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29 setembro 2020

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Casamento de Faria Artur

29 setembro 2020 0 Comentários

 HÁ 114 ANOS, EM 29 DE OUTUBRO DE 1906.


Na Sé Catedral de Portalegre, com uma nisense (D. Maria Luísa de Faria Artur) mas descendente de pais naturais de Montalvão. Ele com 25 anos e ela com 29. Eram primos e ela filha do tio paterno que foi responsável pela sua entrada na Real Casa Pia de Lisboa. O casamento foi realizado, precisamente seis anos e um mês depois de ter deixado, definitivamente, essa nobre Instituição (29 de setembro de 1900).





Durante anos, em Montalvão, tal como em todo o Portugal milhares de crianças aprenderam a ler e escrever com os livros do qual foi co-autor. Tal como aprenderam Geografia pelo mapa, pois especializou-se, em questões geográficas. Quando o novo edifício da Escola Primária de Montalvão foi inaugurado, em 23 de janeiro de 1950, os livros da III e IV classe ainda eram os da sua co-autoria. A professora da III classe das catchópas era Dona Mónica e o dos catchôpos era o Senhor Domingos Antunes. A professora da IV classe das catchópas era Dona Maria de Lurdes e dos catchôpos era a Dona Lucília. E o mapa pendurado na parede era o dele.   




Apenas em 8 de outubro de 1927 regressaria à Casa Pia para ser professor primário. Depois de calcorrear o País como professor primário. Aquando do casamento lecionava na Aldeia de Santa Eulália, ou seja, no concelho de Elvas, embora do de Seia também há uma Santa Eulália. Mas já tinha vasta bibliografia pedagógica e vocacionada para o ensino primário, entre 1921 e essa data:


A sua vida está repleta de livros didáticos e educativos:


E assim se ia fazendo Montalvão com montalvanenses mesmo longe...
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25 setembro 2020

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Salavessa (Embora Pouco Merecendo Mais)

25 setembro 2020 0 Comentários

 A TENTATIVA DE SABER A ORIGEM DOS NOMES DAS LOCALIDADES É SEMPRE INTERESSANTE.



Vão-se repetindo as sugestões de tentativa para tentativa. Eis a do Dicionário de Topónimos dos Lugares Alentejanos. Primeiro a Salavessa.


Agora Montalvão.





Será assim?



NOTA: Há sempre esta obra de referência que necessita de ser desenvolvida, mas para isso haverá tempo?





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Montalvão em Portalegre (Parte II)

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A REPRESENTAÇÃO DA CASA DO POVO DE MONTALVÃO EM DESTAQUE HÁ 76 ANOS.



Em Elvas, no dia 25 de setembro de 1944, há precisamente 76 anos, encerrou a «Exposição da Vida Corporativa do Distrito de Portalegre» que tivera a sessão inaugural, em 5 de junho de 1944, com evocação neste blogue (clicar).
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10 setembro 2020

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Casa do Povo de Montalvão 68

10 setembro 2020 0 Comentários
FINALMENTE! APÓS UMA DÉCADA INSTALADA EM CASAS ALUGADAS INAUGURA-SE O EDIFÍCIO DEFINITIVO, EM 10 DE SETEMBRO DE 1952, HÁ 68 ANOS.



Logo após as «Festas da Senhora» de 1952, a uma quarta-feira (10 de setembro) toda a Vila parou.

(clicar em cima desta imagem permite uma melhor visualização da mesma)  



Da rua Direita (primeiro edifício alugado) para a rua do Outeiro (segunda localização em casa alugada) e desta para a "Casa Nova" inaugurada, com pompa e circunstância, mais de dez anos depois, em 10 de setembro de 1952, na «Horta da Ramalhoa».



O governador civil de Portalegre (Dr. Pires dos Santos) acompanhado de outras figuras gradas da política local - Dr. Matos Chaves (Instituto Nacional do Trabalho e Previdência),  Dr. José Rasquilho de Barros (presidente da CM Nisa) e Noé Baptista (Grémio da Lavoura), alguns acompanhadas das esposas, bem como entidades religiosas e militares - inauguraram as novas (e definitivas) instalações.




O cortejo seguiu a pé desde a rua de São João, rua do Arneiro acima, depois rua de São Pedro até ao local na «Horta da Ramalhoa».


Grande festa com a «trepêra do Ti Rebêra Brava», buraco no telhado com protecção da chuva bem apinhado, casa com serventia pela rua Direita e do lado da rua de São Pedro a oficina do Ti Domingues Ferrador

Depois entre a solenidade do ato e os discursos finais houve exibição de danças com o «Rancho/Contradanças de Montalvão»... 


O primeiro grupo de Contradanças com catchópas da geração nascida no início/meados dos Anos 30

... e uma canção bem apropriada.

Casa do Povo tão bonita e tão catita
Que dá gosto olhar p'ra ela como é bela
Toda a gente diz contente

E o Povo todo em festa
Não há Casa como esta

Ouve-se o galo a cantar
Quando o Povo se levanta
A Festa vai começar
E a nossa gente alcobranta

Casa do Povo tão bonita e tão catita
Que dá gosto olhar p'ra ela como é bela
Toda a gente diz contente

E o Povo todo em festa
Não há Casa como esta

Agora a Casa do Povo 
É outro melhoramento
Falta-nos ainda a Água
E mais o Saneamento



E a festa acabou... como acabam todas as festas...



Embora em Montalvão, o agradecimento à partida seja igual ao que se faz à chegada.




Assim se foi fazendo Montalvão...


NOTA: Contradanças na "Senhora" e em Nisa (1960)



Um bom núcleo vestido bem "à grave" em dia festivo com saias vermelhas de merim bordadas a preto, xailes pêlo de cabra e lenços de três olhos


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09 setembro 2020

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Lar dos Veteranos Montalvanenses 21

09 setembro 2020 0 Comentários
PASSARAM 21 ANOS DO INÍCIO DAS OBRAS PARA CONSTRUIR O LAR DOS MONTALVANENSES MAIS SABEDORES DAS TRADIÇÕES DA VILA.




Foi notícia no "Jornal de Nisa".



Se a notícia é de 15 de setembro de 1999 (quarta-feira) então "na passada quarta-feira" foi 8 de Setembro, «Dia da Senhora», em 1999. 

Em 19 de março de 2004, quase cinco anos depois, foram inauguradas as instalações atuais, deixando para a história o anexo à exígua sala do antigo hospital (Centro de Dia), anexo à «Igrôije da Meserecórda». Em 19 de março de 2021 (17 anos da sua existência) este blogue assinalará o "Como foi ser Velho em Montalvão", desde sempre (andar por casa dos filhos, genros e noras; até netos e netas). E quem ninguém tivesse, era andar de rua em rua, de casa em casa, a bater ao "bustigue» das portas. Quantos não se deitaram de barriga vazia a "dar horas".



Assim se foi fazendo (e faz...) Montalvão, desde o final do século XIII.
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07 setembro 2020

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Casa do Povo IV 73

07 setembro 2020 0 Comentários
EM 7 DE SETEMBRO DE 1947, FORAM INAUGURADAS, AS NOVAS INSTALAÇÕES DA CASA DO POVO. JÁ LÁ VÃO 73 ANOS!


Da rua Direita (em 1942) para a rua do Outeiro que não é mais que o início ou o final da rua Direita, tal como a do Cabo, com outra designação.



Melhoria das condições, em mais uma casa arrendada, até ser feito um edifício próprio na «Horta da Ramalhoa».

(clicar em cima desta imagem permite uma melhor visualização da mesma) 



Da rua Direita (primeiro edifício alugado) para a rua do Outeiro (segunda localização em casa alugada) e desta para a "Casa Nova" inaugurada, com pompa e circunstância, mais de dez anos depois, em 10 de setembro de 1952, na «Horta da Ramalhoa».



Em cinco anos, entre 1942 a 1947, foram-se desenvolvendo outras atividades como o «Rancho Folclórico» para interpretar com os trajes tradicionais as afamadas "Contradanças" desde 1944 e, neste dia, estreou-se a "Banda da Música" (a «músseca» em montalvanês), uma filarmónica que teria vida longa e sucesso Além-Montalvão.



E assim se ia fazendo a Vila já depois de deixar de o ser...


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05 setembro 2020

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Faria Artur: de Órfão Casapiano a Ilustre Português

05 setembro 2020 2 Comentários
O MONTALVANENSE QUE FINTOU O DESTINO.



Nasceu em 16 de março de 1881, numa casa da Praça (depois de 5 de outubro de 1910, da República), ficou órfão do pai em 22 de junho de 1883 (dois anos, três meses e seis dias) e de mãe aos dois anos, sete meses e 29 dias (15 de novembro de 1883). Valeu-lhe ser internado na Real Casa Pia de Lisboa, em 27 de abril de 1889, com oito anos, um mês e onze dias. Em 29 de setembro de 1900, aos 19 anos, seis meses e 13 dias deixou a nobre Instituição, uma data que será assinalada neste blogue, aquando da passagem dos 120 anos, em 29 deste mês. A sua intensa e longa carreira como professor na Casa Pia de Lisboa, bem como a prolifera atividade como pedagogo e autor permitem que figure entre os mais ilustres casapianos de Portugal.  


(clicar em cima desta e de quase todas as imagens permite melhor visualização das mesmas)


Autor e co-autor de inúmeros livros didáticos, também escreveu dois livros de ficção que merecem ser lidos:




Entre os inúmeros textos que escreveu e em co-autor há dois que parecem ter reminiscências do seu passado de criança em Montalvão.

No livro de leitura para a primeira classe do ensino primário



No livro de leitura para a segunda classe do ensino primário



No livro de leitura para a terceira classe do ensino primário



No livro de leitura para a quarta classe do ensino primário



Escreveu ainda livros com mais teor em Geografia.



E ainda uma grande maravilha chamada "pequeno". Publicado pela primeira vez em 1938, a 6.ª edição (1946) ainda foi o meu Dicionário na quarta classe, em 1970/71. E ainda o utilizo!



Um dos mais ilustres montalvanenses
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