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25 setembro 2020

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Salavessa (Embora Pouco Merecendo Mais)

25 setembro 2020 0 Comentários

 A TENTATIVA DE SABER A ORIGEM DOS NOMES DAS LOCALIDADES É SEMPRE INTERESSANTE.



Vão-se repetindo as sugestões de tentativa para tentativa. Eis a do Dicionário de Topónimos dos Lugares Alentejanos. Primeiro a Salavessa.


Agora Montalvão.





Será assim?



NOTA: Há sempre esta obra de referência que necessita de ser desenvolvida, mas para isso haverá tempo?





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Montalvão em Portalegre (Parte II)

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A REPRESENTAÇÃO DA CASA DO POVO DE MONTALVÃO EM DESTAQUE HÁ 76 ANOS.



Em Elvas, no dia 25 de setembro de 1944, há precisamente 76 anos, encerrou a «Exposição da Vida Corporativa do Distrito de Portalegre» que tivera a sessão inaugural, em 5 de junho de 1944, com evocação neste blogue (clicar).
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09 setembro 2020

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Lar dos Veteranos Montalvanenses 21

09 setembro 2020 0 Comentários
PASSARAM 21 ANOS DO INÍCIO DAS OBRAS PARA CONSTRUIR O LAR DOS MONTALVANENSES MAIS SABEDORES DAS TRADIÇÕES DA VILA.




Foi notícia no "Jornal de Nisa".



Se a notícia é de 15 de setembro de 1999 (quarta-feira) então "na passada quarta-feira" foi 8 de Setembro, «Dia da Senhora», em 1999. 

Em 19 de março de 2004, quase cinco anos depois, foram inauguradas as instalações atuais, deixando para a história o anexo à exígua sala do antigo hospital (Centro de Dia), anexo à «Igrôije da Meserecórda». Em 19 de março de 2029 (25 anos da sua existência) este blogue assinalará o "Como foi ser Velho em Montalvão", desde sempre (andar por casa dos filhos, genros e noras; até netos e netas). E quem ninguém tivesse, era andar de rua em rua, de casa em casa, a bater ao "bustigue» das portas. Quantos não se deitaram de barriga vazia a "dar horas".



Assim se foi fazendo (e faz...) Montalvão, desde o final do século XIII.
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05 setembro 2020

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Faria Artur: de Órfão Casapiano a Ilustre Português

05 setembro 2020 2 Comentários
O MONTALVANENSE QUE FINTOU O DESTINO.



Nasceu em 16 de março de 1881, numa casa da Praça (depois de 5 de outubro de 1910, da República), ficou órfão do pai em 22 de junho de 1883 (dois anos, três meses e seis dias) e de mãe aos dois anos, sete meses e 29 dias (15 de novembro de 1883). Valeu-lhe ser internado na Real Casa Pia de Lisboa, em 27 de abril de 1889, com oito anos, um mês e onze dias. Em 29 de setembro de 1900, aos 19 anos, seis meses e 13 dias deixou a nobre Instituição, uma data que será assinalada neste blogue, aquando da passagem dos 120 anos, em 29 deste mês. A sua intensa e longa carreira como professor na Casa Pia de Lisboa, bem como a prolifera atividade como pedagogo e autor permitem que figure entre os mais ilustres casapianos de Portugal.  


(clicar em cima desta e de quase todas as imagens permite melhor visualização das mesmas)


Autor e co-autor de inúmeros livros didáticos, também escreveu dois livros de ficção que merecem ser lidos:




Entre os inúmeros textos que escreveu e em co-autor há dois que parecem ter reminiscências do seu passado de criança em Montalvão.

No livro de leitura para a primeira classe do ensino primário



No livro de leitura para a segunda classe do ensino primário



No livro de leitura para a terceira classe do ensino primário



No livro de leitura para a quarta classe do ensino primário



Escreveu ainda livros com mais teor em Geografia.



E ainda uma grande maravilha chamada "pequeno". Publicado pela primeira vez em 1938, a 6.ª edição (1946) ainda foi o meu Dicionário na quarta classe, em 1970/71. E ainda o utilizo!



Um dos mais ilustres montalvanenses
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29 agosto 2020

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Os Latoeiros

29 agosto 2020 0 Comentários
HOUVE DEZENAS DE LATOEIROS EM SETE SÉCULOS MONTALVANENSES.




No auge demográfico e social de Montalvão no século XX (Anos 40 e 50), houve o Ti «Pessedóne» na rua do Outeiro que transmitiu o ofício aos seus dois filhos: Ti António na Praça da República e Ti Joaquim na rua da Costa.


O Ti Possidónio tinha uma loja com variedade de artigos mas também era latoeiro. E soube ser bom mestre dos seus dois filhos que souberam honrar o ofício que o pai lhes legou para a geração seguinte.



(clicar em cima desta e de quase todas as imagens permite melhor visualização das mesmas)



Os utensílios de lata, principalmente zinco, eram muito utilizados em Montalvão para tarefas diversificadas e rotineiras. O facto de serem muito utilizados e resistentes, por serem de metal, conferia-lhes um uso quotidiano sem igual.




Desde tarefas tão delicadas, como as almotolias (para azeite), candeias (de iluminar), funis para encher potes e outro vasilhame, muitas vezes de barro, regadores, púcaros, ferras (pás domésticas), baldes e os indispensáveis potes para conservar azeite durante um ano.



Havia potes de todo o tamanho embora o feitio variasse pouco. Muito passaram eles desde as mãos às angarelas de burros e muares.




Os três latoeiros não tinham mãos a medir tendo de ser perspicazes e minuciosos de modo a que tudo ficasse bem feito para evitar fugas de água ou azeite. Até da "vienda" do porco que ia em baldes de zinco a caminho das "furdas".



Os montalvanenses confiavam na sua habilidade, destreza e competência comprando novo ou mandando reparar. 



Os púcaros, as panelas, os tachos, os funis, as ferras eram obrigatórias em qualquer casa montalvanense. A louça de barro era mais fina complementando a latoaria mais duradoira e resistente.



Os latoeiros transformavam folha de lata, geralmente zinco, em utensílios úteis, tal como com pingos de solda bem urdidos acabavam com fugas ou imperfeições inoportunas.



Havia alguidares para lavar (roupa e loiça) tal como tabuleiros para tudo e mais alguma coisa.



Os banhos de pessoas eram em alguidares que faziam de banheiras.




Era nos potes com tampa de ajustar que se guardava um dos bens mais preciosos, o azeite.



Havia muitos outros potes para muita utilidades e bons usos.



Havia baldes de zinco para muitas serventias, mas a comida do porco era "sagrada". Para eles se migava o que os suínos haviam de comer diariamente para dar uma boa matança anual.



Também os pastores se serviam do vasilhame de lata (zinco), a «abexêra» para passarem, num funil de copo, do alguidar da ordena para o pote que seguiria para uma casa montalvanense e depois, para quem podia, para as outras casas. 



Havia «ferras» em todas as casas, por vezes mais do que uma. A da cozinha era sagrada, desde apanhar cinza que por vezes acabava como fertilizante nas hortas até aos restos de miolo de pão e comida que sempre iam tombando da mesa e acabavam no bucho doo porco, se o tivessem.



Mais os alcatruzes das noras...



Até «esquembres" (balanças de equilíbrio) os mais habilidosos latoeiros conseguiam montar.




Algumas peças de latoaria também eram compradas nas Feiras de Nisa ou algum vendedor ambulante fazia com que chegassem à «Vila».



E que dizer dos caldeiros, peças fundamentais na tarefa diária de conseguir água para pessoas e animais, em fontes e poços.



Próxima "paragem": Os Professores
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