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30 junho 2020

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Moda Montalvanense

30 junho 2020 1 Comentários
O TRAJE DE MONTALVÃO NÃO DIFERIA MUITO DO TRAJE QUE ERA UTILIZADO NO CONCELHO DE NISA E OUTROS MUNICÍPIOS LIMÍTROFES. MAS HÁ EXCEPÇÕES.






Talvez a mais significativa seja a sobrevivência dos xailes em pelo de cabra. Muito antigos (a fiação em pelo de animais é a mais antiga do Planeta) sobreviveu devido ao isolamento da povoação.



Em todo o mundo, antes do linho e do algodão (vegetais) e da lã (animal) era juntar o pelo um-a-um fazendo novelos de fio que permitia ter matéria-prima para fazer tecidos. No Oriente, a criação do bicho-da-seda, em Amoreiras, permitiu outro tipo de tecidos, muito valiosos. 



Na Europa, Próximo e Médio Oriente, até mesmo junto dos Himalaias as cabras de pelo comprido permitiram tecer obras com grande originalidade. Nos Andes, foi com o pelo dos Lamas que se fizeram e fazem tecidos. Na Europa pouco resta. Montalvão resiste com os xailes pelo de cabra.



A roupa dia dia-a-dia
Simples e adaptada ao calor e secura de Verões prolongados, com Invernos curtos e friorentos.




As mulheres a partir da meia-idade, com o falecimento dos pais e familiares começavam a carregar no luto acabando a vida vestidas de preto, da cabeça (lenço) aos pés (sapatos).



A roupa de «domingo» (traje de gala)
Em Montalvão, vestia-se o habitual em toda a zona norte do distrito de Portalegre com a variação muito particular para o concelho nisense. 

Havia depois a excepção Montalvão com xailes-mantilhas muito diferentes dos existentes nas restantes localidades do concelho de Nisa.



A roupa domingueira caiu em desuso quando o século XX ia no seu início ficando depois como mostra das suas tradições e para as catchópas (em montalvanês, raparigas) ou més catchópas (em montalvanês, filhas) usarem no Carnaval ou em momentos solenes recebendo alguma figura do Estado Português para uma inauguração: Luz Elétrica, Escola Primária, Casa do Povo, Água Canalizada, Saneamento ou, recentemente, as «Comemorações dos 600 anos do Foral Manuelino». 



Saia vermelha de lã com ramo de pano preto, tudo em feltro. Na saia é colocado um pano preto onde se aplica uma folha de papel transparente, na qual se fizeram, previamente, as "flores" a carvão. Estas são cosidas, fixando o feltro preto à saia vermelha, sendo depois recortadas à tesoura, resultando o belo entrelaçado preto, no fundo vermelho da saia. 



Blusa de seda.



Lenço para o cabelo em «cachoné» (lã fina feita em tear) comprado (tinham dois ou três) nas feiras em Nisa. Os mais afamados eram os de "três olhos": vermelho com círculos brancos por toda a sua superfície.



Xaile de linho para os ombros, bordado a linha perlé, com franja em macramé de seda.



E depois esses brilhantes xailes/mantilhas de pêlo de cabra» uma preciosidade para o «Património Artesanal da Humanidade».



Para quem quiser ter uma ideia aproximada.



De um "ponto" (Renda de Gancho) que é estudado em cadeiras de etnografia e antropologia no estrangeiro. Aliás, mais no estrangeiro que em Portugal, o que nunca é novidade...



E assim se foi fazendo Montalvão...
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