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31 março 2021

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Semana Santa II

31 março 2021 + 0 Comentários
QUARTA-FEIRA DE TREVAS.


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28 março 2021

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Semana Santa I

28 março 2021 + 0 Comentários
DOMINGO DE RAMOS.


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25 março 2021

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Dia da Anunciação

25 março 2021 + 0 Comentários
FALTAM PRECISAMENTE NOVE MESES PARA O NATAL.


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20 março 2021

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Os Ofícios (Resumo)

20 março 2021 + 0 Comentários

MONTALVÃO TINHA DIMENSÃO SUFICIENTE PARA ALBERGAR VÁRIOS OFÍCIOS.


Dimensão e necessidade pois a freguesia esteve com cerca de três mil habitantes em meados dos Anos 40 quando atingiu a sua maior  capacidade demográfica.

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19 março 2021

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Festa dos Passos

19 março 2021 + 0 Comentários
DIA DE SÃO JOSÉ. A MAIOR PROCISSÃO ANUAL DENTRO DE MONTALVÃO. ENTÃO QUANDO COINCIDIA COM UM DOMINGO ERA ESPLENDOROSA.


 
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13 março 2021

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Os Almocreves

13 março 2021 + 2 Comentários

UMA ATIVIDADE IMPORTANTE DURANTE SÉCULOS QUE TERMINOU NO INÍCIO DO SÉCULO XX.



Terminou, ou foi acabando, com a construção das estradas, em macadame - depois alcatrão - entre Nisa e Montalvão e entre Castelo de Vide e Montalvão, por Póvoa e Meadas.

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08 março 2021

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Os Pedreiros

08 março 2021 + 4 Comentários
HOUVE CENTENAS DE PEDREIROS EM SETE SÉCULOS MONTALVANENSES.



No auge demográfico e social de Montalvão no século XX (Anos 40 e 50), houve o Ti António Vivo e os filhos. 

Os Pedreiros sempre foram um ofício indispensável na sociedade humana pois depende deles o maior bem. O alojamento para se viver. Isto não considerando a alimentação pois esta implica sobrevivência. Uma casa, quanto melhor, mais bem-estar consegue dotar a vida de cada um e de toda a comunidade, considerando o conjunto das habitações.

(clicar em cima desta e de quase todas as imagens permite melhor visualização das mesmas)



O Ti António Vivo era pedreiro habilidoso e de confiança passando o ofício aos seus três filhos, embora o mais novo (Ti Xequim/Jaquim da Tróia) não tenha exercido pois foi lojista sucedendo ao Senhor Augusto com a sua loja na rua do Outeiro (oficialmente rua Miguel Bombarda). O filho "do meio" (Teófilo) era o esposo da Dona Amálha (Amália) dos «Corrêos» vivendo no piso superior à Estação dos Correios. A Dona Amálha era sobrinha do Senhor Silvestre - filha de uma irmã deste - casado com a Dona Móneca (Mónica) a "principal" professora das «catchópas» na Escola (1.ª e 3.ª classes e depois, 2.ª e 4.ª classes, acompanhando as alunas nos quatro anos). Em Montalvão anda tudo ligado...

A rua do Arneiro (oficialmente rua 5 de outubro) vista de Oeste para Leste ainda calçada a ponedros

Os edifícios em Montalvão têm uma particularidade que não sendo exclusivo da povoação têm uma marca. Estão na transição entre a construção a Sul, em taipa e adobe, e o Norte, em pedra. Entre habitações mediterrânicas e edifícios atlânticos. Por isso a construção em Montalvão é em pedra mas o aspeto é das casas do Sul, devido ao reboco (argamassa ou mistura de cal e areia) e à cal (caiar) para revestir o reboco. 

Uma azinhaga na Salavessa muito semelhante ao que era a azinhaga da «Fonte Cerêja», sempre mais reta que esta da imagem, depois da rua do Ferro. Antes de ser alargada para o "dobro" quando foi instalada a estrada para serventia à Praça de Touros e Salavessa


Fazer parecer plana uma parede e empenas feitas em lajes de xisto sobrepostas é obra de Pedreiros com grande qualidade, muita técnica e capacidade em utilizar utensílios simples, o martelo de pedreiro e o escopro, entre outros. Depois de aprumadas as paredes, para fazer o reboco a areia era do Rio (Sever) e a cal chegava de Marvão. E depois também utilizada para caiar bem como, com pigmentos ocre ou azul, fazer as barras, nos rodapés, beirais e à volta das portas e janelas. 



Em final do século XX dominavam os edifícios de dois pisos mas durante centenas de anos a povoação era praticamente constituída por edifícios térreos (um piso).

A descrição do casario e arruamentos de Montalvão, em 1803, pelo oficial português, José Maria das Neves Costa

As ruas principais, no caminho entre Castelo de Vide e Castelo Branco (e em sentido contrário) tinham as poucas casas de dois pisos: Arrabalde e rua da Barca. Ainda o lado sul da rua do Arneiro e no começo da atual rua de São Pedro. Isto até ao início do século XIX. Muitas delas não eram rebocadas, muito menos caiadas. 

A rua do Arnêre (oficialmente 5 de outubro) vista de Leste para Oeste

Foram também peritos em calcetar os arruamentos com ponedros que depois foram cedendo lugar aos paralelepípedos de granito (para facilitar a circulação, principalmente em ruas inclinadas) e às passadeiras polidas «à grave» que acabaram com o que restava de algo único no mundo: uma povoação grande e compacta completamente "calçada" a ponedros, exceto a rua das traseiras, em «saibro», terra batida. Cerca de 700 metros, no total, de arruamentos em ponedros!

O calcetamento, ainda, totalmente em ponedros nas "Portas de Cima"


Hoje seria deslumbrante toda a localidade calcetada a ponedros amarelo-acastanhado e certamente, a povoação de Montalvão, considerada Património Mundial. 

O Arrabalde de sul para norte no sentido de subir o monte onde está Montalvão



Os Pedreiros eram uns mestres em trabalhar a pedra, tirando-lhes as arestas, encaixando-as, conseguindo com a sua perícia - utilizando instrumentos artesanais - fazer uma superfície alisada, que com pouco reboco, estava apta a ser caiada. Há cem anos pareciam já dominar a pedra como fazem hoje máquinas poderosas. Eles não as possuíam - nem inventadas estavam - mas deixavam as paredes alinhadas a fio de prumo e as lajes encaixadas num mosaico perfeito. 





As casas têm uma estrutura simples mas só possível pela mestria dos Pedreiros que sabiam reforçar paredes onde era necessário assentar mais peso e aligeirá-las onde podiam libertar espaço. O chão, no piso térreo, era coberto por grandes lajes de xisto, algumas com mais de metro de comprimento por meio metro de largura.


Foi a mestria dos pedreiros montalvanenses que permitiu que casas cujas paredes eram feitas de pedra (lajes de xisto sobrepostas e devidamente justapostas) depois de rebocadas parecessem casas tipicamente alentejanas, podendo receber cal como as feitas em taipa e adobe. E ainda hoje, só se percebe do que são feitas, quando o abandono aliado às intempéries, colocam a descoberto a pedra de que são (bem) construídas. Honra aos grandes Pedreiros que em mais de meio milénio souberam dar abrigo a tantas gerações montalvanenses. 


Durante o século XX montalvanense não houve só um aumento generalizado de pisos, com muitas casas apenas com piso térreo a passaram a dois pisos. Na segunda metade desse século, com a diminuição da população houve, também, aglutinação e separação de edifícios, respetivamente, dois prédios contíguos que se juntaram para serem habitados por uma família ou um prédio que se dividiu em dois para serem habitados por duas famílias a viver separadas fisicamente.

A rua do Outêre, entre a Praça (da República) e a Igreja Matriz, hoje Largo, outrora Rua, devido ao enorme lajeado que tinha à entrada


Escrever acerca da fisionomia (arquitetura) das habitações montalvanenses também é fascinante. Os edifícios eram, essencialmente de dois tipos: os que tinham um pequeno quintal para servir de palheiro ou curral a "animais de tiro e tração" (asininos e muares) nas traseiras, geralmente as casas da rua do topo - Outeiro, Direita e do Cabo (com pequenos quintais para as traseiras (lado sul) e rua de São Pedro (lado norte) e as restantes (sem quintal). Depois o que variava era o tamanho. As "casas dos riques" não diferiam muito das habitações dos mais pobres! Eram é casarões ocupando uma superfície dez, vinte, trinta vezes maior contabilizando os vários pisos. Diferente de todas havia uma, a "Casa do Senhor Zé Godinho» ao fundo da Corredoura. Em Montalvão, os «riques» nunca tiveram muita imaginação e bom gosto! Mas isso ficará para outro texto!


Próxima "paragem": Os Cafés






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07 março 2021

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Feira dos Passos

07 março 2021 + 0 Comentários

 A FEIRA DE PRIMAVERA NO TERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA.



Uma "Feira Anual" que pode realizar-se entre 22 de fevereiro (se a Páscoa for a 22 de março e o Entrudo a 3 de fevereiro, o que é raríssimo) até 28 de março (se a Páscoa for a 25 de abril e o Entrudo a 9 de março).

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