ribeiras/ribeiros) e a descrição da vasta rede de caminhos - para veículos (carrilhos) e para pessoas (veredas e carreiros) - com as distâncias reais e tempo gasto, para chegar a localidades como Castelo de Vide, Marvão, Portalegre, Alpalhão, Nisa, Castelo Branco e Ferreira de Alcântara (Espanha). Além das localidades intermédias, como é evidente.
Foi o então Oficial do Real Corpo de Engenheiros, José Maria das Neves Costa, nascido em Carnide (atualmente pertencente a Lisboa) que fez um reconhecimento militar da fronteira do Nordeste Alentejano. Deixou um conjunto de memórias descritivas e uma carta topográfica pormenorizada que mesmo sendo trabalhos para o exército (Inspeção Geral das Fronteiras e Costas Marítimas do Reino) e interesse militar documentam com preciosidade e minucia o que eram e por onde se deslocavam os montalvanenses.
Não chegavam a 300 casas com cerca de 4 pessoas por edifício. Ruas revestidas com ponedros - não havia ruas de "terra batida" - com casas térreas (um piso) o que confere com aquilo que ouvia dizer aos mais velhos da povoação no início dos Anos 70. A Vila era constituída quase só por habitações de um piso mas depois as que se iam fazendo de novo já tinham dois e algumas das outras receberam mais um. Vendo as poucas fotografias de Montalvão com mais de um século percebe-se que tudo encaixa. A povoação com metade das casas que já tinha nos Anos 60 do século XX era o núcleo central, como é facilmente percetível (clicar). Se em finais do século XIX já havia rua do Ferro no início desse século a Vila a norte terminava na rua da Barca sendo esta a ligação à foz do rio Sever e à barca para atravessar o rio Tejo.
Continua um dia destes...
| 29 dezembro 2020 | 0 Comentários | | 00:00 |
MONTALVÃO VOTOU EM JORGE SAMPAIO PARA SER REELEITO PRESIDENTE DA REPÚBLICA TAL COMO O RESTO DO PAÍS.
Em 14 de janeiro de 2001, o candidato mais votado foi Jorge Sampaio, com 207 votos, correspondendo a 64,29 por cento dos 322 votos válidos em 329 votantes. Os votos nulos e brancos, sete em 2001 - não são contabilizados nas percentagens totais nas eleições para a Presidência da República. O segundo candidato mais votado, com 51 votos, foi Ferreira do Amaral com menos 156 votos (15,84 por cento). António Abreu teve 50 votos (15,53 por cento) com todos os cinco candidatos a serem votados.
Os cinco candidatos tiveram origem partidária. Garcia Pereira foi apoiado pelo Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP). Ferreira do Amaral apoiado pelo Partido Social Democrata (PSD), Partido do Centro Democrático Social - Partido Popular (CDS/PP). Fernando Rosas teve o apoio do Bloco de Esquerda (BE) de que foi um dos organizadores e fundadores. António Abreu foi apoiado pelo PCP - PEV: Partido Comunista Português e Partido Ecologista "Os Verdes". Jorge Sampaio foi apoiado pelo Partido Socialista (PS).
O Presidente da República foi eleito com 55,76 por cento dos votos (2 411 453 votos) com Ferreira do Amaral em segundo lugar, com menos 917 595 votos, correspondendo a 20,72 por cento da votação (1 493 858 votos). António Abreu teve a terceira maior votação: 221 971 (5,15 por cento) menos 2 189 482 de votos que Jorge Sampaio.
Próxima "paragem": Presidenciais 1996
| 26 dezembro 2020 | 0 Comentários | | 00:00 |
DURANTE SÉCULOS O CONCELHO DE MONTALVÃO ESTEVE DIVIDIDO EM QUATRO FOLHAS.
Talvez que desde a formação da localidade já com características de povoação para lá de um lugarejo, entre finais do século XIII e início do século XVI.
Aquando do inventário para avaliar os danos causados pelo terramoto de 1 de novembro de 1755, da Corte em Lisboa, foi enviado um inquérito aos párocos de todo o País, aproveitando para saber de cada paróquia - povoações e territórios - as características geográficas, demográficas, históricas, económicas, religiosas e administrativas. O aviso (perguntas) data de 18 de janeiro de 1758, assinado pelo Secretário de Estado dos Negócios Interiores do Reino (equivalente ao atual primeiro ministro), Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro «Marquês de Pombal» em 1769 depois de ser «Conde de Oeiras», em 1759. A resposta de Montalvão surge em 24 de abril de 1758, pelo Vigário Frei António Nunes Pestana de Mendonça.
A resposta (texto inicial):
5. Tem termo proprio dividido em quatro folhas - a saber Diagueiros, que tem huma legoa de comprimento para as partes de Castello de Vide = a folha de Magdalena, que tem outra legoa de comprimento para as partes de Nisa - A folha das Antas que hé a menor de todas terá três quartos de comprimento para as partes de Castella = finalmente a folha da Barreyra, que tem huma légoa para as partes da Beira, e finalisa no rio Tejo = ...... continua com a descrição e dimensão dos lugares
A curiosidade está na pedra tumular de D. Vasco Fernandes que esteve na origem de Montalvão e que estando, inicialmente sepultado junto ao altar-mor, como os montalvanenses mais idosos ainda se recordam, agora serve de tapete à entrada da Igreja Matriz (alguém se lembrou, em 1967/1969, que era "bonito" embelezar a entrada da Igreja e tem levado à destruição da pedra - felizmente a igreja está quase sempre fechada - e o desgaste é residual) pois no topo da pedra tumular a composição do quadrilátero é de um simbolismo exemplar, embora pareça dividir o território em três folhas, uma maior a Sul - confinando com "terra" (Castelo de Vide e Nisa) e duas menores a Norte com "água" representada por conchas - a Noroeste com o rio Tejo e a Beira e a Nordeste com o rio Sever e Castela/Espanha.
As conchas (vieiras) também fazem parte do brasão da família Fernandes.
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| Carta Corográfica de Portugal; Folha 28 (Nisa); Escala 1/100 000; Instituto e Geográfico e Cadastral; Edição de 1960; Lisboa |
| 21 dezembro 2020 | 0 Comentários | | 09:59 |
MONTALVÃO VOTOU EM ANÍBAL CAVACO SILVA PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA TAL COMO O RESTO DO PAÍS.
Em 22 de janeiro de 2006, o candidato mais votado foi Cavaco Silva, com 111 votos, correspondendo a 33,23 por cento dos 334 votos válidos em 341 votantes. Os votos nulos e brancos, sete em 2006 - não são contabilizados nas percentagens totais nas eleições para a Presidência da República. O segundo candidato mais votado foi Jerónimo de Sousa com menos 36 votos (22,46 por cento). Manuel Alegre teve 72 votos (21,56 por cento) com todos os seis candidatos a serem votados.
Os seis candidatos tiveram origem partidária.
Garcia Pereira foi apoiado pelo Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP). Cavaco Silva apoiado pelo Partido Social Democrata (PSD), Partido do Centro Democrático Social - Partido Popular (CDS/PP). Francisco Louçã teve o apoio do Bloco de Esquerda (BE) de que foi um dos organizadores e fundadores. Manuel Alegre concorreu sem apoio partidário mas é militante do Partido Socialista (PS). Jerónimo Sousa foi apoiado pelo PCP - PEV: Partido Comunista Português e Partido Ecologista "Os Verdes". Mário Soares foi apoiado pelo Partido Socialista (PS)
O Presidente da República foi eleito, logo à primeira volta por apenas mais 64 441 votos que os restantes cinco candidatos, com 50,59 por cento dos votos (2 746 689 votos) com Manuel Alegre em segundo lugar, com menos 1 621 612 votos, correspondendo a 20,72 por cento da votação (1 125 077 votos). Mário Soares teve a terceira maior votação: 778 781 (14,34 por cento) menos 1 967 908 de votos que Aníbal Cavaco Silva.
Próxima "paragem": Presidenciais 2001