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08 outubro 2019

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Os Agricultores e Os Artesãos (I)

08 outubro 2019 0 Comentários
A FREGUESIA DE MONTALVÃO ATINGIU O APOGEU DEMOGRÁFICO, DESDE A SUA ORIGEM, POR VOLTA DE 1947 E O PICO DA ESTRUTURAÇÃO SOCIAL E FUNCIONAL DURANTE OS ANOS 50.



Os Recenseamentos Demográficos realizando-se a cada dez anos não permitem saber quando foi atingido o maior número de habitantes na freguesia mas deve ter sido aproximadamente de 2 750/2 800 pessoas em meados dos Anos 40. O crescimento na década anterior, em média, 17 pessoas por ano - o maior registado desde sempre - segue a tendência geral do País. Apesar da pobreza endémica a melhoria das condições de saúde - principalmente com a redução da mortalidade infantil e da taxa de mortalidade global - permitiu que sobrevivessem mais crianças e adiar alguns anos os óbitos, com ligeiro aumento da esperança média de vida. 



A uma maior pressão demográfica a freguesia "respondeu" com o topo da organização social estruturando as funções que no interior do principal núcleo populacional (Montalvão) respondiam às necessidades dos montalvanenses. Assim em meados dos Anos 50 foi conseguido o maior número de população ativa não agrícola a servir a esmagadora atividade económica - lavradores e empregados destes - que faziam de Montalvão um núcleo exemplar do Mundo Rural Português a Sul do rio Tejo. Um aglomerado urbano linear, contínuo sobrepovoado - quase cinco membros por família, em média, a habitar em 483 casas - com um vasto território agrícola ao redor, pouco fértil, mas com dimensão para garantir um mínimo aceitável de condições no limite da sobrevivência. 


Uma localização peculiar Este para Oeste entre os 338 metros ao nível do solo entre as traseiras da Igreja Matriz/entrada do Castelo e os 341 metros no terreiro interior da casa do "doutor Mário" e um crescimento viário simples mas expectável no topo da elevação de xistos e grés (rua Direita) e em direcção aos três eixos de entrada/saída: rio Tejo (a Norte) para a Lomba da Barca, rio Sever (a Este para as fundamentais azenhas de transformação do grão em farinha do Moinho Branco, do Artur e da Nogueira) e em direção ao principal a mais antigo aglomerado populacional, Nisa. Para lá da rua Direita, a Corredoura com ligação ao segundo principal povoado, o Monte da Salavessa que se transformou numa pequena aldeia, o mais importante lugar - chegando a cerca de 650 salavessenses - depois da Sede, Montalvão. Esta é, sem dúvida, uma povoação que é um «caso de estudo» a vários níveis 

Com quase três mil habitantes (mais de dois mil em Montalvão juntando-lhe o Monte de Santo André e o sítio do Bernardino) num espaço tão reduzido, a necessidade de servir condignamente as necessidades da vida da população, permitiu atingir uma maior funcionalidade dentro da povoação. Nunca antes Montalvão tivera tanta oferta mas também rapidamente ela irá desaparecer com o contínuo esvaziamento demográfico, para a área de Lisboa e depois para a emigração. Os artesãos que floresceram, por terem muita procura nos Anos 40 e 50, não se vão renovar - as filhas e os filhos não seguirão a profissão dos pais - pelo menos no aglomerado populacional de origem que tendo cada vez menos procura vão envelhecendo (sem renovação geracional) e "fechado portas". 



O topo demográfico e o auge social de um dos aglomerados populacionais mais impressionantes - em dimensão e organização - do interior português começava a desertificar-se e a desarticular-se socialmente incapaz de garantir melhores condições de vida aos seus habitantes.



A energia eléctrica (1948) com a instalação da "Cabine" (na rua das Traseiras com a azinhaga dos Touris ou Touriles), o edifício novo da Escola Primária (1949) substituindo a casa alugada na rua da Barca, o «Cemitério Novo» afastado do povoado, inaugurado simbolicamente, em 1 de novembro de 1951, libertando de sepulturas a cerca murada do Castelo ou «Cemitério Velho», o edifício novo da «Casa do Povo», inaugurado em 10 de setembro de 1952, no "Tchon" da Ramalhoa - rua de São Pedro - que fora organizada com espaço para servir a população, em 3 de maio de 1942 (numa casa alugada, na rua Direita em "frente à taberna do Jaime"), o «Depósito» erguido em 1959 mas só utilizado mais tarde no início dos Anos 60 com distribuição de água domiciliária (uma torneira atrás da porta de entrada) e o saneamento básico (apenas uma pia, no piso térreo, na maior parte das casas) em final desta década e, em pleno funcionamento, no início dos Anos 70 chegaram tarde demais! Ainda a tempo para quem ficou mas... Os montalvanenses começavam a desertificar o povoado.   

Mas isso são outras histórias, embora dignas de serem contadas
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06 outubro 2019

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Eleições 2019, Montalvão 169 Votantes

06 outubro 2019 0 Comentários
EM 313 ELEITORES INSCRITOS.



Estão apurados no Ministério da Administração Interna os resultados eleitorais dos montalvanenses (clicar).

Eleições Legislativas 2019 em Montalvão
O Partido Socialista (PS) venceu com 96 votos correspondentes a 56.80 por cento. O Partido Social Democrata (PPD/PSD) teve menos 73 votos, com 13.61 por cento (23 votos). A CDU - «Coligação Democrática Unitária» com o Partido Comunista Português e o Partido Ecologista "Os Verdes" registou o terceiro lugar, com 19 votos (11.24 por cento). Menos quatro votos que o PPD/PSD e menos 77 votos que o PS. O Bloco de Esquerda (B.E.) obteve o quarto lugar com oito votos (4.73 por cento). Em quinto lugar o Partido das Pessoas, Animais e Natureza, com quatro votos (2.37 por cento). Há ainda mais quatro forças partidárias com votos obtidos em Montalvão: PNR, PURP, PCTP/MRPP e CDS-PP. E oito que não conseguiram qualquer voto.


Comparativo 2019/2015
Entre 2015 e 2019, a abstenção aumentou 3.73 por cento, de 57.72 para 53.99 por cento. Em 313 inscritos houve 144 não votantes, ou seja, menos doze que os 156 em 2015, mas havia mais 56 votantes (369 inscritos). O Partido Socialista manteve 96 votantes, aumentando a percentagem em 11.73 pontos percentuais. Houve mais quatro votos em branco e menos um voto nulo. O PPD/PSD coligado com o CDS-PP na força política «Portugal à Frente» em 2015 teve 48 votos, juntando os votos dos dois partidos em 2019 somam 24 votos, ou seja, menos 24 (metade dos votantes). A CDU (Coligação Democrática Unitária) com 19 votos, diminuiu seis votos. O Bloco de Esquerda (B.E.) passou de 22 votos para oito votos, ou seja, menos catorze votantes. O PAN aumentou um voto, de três para quatro. O "tradicional" PCTP/MRPP que durante muitas eleições foi 4.º (por exemplo, em 2015) e 5.º (por exemplo, em 2011, com oito votantes) passou para sétimo lugar, perdendo cinco votos, de sete para dois.



Comparativo 1975/2019
Muito se alterou desde 1975. Montalvão mesmo com muito menos habitantes - menos 740 inscritos, de 1 053 para 313 - continua a dizer presente.


Eis o contributo dos montalvanenses para a Democracia em Portugal


NOTA CONCELHIA:



NOTA DISTRITAL:



NOTA NACIONAL:



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Montalvão Vai a Votos

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COMO EM TODO O PAÍS E NA DIÁSPORA PORTUGUESA.



É comparando os inscritos nos Cadernos Eleitorais, entre 1975 e 2015 que melhor se entende como a freguesia foi ficando com menos habitantes. Em quarenta anos passou-se de 1053 para 369, ou seja, menos 684 votantes. São menos 64,96 por cento de eleitores. Quase três vezes menos.

     INSCRITOS E VOTANTES (TOTAIS E PERCENTAGENS)
Ano
INSCRITOS
Votantes
Abstenção
Número
%
Número
%
1975*
1 053
984
93.45
69
06.55
1976
1 053
891
84.62
162
15.38
1979
984
862
87.60
122
12.40
1980
966
841
87.06
125
12.94
1983
937
756
80.68
181
19.32
1985
917
735
80.15
182
19.85
1987
893
687
76.93
106
23.07
1991
857
616
71.88
241
28.12
1995
771
531
68.87
240
31.13
1999
670
429
64.03
241
35.97
2002
608
375
61.68
233
38.32
2005
554
369
66.61
185
33.39
2009
485
312
64.33
173
35.67
2011
449
260
57.91
189
42.09
2015
369
213
57.72
156
42.28
NOTA:  * Assembleia Constituinte (1975)

Que montalvanense a votar desde meados dos anos 70 do século XXI não se lembra deste tema?




Em 6 de outubro de 2019 os montalvanenses serão soberanos. No voto e na Democracia portuguesa. 
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01 outubro 2019

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Eleições Legislativas 2019

01 outubro 2019 0 Comentários
A XIV LEGISLATURA DECORRERÁ ENTRE 2019 E 2023.



Faltam cinco dias para o ato eleitoral que elegerá 230 deputados para na Assembleia da República tomarem as decisões que melhor sirvam os interesses de TODOS os portugueses, ou seja, de Portugal. Eis o Boletim de Voto (ainda que colorido) que será a presentado a todos os eleitores do «Círculo Eleitoral de Portalegre».


Em 22 forças políticas - 21 que se apresentam pois duas estão coligadas na CDU - «Coligação Democrática Unitária» que integra o Partido Comunista Português (PCP) e o Partido Ecologista "Os Verdes". Pelo «Círculo Eleitoral de Portalegre» não concorrem três forças partidárias: Movimento Alternativa Socialista (MAS), Nós, Cidadãos! (NC) e Juntos pelo Povo (JPP).


São para os montalvanenses 18 possibilidades de escolha entre as 21 forças políticas - 22  - "desdobrando" a coligação CDU pois há três que estão legalizadas mas não se apresentam a escrutínio eleitoral:
POUS - Partido Operário da Unidade Socialista (inscrito no Supremo Tribunal de Justiça, desde 23 de agosto de 1979);
PLD - Partido Liberal Democrata (inscrito no Tribunal Constitucional, desde 29 de maio de 2008, com a denominação MMS - Movimento Mérito e Sociedade, alterada para PLD em 12 de janeiro de 2011);
PPV/CDC - Partido Cidadania e Democracia Cristã (inscrito no Tribunal Constitucional, desde 1 de julho de 2009, com a denominação PPV - Partido pro Vida, alterada para PPV/CDC, em 2 de agosto de 2015).
Das 25 apenas 3 não concorrem. Nesta 16.ª eleição, entre 1975 e 2019, é o ato eleitoral com mais forças partidárias com propostas para esta XIV Legislatura. Para escolher 230 deputados com o "Círculo Eleitoral de Portalegre" a contribuir com dois, ou seja, 0.87 por cento. 


Vamos a eles!
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