Dia de Nossa Senhora da Conceição - Montalvam

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08 dezembro 2019

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Dia de Nossa Senhora da Conceição

08 dezembro 2019 0 Comentários
CELEBRADO EM MONTALVÃO DURANTE MUITO TEMPO COMO UM DIA TAMBÉM CONSAGRADO ÀS MÃES.



O dia 8 de dezembro celebra a conceção da mãe de Jesus Cristo, ou seja, a sua origem no ventre da mãe de Maria, que como se sabe se chamava Ana,  Sant'Ana. O dia 8 de dezembro foi escolhido por ser nove meses antes de 8 de setembro considerado a data da natividade de Maria. 



No Cristianismo, o dia é celebrado desde o século VII (antes de existir povoamento contínuo em Montalvão). Depois foi institucionalizado no calendário litúrgico, pelo Papa Sisto IV, em 28 de fevereiro de 1477. Em 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX define o dogma da origem "Imaculada" e assim ficaria em definitivo para a Cristandade adquirido uma importância enorme. Apenas "ofuscada" com as Aparições e a criação da imagem e culto a Nossa Senhora de Fátima, depois do 13 de maio de 1917. 



Este dia adquiriu uma outra dimensão e significado quando o Rei de Portugal, Dom João IV, em 25 de março de 1646, proclamou solenemente que «Nossa Senhora da Conceição» seria Rainha e Padroeira de Portugal. 



Quando Montalvão vivia isolado, antes da divulgação do culto mariano com enfoque em Maio, devido às Aparições de Fátima, e depois a institucionalização mundial ou quase do «Dia das Mães» como data com tendência para ser unificada - em Portugal é comemorado no primeiro domingo de Maio - podia considerar-se o 8 de dezembro como o «Dia da Mãe Montalvanense». Em Montalvão e um pouco por todo o Portugal.



Em Montalvão, o dia começava na Igreja Matriz com a Missa tendo, já no século XIX, incluída a oração solene do dia havendo depois sermão do púlpito.



A «Procissão de Nossa Senhora» seguia o roteiro habitual com a solenidade comum - e que um dia será descrito no blogue num texto exclusivo - por ser digna de tal pelo impacte de grandiosidade e solenidade que tinham as procissões em Montalvão. Quando ao roteiro: saída da Igreja Matriz, descer a rua da Barca até ao «Fundo da Rua», virar à esquerda para subir a rua da Costa. Ao cimo desta, virar para a direita pela rua Direita até à continuação desta pela rua do Cabo. Ao chegar ao início da Corredoura, virar à esquerda pela travessa do Bruzuneiro em direção ao «Adro do São Pedro». Seguia pela rua São Pedro continuando rua do Arneiro abaixo, depois virando à esquerda pela rua do Arrabalde. Subia esta e terminava na Igreja Matriz. 



A oração deste dia rezada durante a missa dominical. 

Virgem Santíssima,
que foste concebida sem pecado
e por isso mereceste o título
de Nossa Senhora da Imaculada Conceição;


Evitaste todos os outros pecados,
e por isso o Anjo Gabriel chamou-te
“Avé Maria, cheia de graça"!


Peço-te que me alcances o auxílio
do teu divino Filho
para vencer as tentações e evitar os pecados.
E já que te chamo Mãe,
atende-me com carinho maternal esta graça (dizer o pedido);
para que possa viver como digno filho teu.


Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós.


Amén




A música do mestre:




Não havia por hábito, em Montalvão, queimar um magestoso tronco de madeira, de 7 para 8 de dezembro, o «Madeiro de Nossa Senhora», geralmente oferecido por um dos Lavradores ("ricos" em montalvanês) que se iam revezando anualmente, o que era muito vulgar em inúmeras localidades de Portugal. Esses também são mistérios montalvanenses. 








As excepções que parecem fazer, muitas vezes, de uma aldeia como Montalvão caso único em Portugal. Porque seria? Talvez os fundadores da localidade, para lá de meados do século XIII considerassem tal um rito pagão. E é! Adorar toda a noite e madrugada um madeiro incandescente. Depois perdeu foi significado como tal!


«As Mães das Mães». Uma das mais belas, em significado, composição, expressão e enquadramento de três gerações: Sant'Ana, Maria e Jesus. Obra pintada em 1424/1425 pelo mestre Masolino (1383/1447) de Masaccio (1401/1428). Quando o discípulo Masaccio começava a superar o mestre... morreu, aos 27 anos! 

Eis Montalvão cuja origem remonta ao mais puro rito do Cristianismo Templário. As atividades humanas decorriam pontuadas pelas cerimónias do Divino

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