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19 setembro 2019

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Postais Letrados II

19 setembro 2019 0 Comentários
SANTO ANDRÉ, SANTO ANDRÉ
QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ
SANTO ANDRÉ, SANTO ANDRÉ
DE LÁ SAIU UM HÓME QUE NÃO LÊ MAS VÊ



Não há registos, em 24 de abril de 1758, de existir o Monte do Santo André, havendo o do Pombo, do Pégo do Bispo, do Amaro Fernandes e o do Rollo, além dos montesinhos da Salavessa, ao contrário de 1940 em que o Santo André está preto no branco.
No Recenseamento de 1940 houve 62 habitantes que pela meia-noite de 12 de dezembro, não estavam na freguesia daí o registo de 2 610 presentes em 2 672 residentes; NOTAS: Fogos = edifícios para habitação; V - Varões/Homens; F - Fêmeas/Mulheres; VF - Totais

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Postais Letrados I

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DE MONTE ERMO A MONTE'ALVAM.


Primeiro "Numeramento Populacional", em 1527:
- 688 montalvanenses;

Inventário de bens, construções e hábitos, em 1758:
- 856 montalvanenses;

Primeiro "Recenseamento Demográfico", em 1864:
- 1 373 montalvanenses;

Sétimo "Recenseamento Demográfico", em 1940:
- 2 672 montalvanenses;

Último "Recenseamento Demográfico", em 2011:
- 442 montalvanenses;

Próximo "Recenseamento Demográfico", em 2021:
- ?? 328 montalvanenses (previsão) 
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18 setembro 2019

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Montalvão, Triste Velhinho

18 setembro 2019 0 Comentários
CHORA SEM CONSOLAÇÃO
AO LEMBRAR-SE, COITADINHO
DOS TEMPOS QUE JÁ LÁ VÃO.

Mote popular



Ó-Lá! Ó-Lé!



A sério que é sério!?
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17 setembro 2019

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Fundação de Montalvão: Pré-conceitos

17 setembro 2019 0 Comentários
A FUNDAÇÃO SUSTENTADA - EFETIVA, PERMANENTE E CONTÍNUA (ATÉ À ATUALIDADE) - DE UM MONTE ERMO DOMINANDO UM VASTO TERRITÓRIO NA PENEPLANÍCIE ALÉM TEJO.



TEM QUE SE TER EM CONSIDERAÇÃO QUATRO ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS QUE SE INTERLIGAM E CONVERGIRAM:


1. Doação da «Herdade da Açafa» por D. Sancho I (Rei de Portugal) a Dom Lopo Fernandes (Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros do Templo) em 5 de julho de 1199;


A vermelho os limites prováveis da «Herdade da Açafa», a sul do rio Tejo, doado por Dom Sancho I, em 5 de julho de 1199, à Ordem dos Cavaleiros Templários, para o pacificarem e povoarem. A ação dos Templários foi notável contribuindo para a expansão do Reino de Portugal, cristianização da população que era muito escassa devido a ser uma área inóspita e de conflito. Mas também serviu para controlar a expansão para sul do Reino de Leão sempre uma ameaça para os portugueses. Neste território seria fundada a Vila de Montalvão ainda em território templário mas sem Açafa que passou à história depois do sucesso cristão na Batalha de Navas de Tolosa (16 de julho de 1212) 

2. Estabelecimento do «Tratado de Alcanices» entre D. Dinis (de Portugal) e D. Fernando IV (de Castela), em 12 de setembro de 1272;


A azul a delimitação da fronteira onde se fazia sentir a influência de Portugal, pois era o território oriental da «Herdade da Açafa». Fronteira Leste no rio Salor, depois a montante deste rio pelo afluente ribeira Mula do Salor, seguindo-se uma cumeada - nascente do rio Alburrel, afluente do rio Sever - até ao norte de San Vicente de Alcântara que ficava na "fronteira" entre Portugal e Leão (depois Castela) passando a coincidir com a ribeira de Avid, sub-afluente do rio Sever (e afluente do rio Alburrel) depois de passar por Valença (atual Valência de Alcântara). A influência da língua portuguesa fez-se sentir, devido ao isolamento dessa região em Espanha, até aos anos 80 do século XX, pois quer em Valença (Valência), Ferreira (Herrera) ou Esparregal (Santiago) as populações falavam um misto de português e castelhano. Considerando que a «Herdade da Açafa» foi cedida, em 5 de julho de 1199, à Ordem dos Cavaleiros do Templo com o território a pertencer a Portugal até 12 de setembro de 1257, foi mais de meio século. E continuou até se perceber efetivamente a que país pertenciam (1383/85) e marcarem a fronteira e centralizar o Poder em Lisboa e Madrid. A tomada de consciência da nacionalidade nesses territórios foi tardia devido ao isolamento. Com a decisão em Alcanices de trocar as terras entre o Sever e o Salor pelas terras de Ribacoa, o sítio onde cresceria Montalvão passou de mais uma povoação ao povoado da raia, o primeiro no Alentejo de quem chegava de Norte a caminho do Sul, o último para quem seguia de Sul para Norte 

3. Interesse do último Grão-Mestre da «Ordem dos Cavaleiros do Templo» (antes de o ser...) por um território isolado, praticamente despovoado, desarticulado sem estrutura viária e conexão como agregado populacional nos confins do território templário, a partir de 1278;

4. Acordo de cedência dos direitos episcopais de Montalvão da jurisdição da Ordem do Templo a favor do Bispado da Guarda em, 16 de abril de 1287.

Dos pilares 1. (Açafa) e 2. (Alcanices) já se escreveram alguns pequenos textos neste blogue - havendo ainda muito para dizer - dos pontos 3. (Dom Vasco Fernandes) e 4. (Excomunhão e cedência) tudo ainda está por escrever neste blogue. Resta o Futuro próximo.


Nesta igreja, desde tempos ancestrais, os pais casaram
Neste templo, ainda nem a gatinhar, nos baptizámos 
Nesta catedral, esperançados na vida terrestre, nos casaram 
Neste Palácio dos Céus, ao morrermos, esta terra abandonámos


Dom Dinis nasceu na capital - Lisboa - em 9 de outubro de 1261, foi coroado e aclamado Rei de Portugal, aos 17 anos, em 16 de fevereiro de 1279 e faleceu em Santarém, após um reinado com 45 anos, em 7 de janeiro de 1325 (aos 63 anos). Paz à sua alma.

Assim se criaram condições e vontades para fundar Montalvão
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12 setembro 2019

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Alcanizes 722

12 setembro 2019 0 Comentários
O TRATADO QUE COLOCOU DEFINITIVAMENTE MONTALVÃO NA FRONTEIRA (QUANDO ESTAVA BEM LONGE DELA) FOI ASSINADO HÁ PRECISAMENTE 722 ANOS, EM 12 DE SETEMBRO DE 1297.



O documento original (três folhas) disponibilizado pela Torre do Tombo (clicar)

A tradução possível do documento (clicar)

A RTP também já emitiu o seu juízo (clicar)


Quando Montalvão foi "fundado" estava a 36 quilómetros lineares da fronteira com Castela (uns 50 por caminhos entre barreiras de rios e atravessamento destes). Ficou a... 2 mil metros a caminhar, mil metros em linha reta.



Extrato de um texto de excelência que mostra a complexidade de definição de fronteiras num tempo em que nem cartografia havia dos territórios quanto mais saber ao pormenor quem ficava com quê. Era tudo, nestas questões, muito difuso. (clicar)


O Tratado de Alcanices (localidade leonesa/castelhana fronteiriça junto a Vimioso, em Trás-os-Montes) envolveu trocas - até se pode considerar com mais rigor que eram territórios reivindicados, em simultâneo, pelos dois Reinos, o de Portugal e Castela -  entre três regiões (1. Ribacôa; 2. Leste da Açafa/Ouguela; e 3. Olivença) e depois resoluções pontuais em mais duas (4. Aroche/Aracena e 5. Ayamonte)

O tratado foi celebrado em 12 de setembro de 1257 - os dois Reinos souberam, oficialmente, onde passaram a ficar as fronteiras - mas demorou dezenas de anos a ser assimilado pelas populações. Praticamente só depois do conflito "final" entre Portugal e Castela que culminou na Batalha de Aljubarrota, em 14 de agosto de 1385 é que se passou a delimitar com precisão a fronteira. E só no século XIX se colocaram marcos criteriosamente delineados indicativos da linha fronteiriça entre Portugal e Espanha quando não eram rios e ribeiras a delimitá-la.


A «Herdade da Açafa» que já pouco significado tinha em 1257 devido a que os pressupostos que estiveram na origem da sua entrega à Ordem dos Cavaleiros Templários estavam conseguidos - defesa, pacificação e povoamento - foi com este tratado amputada do seu território este a sul do rio Tejo. A fronteira Leste que era no rio Salor passou para o rio Sever. 

A azul: território cedido, definitivamente, por Portugal a Castela;
A vermelho: território cedido, definitivamente, por Castela a Portugal

Qualquer estudo acerca da posição relativa de Montalvão entre Portugal e Leão/Castela/Espanha tem de ter em conta que antes de 12 de setembro de 1257 a povoação não era fronteiriça e mesmo depois disso sabia-se em Lisboa o que não era do conhecimento em Montalvão. Pelo menos não estava assimilado pelo comum dos montalvanenses. Atravessar o rio Sever era depois de 12 de setembro de 1257 o mesmo que antes desta data. A informação demorava anos a chegar e décadas/séculos a ser assimilada.



A azul a delimitação da fronteira onde se fazia sentir a influência de Portugal, pois era o território oriental da «Herdade da Açafa». Fronteira Leste no rio Salor, depois a montante deste rio pelo afluente ribeira Mula do Salor, seguindo-se uma cumeada até ao norte de San Vicente de Alcântara que ficava na "fronteira" entre Portugal e Leão (depois Castela) passando a coincidir com a ribeira de Avid, sub-afluente do rio Sever depois de passar por Valença (atual Valência de Alcântara). A influência da língua portuguesa fez-se sentir, devido ao isolamento dessa região em Espanha, até aos anos 80 do século XX, pois quer em Valência, Ferreira (Herrera) ou Esparregal (Santiago) as populações falavam um misto de português e castelhano. Considerando que a «Herdade da Açafa» foi cedida, em 5 de julho de 1199, à Ordem dos Cavaleiros do Templo com o território a pertencer a Portugal até 12 de setembro de 1257, foi mais de meio século. E continuou até se perceber efetivamente a que país pertenciam (1383/85) e marcarem a fronteira e centralizar o Poder em Lisboa e Madrid. A tomada de consciência da nacionalidade nesses territórios foi tardia devido ao isolamento

NOTAS: São Félix dos Galegos nunca fez parte de Portugal a não ser no "papel" (Tratado de Alcanices); Olivença fez parte de Portugal até 1801, depois conquistada por Espanha/França mas Espanha reconheceu a soberania de Portugal, em 1817, por imposição do Congresso de Viena (1815) que fez "regressar" as fronteiras entre países à delimitação existente antes das Invasões de Napoleão Bonaparte. Tal nunca sucedeu verdadeiramente, também porque Portugal foi desleixado e... poupado. Agora é tarde (mas isso é assunto que não é para aqui chamado) 


Os montalvanenses são um povo raiano devido ao Tratado de Alcanizes. Se este não existisse Montalvão ficaria a muitas dezenas de quilómetros da fronteira com Espanha! 

Há precisamente 722 anos tudo mudou! Montalvão passou a fazer fronteira.
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06 setembro 2019

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Figueira-da-Índia

06 setembro 2019 1 Comentários
A FIGUEIRA-DA-ÍNDIA É O ARBUSTO-PETISCO DOS MONTALVANENSES.



Planta arbustiva da família dos cactáceas chegou à Europa depois da descoberta da América e da exploração do México pelos espanhóis. 


É um arbusto que está representado no escudo do México.



A disseminação por toda a bacia de mediterrâneo foi rápida e eficaz com destaque para a Europa e todo o norte de África (não assinalado no mapa).


Desenvolveu-se muito bem nos solos esqueléticos e na aridez climática de Montalvão.



É uma planta composta por um caule formado por uma sequência de "ramos" (cladódios) em forma de "raqueta" com folhas transformadas num conjunto de cerdas em forma de arpão (gloquídios) e espinhos. 



É dos cladódios que nascem as flores que se transformam em frutos em desenvolvimento na base das flores.



Os caules também são comestíveis embora não seja muito frequente fazê-lo em Montalvão.



No Inverno é colocar um ramo no terreno que ele criará raízes e esse ramo envelhecendo passará a caule lenhoso dele nascendo ramos. Um arbusto prático, este da Figueira-da-Índia.




Na Primavera desenvolvem-se vistosas flores que são o "apetite" dos insectos e muitos invertebrados.



Depois no Verão aí estão os apetitosos "figos-chumbus".



Depois de se retirarem os frutos dos caules evitando as folhas num conjunto de cerdas que se desenvolvem por todos os "ramos" (cladódios) e os espinhos e gloquídios que protegem os frutos. 


Se um cladódio tiver 50 meristemas (folhas, espinhos e aréolas) e em média florirem e frutificarem sete por ano, esse cladódio pode ter figos-chumbus durante sete anos 

Espinhos terríveis que sendo minúsculos libertam-se e "voam" em direção ao corpo e à roupa. Durante centenas de anos eram retirados com uma "tenaz" geralmente usada para condicionar as "brasas" nas lareiras («lume» em montalvanês).




Depois devem ser colocados dentro de água o tempo suficiente para libertarem os "picos" que são «voadores com sentido» em direcção ao incómodo!



Depois é comer e esperar por mais.



Depois do tempo suficiente, em água e limpar o que resta com papel (antes rolavam-se em palha) para remover os "picos" é fácil cortar a "pele" de modo a libertar a polpa sem contaminar com "picos".



Generosa uma «Figueira-da-Índia» com vinte anos pode dar mais de duzentos «figos-chumbus», com cerca de oito por ramo. 



Do México para o Mundo. Da América para Montalvão.



Próxima paragem, num dia destes, no Futuro próximo. A Parreira: o arbusto-preferido.  

NOTA: Para quem quiser mais informação (clicar)
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04 setembro 2019

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Açafa Povoada (1232)

04 setembro 2019 0 Comentários
ENTRE 1229 E 1232 SURGE NISA COMO AGLOMERADO POPULACIONAL DEVIDAMENTE ORGANIZADO.





Uma estrutura urbana delineada com funções determinadas num espaço plano sem grandes preocupações defensivas, a não ser edificar um castelo como segurança em caso de alguma investida que não sendo previsível podia ser possível. Espaço para garantir eventual segurança a pessoas e bens pois conhecendo-se um presente livre de conflitos entre Templários e Almóadas o futuro seria sempre incerto.

Nisa surge entre dois grão-mestres: Martins Sanches e Estêvão de Belmonte 
Apesar de tudo, o Grão-Mestre que decidiu a necessidade de uma localidade organizada em núcleo urbano e território em seu torno para lhe dar sustentabilidade foi Dom frei Martins Sanches. Este Grão-Mestre tem a particularidade de não ter cessado o seu mestrado por morte (só em 14 de maio de 1234) mas por renúncia o que torna as datas pouco precisas. Deve ter renunciado por se sentir incapaz, por motivos de saúde, físicos, religiosos ou de estratégia e capacidade política, de suportar  "o peso de cargo tão grande" no primeiro semestre de 1129 pois em junho de 1229 assina uma escritura como simples monge-guerreiro.
Dom frei Estêvão de Belmonte vai ter um mestrado de nove anos até ao seu falecimento em dezembro de 1137. Foi com ele que Nisa nasceu, cresceu e se organizou recebendo "Foral".
Um "Foral" é em sentido prático um documento com direitos e deveres dos habitantes de uma região delimitada que legalizam, protegem e permitem desenvolver um núcleo populacional e o espaço envolvente (termo).
Durante o mestrado de D. f. Estevão de Belmonte há um acontecimento que sendo de âmbito nacional teve efeitos colaterais nas terras da raia, entre o Reino de Portugal e o de Leão. O território da Açafa beneficiou - ou nele teve repercussões - o acordo, em 2 de abril de 1131, na vila de Sabugal (Castelo Templário, tendo certamente como anfitrião o seu Grão-Mestre), entre D. Sancho II (de Portugal) e D. Fernando III (de Castela e Leão) onde se define que o objetivo era tomar território aos muçulmanos, de Norte para Sul, e não provocar conflitos entre reinos cristãos contíguos. Ou seja, um acordo de fronteiras e amizade que permite ainda dar mais estabilidade ao território da Açafa que vai deixando de o ser com a fundação de povoados. Depois de se ver livre de conflitos entre Templários e Almóadas surge um acordo que liberta o território de conflitos entre Portugal e Castela/Leão. É que D. Fernando III de Castela junta a este Reino, o Reino de Leão depois da «Concórdia de Benavente, próximo de Zamora» (11 de dezembro de 1130) em que as duas infantas - Sancha e Dulce - renunciam ao trono do Reino de Leão em troca de dinheiro. Em menos de quatro meses resolve-se o conflito, sempre latente na fronteira, desde que D. Afonso Henriques decidiu tornar-se Rei, ou seja, deixar de prestar vassalagem ao Reino de Leão.   


  
«Nisa velha» e «Nisa nova» 
Não há relação, nem continuidade entre as duas supostas localidades. Não parece ter existido qualquer povoado na elevação onde se localiza a Ermida de Nossa Senhora da Graça. Pode ter havido alguma ocupação humana, mais ou menos prolongada no tempo, mas sempre episódica e interrompida, reduzida a uma família ou várias com grau de parentesco próximo num espaço tempo de milhares de anos - muito mais os sem ocupação, que o  tempo ocupado devido ao isolamento e conflitos bélicos - mas isso existiu em muitos outros lugares do território da Açafa. Nisa foi um local previamente escolhido pela Ordem dos Cavaleiros do Templo por ser num local plano bem situado em termos de facilitar a deslocações para qualquer outro lugar, ou seja, foi escolhido pela sua boa posição geoestratégica e não para dar continuidade à denominada «Nisa velha» ou para "deslocalizar" esta. A chamada «Nisa velha» não tem qualquer vestígio de ruínas pré-cristãs ou no primeiro milénio depois de Cristo e se tivesse alguma importância demográfica (30/40 habitantes) teria deixado vestígios pois estes - sendo construção alicerçada em pedra - não desaparecem nem volatilizam. Foi ocupada posteriormente para se construir uma ermida afastada da vila de Nisa  - num local com algum significado para o tempo - como é vulgar em todas as localidades da Açafa. 

A vermelho os limites prováveis da «Herdade da Açafa», a sul do rio Tejo, doado por Dom Sancho I, em 5 de julho de 1199, à Ordem dos Cavaleiros Templários. para o pacificarem e povoarem. Coube a Valença (atual Valência de Alcântara) a primazia por ter já infraestruturas antiquíssimas - estrada romana e povoado sujeito a debandada por instabilidade política - que foram devidamente utilizadas com facilidade e permanência depois da Batalha nas Navas de Tolosa (17 de julho de 1212). Depois seguiu-se Nisa 

As localidades na «Herdade da Açafa» povoaram-se tão lentamente como diminuto foi o seu crescimento demográfico, como indica o «Numeramento de D. João III» (1527), ou seja, três séculos passados:
Nisa - 349 moradores/casas - cerca de 1 570 habitantes - em todo o termo (concelho);
Montalvão - 181 moradores/casas - cerca de 814 habitantes - em todo o termo (concelho), mas 153 - cerca de 688 habitantes - na povoação (28 moradores/126 habitantes, fora da vila);
Alpalhão - 115 moradores/casas - cerca de 517 habitantes - em todo o termo (concelho);
Arez44 moradores/casas - cerca de 198 habitantes - em todo o termo (concelho).

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02 setembro 2019

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Touradas: de Praça a Praça

02 setembro 2019 0 Comentários
MAIS QUE UMA PRAÇA DE TOUROS O RECINTO DAS TOURADAS É UM SÍMBOLO DO MONTALVANISMO.


É um equipamento coletivo que simboliza uma epopeia. Um desígnio no início dos Anos 30 em que ninguém quis ficar para trás. A «Epopeia Montalvanense» de conseguir construir uma Praça de Touros para mais de um milhar de pessoas numa aldeia que tinha no Recenseamento Geral da População de 1930, menos de 2 305 pessoas (682 famílias) pois este era o total de habitantes em toda a freguesia. Entre Montalvão e o Santo André cerca de 1 800 pessoas, para mais ou para menos uns quantos... visto serem 1 937 dez anos depois, em 1940.



Dez anos depois o Recenseamento de 1940 permitiu saber o número de habitantes por localidade da freguesia, com 1 937 (1 697 + 240 no Santo André) em 542 casas: 477 + 65 (Santo André) edifícios/fogos.
No Recenseamento de 1940 houve 62 habitantes que pela meia-noite de 12 de dezembro não estavam na freguesia daí o registo de 2 610 presentes em 2 672 residentes; NOTAS: Fogos = edifícios para habitação; V - Varões/Homens; F - Fêmeas/Mulheres; VF - Totais



A tradição taurina em Montalvão remonta a tempos imemoriais. As touradas com gado dos Lavradores («ricos» em montalvanês) realizavam-se na Praça central da aldeia, fechando-se os quatro acessos com carretas, carros e carroças que também serviam de bancadas para assistir. Aliás nesses dias praticamente todos os veículos de tração animal concentravam-se na lateral dessa praça para permitir assistir estando no local seguro. A "arena" era para o mais afoito. E houve algumas mortes e muitas cicatrizes para toda uma vida.



A Praça mudou, hoje tem muros de suporte do declive da rua do Outeiro mas se algumas das paredes contassem o que ouviram durante dezenas de anos!





E daqui se passou para a «Praça Nova» inaugurada em 7 de setembro de 1933. Semi-inaugurada. Apesar da Epopeia com novos e velhos, homens e mulheres, ricos e pobres, montalvanenses por nascimento e por empatia numa mobilização, mais ou menos aficionados, sem antecedentes e procedentes que se conheça, ainda foi necessário construí-la em duas fases, a primeira com o contributo de três touradas em 1933 e a segunda fase com mais quatro "corridas" em 1934. Com condições essencialmente para melhorar a segurança, socorro a vítimas e embolamento do gado.



Mas isso é outra história que fica para assinalar o 86.º aniversário da primeira tourada, em 7 de setembro.
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