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28 novembro 2018

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Tempo no Momento

28 novembro 2018 + 0 Comentários
PARA SABER O ESTADO DO TEMPO EM MONTALVÃO

A população de Montalvão, bem como informações e serviços relacionados (tempo, Wikipedia, Google, imagens).


AO ALCANCE DE UM TOQUE (clicar aqui)
e depois no símbolo 'Sol/nuvens'

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25 novembro 2018

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J. P. Martins Barata 40

25 novembro 2018 + 0 Comentários
COMPLETAM-SE HOJE 40 ANOS DO FALECIMENTO DO MONTALVANENSE POR ADOPÇÃO, JOSÉ PEDRO MARTINS BARATA.


Nasceu na Herdade do Pereiro (Santo António das Areias no concelho de Marvão), em 28 de Agosto de 1895. Filho do feitor da Herdade do Pereiro e de uma professora primária a exercer a docência em Póvoa e Meadas, fez depois vida militar e estudos em Lisboa. Faleceu na freguesia lisbonense de Alcântara.

Autodidacta interessado por assuntos de história e arqueologia 
Sempre que ia até à Póvoa e Meadas interessava-se pelos achados que os assalariados rurais e lavradores lhe levavam, pelas informações que lhe davam e começou a fazer pesquisa própria aquando da sua Aposentação no final dos Anos 50. Depois de estudar na "Primária" da Póvoa e Meadas, foi discente no Liceu de Portalegre seguindo para Lisboa onde teve carreira militar. Formou-se em Medicina Veterinária tendo-se reformado na patente de coronel-tirocinado com o curso do Estado Maior. Calcareou e fotografou abundantemente Montalvão, tal como fez investigações na Póvoa e Meadas e na sede de concelho, em Castelo de Vide.

Como surge Montalvão na vida de um "povacho" a viver em Lisboa?
José Pedro Martins Barata casou com D. Maria José de Faria Pimentel tendo como sogro o senhor António Manuel de Faria e a sogra, D. Inez da Encarnação Carrilho, residente em Póvoa e Meadas era natural de Montalvão. Com familiares a viver em Montalvão contou, em finais dos anos 60, que «Há muitos anos, mais de quarenta, fomos convidados a passar uns dias em casa de pessoas da família em Montalvão, a fim de assistir às cerimónias da Semana Santa que ali se iam realizar com grandiosidade». E na verdade a Semana Santa em termos de tempo ocupado e manifestações religiosas até se sobrepõe em Montralvão ao Natal. Os montalvanenses sempre se sensibilizaram mais com a Paixão, Sofrimento e Morte de Cristo que com o seu Nascimento.

Martins Barata tinha um sobrinho em Montalvão
E foi a ele que dedicou muitos dos seus estudos. O sobrinho José Morujo (Zé dos Cavalos) fez depois distribuir por alguns montalvanenses os seus principais opúsculos. Foi do meu avô Ti Zé Caratana (JAL como ele escrevia nas pedras das divisórias de terras na Cereijeira) que tive o prazer de receber os Manuais de Bem Montalvanar.

- «Apontamentos sobre a fala viva de Montalvão no extremo-norte alentejano» (1966);
- «As Xácolas em Montalvão e em Póvoa e Meadas no extremo-norte alentejano» (1966);
- «Tradições religiosas em Montalvão e em Póvoa e Meadas no extremo-norte alentejano» (1969) 

Obra inexcedível
Para lá de recolher as tradições e religiosidade da Montalvão, com os estudos históricos que foi elaborando durante a sua vida ficámos a saber muito acerca das terras montalvanenses e de datas importantes para definir a origem e desenvolvimento de Montalvão. E essas investigações permitiram-nos ir mais longe. É sempre assim. Alguém começa o "novelo" permitindo que outros o venham a acrescentar. J.P. Martins Barata será sempre o pioneiro que para quem se interessa pela origem e desenvolvimento de Montalvão terá de reconhecer como o "Mestre". Eu quero ser seu discípulo!

A melhor homenagem
É não deixar olvidar quem foi decisivo para registar mais e melhor Montalvão, não deixando que muito se perdesse na evolução dos tempos e mentalidades e é importante para conhecer e desenvolver o trabalho que nos legou. 



Excelente
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23 novembro 2018

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O Sítio de Montalvão (Parte II)

23 novembro 2018 + 0 Comentários
PERMITE DECIFRAR UM ENIGMA MONTALVANENSE. QUASE DO TIPO O QUE NASCEU PRIMEIRO? A GALINHA OU O OVO?


Qual é a construção mais antiga? A Igreja Matriz ou o Castelo?



O ideal eram pesquisas arqueológicas mas essa parece ser uma impossibilidade. Há décadas que se fala e escreve sobre isso e não se tendo feito no passado muito menos se fará no futuro com o declínio demográfico da aldeia. Resta o senso comum ou o bom senso e os dois em conjunto para perceber.

A Igreja Matriz é anterior ao Castelo

O Castelo foi construído no declive que drena para a semi-bacia do rio Sever, daí ter um talude feito com um estrado de placas de xisto em espinha de desigual altura para nivelar o terreno: menor a poente (maior altitude) e maior a nascente (menor altitude). A Igreja Matriz foi construída na linha de festo ou seja dos topos que dividem as duas drenagens: A nascente para o rio Sever e a poente para o ribeira de Ficalho ou do Pontão. O espaço ocupado pela Igreja Matriz e o adro que a ladeia a Norte e Sul era o ideal para construir um castelo (que assim não necessitava do talude que representou um esforço em tempo e capacidade humana enorme) se não estivesse lá a igreja matriz. 



O Castelo de Montalvão tem a sua porta de entrada onde devia (ou podia) ter a sua muralha mais a leste, mais no limite para ver terras muçulmanas ou castelhanas, mesmo no início do outeiro, à beira do topo do declive, como nos castelos vizinhos de Ouguela (uma localidade semelhante a Montalvão ainda que amuralhada e castelo com torre de menagem), Marvão (algumas semelhanças) e Castelo de Vide. 



Interessante é voltar a este assunto. Perceber a construção do Castelo e apreciar a beleza exterior e interior da igreja.

Continua num dia destes...

Em Ouguela:

Em Marvão:



Em Castelo de Vide:



A esperança é a última a morrer. Pode ser que um dia ainda seja feita uma investigação arqueológica que consiga datar o início da construção da Igreja Matriz tal como do Castelo (que é essencialmente um ponto de vigia amuralhado) maravilhoso pois alcança horizontes a várias dezenas de quilómetros.
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21 novembro 2018

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O Sítio de Montalvão

21 novembro 2018 + 0 Comentários
O OUTEIRO ONDE SE LOCALIZA MONTALVÃO É UMA ELEVAÇÃO ISOLADA NUMA PENEPLANÍCIE NORTE-ALENTEJANA. 

Carta Militar de Portugal Série M888; Folha 315; Montalvão (Nisa); Escala 1/25 000; 1999

Num vasto espaço dominado por cotas de altitude ao nível dos 300 metros, esta vastidão é rasgada aos 315 metros por uma elevação isolada, com uma orientação perfeita Oeste/Leste ou poente/nascente, onde se desenvolveu a aldeia (que já foi vila). Na diáspora, quando se encontram montalvanenses, é norma dizer-se:«Quando é que vais à Vila». Vila é a actual aldeia de Montalvão.



Parece um sítio caído do Céu para ser povoado, numa peneplanície (terreno plano apenas modelado pelas linhas de água: valas, barrancos, ribeiros, ribeiras e rio Sever e Tejo). Monte perfeito que em 250 metros eleva-se 41 metros para poente e 32 para nascente (lado muçulmano, depois de Castela e agora de Espanha). Perfeito no papel e Ideal ainda que bem difícil de habitar, quase de escalar pela rua do Arrabalde e rua da Costa.


História de Portugal; Volume I; Página 136; Marques, A. H. de Oliveira Marques; Palas Editores; Lisboa; 1.ª edição; Março de 1972

Lembrando que aquando da sua fundação Montalvão ficava bem dentro de Portugal ainda que "assistindo" às escaramuças entre cristãos e muçulmanos. Mesmo depois do Tratado de Alcanizes (1279) em que passou a avistar a raia levou tempo até certificar-se a fronteira que nesses tempos o "tempo corria devagar". Só com D. João I e D. Nuno Álvares Pereira depois de Aljubarrota (1385) se tornou efectivo o que estava definido por D. Dinis (1279). As populações de Cedillo/Cedido (antes Casalinho), Valência (antes Valença), Herrera (antes Ferreira) e Santiago (antes Esparregal) ainda há dez anos falavam um misto de português e castelhano.




Na atualidade uma localidade de fronteira. Dupla fronteira. Separada de Espanha (Estremadura/Cáceres/Cedilho) pelo rio Sever e da Beira Baixa, pelo rio Tejo. Montalvão é a freguesia alentejana mais setentrional, ou seja, é o Alto do Alto Alentejo. A sede de freguesia alentejana mais a norte em Portugal.


Continua num dia destes...
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17 novembro 2018

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Era Uma Vez (II)

17 novembro 2018 + 0 Comentários

A IDADE DOS PORQUÊS.





Mote

Sítio esplêndido e magistral
Malha urbana emocionante
Demografia ancestral
História fascinante

Montalvão visto pelos olhos de uma ave






I


Montalvão é uma elevação com o desnível de 35/41 metros, entre a base do monte (Fonte Cereja/Santo André/Bernardino; 300 metros) e o topo nas traseiras da Igreja Matriz (332 metros) e no limite oeste da Corredoura (341 metros). Dos terrenos mais antigos da Ibéria - Maciço Antigo - é um composto metamórfico de xisto e grés/saibro, de elevada resistência, 
no sentido oeste-leste, moldado pelas linhas de água das semi-bacias do rio Sever e da Ribeira de Ficalho (ou do Pontão).

Há muito para dizer...



Carta Militar de Portugal Série M888; Folha 315; Montalvão (Nisa); Escala 1/25 000; 1999 
  
II

Montalvão tem uma rede urbana extremamente simples que pelos registos de construção das casas começou a Leste (junto da Igreja Matriz) expandindo-se para Oeste até à Corredoura (largo rectangular) pela rua Direita que corresponde à linha de festo (ou topo) do monte. Para lá da rua da Costa/rua das Almas (traçado Sul/Norte) com origem na rua Direita que dá uma forma de cruz virada a Norte há uma constante.  Todas as principais artérias (rua de São Pedro/rua do Arneiro/rua do Outeiro, para o lado sul e rua da Cabine/rua das Traseiras, para o lado norte) correspondem às traseiras da rua Direita, ou seja, habitações edificadas nos quintais das casas da rua Direita. Há ainda o arco urbano periférico de ligação entre a passagem no rio Tejo (Lomba da Barca, daí o topónimo "rua da Barca") a Norte e a ligação às vilas de Nisa e Castelo de Vide, a Sul: rua de Ferro, rua da Barca, rua de São João ou Arrabalde.


Há muito para dizer...





III


Montalvão é povoada desde 1284 mantendo-se a nível de um milhar de habitantes até cerca de 1800. No I Recenseamento Geral da População (1 de Janeiro de 1864) existiam 364 casas (fogos) e 1373 habitantes. Uma freguesia, também concelho (entre 22 de Novembro de 1512 - foral de D. Manuel I a 6 de Novembro de 1836 - reforma administrativa de Mouzinho da Silveira) com uma ocupação agrícola dominada por poucas famílias num vasto espaço onde ser rico era ter um casarão, criados em casa e proletariado rural nas tapadas, animais graúdos (bovino e cavalar), vastos rebanhos (ovino e caprino), varas (porcos) e montado.



Há muito para dizer...


Decreto do Reino de Portugal; "Nova organização dos Distritos e Concelhos em Portugal"; 6 de Novembro de 1836

IV


Montalvão foi terra abandonada - esteval e giestal - até ser ocupada pela Ordem dos Templários.


Há muito para dizer...



História de Portugal; Volume II; Página 212; Matoso, José (Direcção de); Círculo de Leitores; Lisboa; 1.ª edição; Dezembro de 1992

Templários: Antes e depois da expansão para sul do rio Tejo do domínio da Ordem do Templo


História de Portugal; Volume I; Página 143; Marques, A. H. de Oliveira Marques; Palas Editores; Lisboa; 1.ª edição; Março de 1972

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14 novembro 2018

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Era Uma Vez...

14 novembro 2018 + 1 Comentários
QUANDO UM TRATADO MUDOU MONTALVÃO DE SÍTIO MANTENDO O LOCAL

  Limites (a vermelho) da freguesia de Montalvão depois do Tratado de Alcanizes (12 de Setembro de 1297)

Mote

D. Diniz inocente ou negligente ignorou Montalvão
Em Alcanizes pelo ano de 1297 trocou os confins leste da freguesia
Pelas terras de Riba Côa revelando-se sem coração
Daí resultou a silhueta actual no terreno com essa fisionomia

I

Montalvão não era fronteira com Castela até ao Tratado de Alcanizes (1297). A fronteira não era o leito do rio Sever mas o do rio Salor. Próximo, na atalaia do Esparregal (perto da actual Santiago de Alcântara) estava o Castelo Templário que defendia a fronteira do Mundo Cristão face às investidas dos muçulmanos.




II

Com o Tratado de Alcanizes El-Rei D.Dinis confiando na geoestratégica Ibérica em que os vários reinos cristãos estabeleciam acordos de protecção e defesa entre eles decidiu trocar riqueza a Norte (terras de Riba Côa) por segurança a Sul (Terras a Leste de Montalvão) e Olivença. 


A vermelho terras a Sul do Tejo cedidas a Castela (depois Espanha) em troca das Terras de Riba Côa (a azul) entre outras trocas de Norte a Sul

III


Por Riba Côa, Montalvão deixou de ficar no interior de Portugal para ser fronteira entre Portugal e Castela e depois entre Portugal e Espanha.



História de Portugal; Volume I; Página 212; Marques, A. H. de Oliveira Marques; Palas Editores; Lisboa; 1.ª edição; Março de 1972


IV 

Os Castelhanos ficaram mais próximos (quase 50 quilómetros) da capital do Reino de Portugal, em Lisboa. Capital desde 1255 por decisão (não escrita e documentada) por D. Afonso III, pai de D. Dinis.



V

Tratado de Alcanizes esse rol de trocas que permitiu alterar Montalvão de sítio (passar a ser fronteira) sem mudar de local. 



IV 

Depois da Batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385) D. Nuno Álvares Pereira viu-se obrigado a fazer uma linha fronteiriça de fortalezas/castelos para proteger esse ponto fraco de acesso à capital do Reino. Montalvão foi sítio estratégico.



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11 novembro 2018

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Editorial

11 novembro 2018 + 2 Comentários




Mote

Montalvão é terra antiga
Do tempo de Dom Diniz
Para comprovar o diga
A sua igreja Matriz

I

Montalvão é sítio datado
Imemorial com valor
Sempre forte amado
Com horizonte no rio Salor

II

Montalvão foi excomungada
Por ser intrépida de alma
Resistente e abnegada
Libertou-se num dia de calma

III

Montalvão sempre aguarda
Pois de nada tem medo
Nem do Bispado da Guarda
Que vacilou em credo

IV

Montalvão templária
Fez-se grande e formosa
Cantaram-lhe uma ária
Mui forte e famosa

V

Montalvão ficou na raia
Alcanices a marcou
Para sempre de fina cambraia
Povoado simples abarcou

VI

Montalvão terra com atalaias
Castelo simples para se ver
Ao longe braçadas e maias
Rainha nas margens do Sever

VII

Montalvão foi vila
Dom Manuel lhe deu foral
Adoptou gente reguila
Por isso vive com moral

VIII

Montalvão terra de gentios
Ponedros e Canchos
Avós e tios
Estevas e Ganchos

IX

Montalvão fronteira de Espanha
Começou por ser com Castela
E no tempo de manjar castanha
Até pelejou Mouros para barrela

X

Montalvão será eterna
Lá no alto do cabeço
Monte ermo de lanterna
Cá em baixo no berço

XI

Montalvão terra minha
Dessa gente sem eira
Vou suar naquela linha
De lá vislumbro a Beira

XII

Montalvão
Sempre amada
Vastidão
Sempre suada
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