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04 julho 2026

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Montalvão: Um Perfeito Este/Oeste

04 julho 2026 2 Comentários

ATENDENDO À IMPORTÂNCIA SIMBÓLICA QUE OS TEMPLÁRIOS TINHAM EM ELEVADA CONSIDERAÇÃO A ELEVAÇÃO ONDE SE ERGUEU A POVOAÇÃO DE MONTALVÃO É "UM MONTE PERFEITO".



Montalvão tem uma configuração orográfica de Oeste para Este

Para os Cavaleiros da Ordem do Templo esta era uma disposição que consideravam ideal. E neste caso não tinham que a consatruir. Deus oferecia-lhes, no Planeta Terra, uma elevação orientada de Oeste para Este. Para Nascente e para a Terra Santa/Jerusalém.

Atente-se a estas imagens que considero pertinentes, independentemente de tudo estar 100 por cento correto (acerca de alguma simbologia templária). Para visualizar as imagens clicar onde está escrito "Ver no Youtube":


Montavão é um monte templário
Foi território templário destacado em documentos da Ordem e deu sepultura ao último Mestre da Ordem do Templo, Vasco Fernandes. 

Fotografia de Luís Mário Bento (Igreja Matriz de Montalvão)


Montalvão deixou de ser o local onde Vasco Fernandes e o seu séquito habitavam
Para ser um povoado "autónomo" com a morte de D. Vasco Fernandes, ao que tudo indica, a 1 de maio de 1323 (clicar). Há mais de 703 anos. A atual Igreja Matriz (muito menor, talvez reduzida ao altar mor e pouco mais) teria começado por ser o seu Mausoléu privado, se tal se pode considerar.


Sete séculos depois resta imaginar
Quando os cavaleiros da Ordem do Templo tomaram posse do território a sul do rio Tejo (Açafa) expulsaram os almoadas e perceberam as características de uma elevação Oeste para Este (Terra Santa/Nascente) que o interesse por essa pequena elevação deve ter aumentado. E com o tempo essa admiração deve ter crescido exponencialmente.


Monte em vão?
Perante as características orográficas esta elevação Oeste-Este bem definida numa topografia em que domina uma vasta planura. Há um monte que sobressai de uma planície. Visto de longe, principalmente visto de Sul para Norte imaginando Montalvão sem construção ou com habitações rudimentares pareceria um Monte como que suspenso. Da Terra a tocar o Céu.

Talvez um dia se consiga "construir uma imagem" do monte de Montalvão sem as casas de habitação (a maior parte já desabitadas) e outros edifícios

Não admira que os Templários e, principalmente, D. Vasco Fernandes se tenham entusiasmado com esse monte
Que mereceria atenção e esmero no Futuro. Num futuro próximo. Que daria sepultura ao último Mestre. A rua de topo (Outeiro, Direita e Cabo) tem nas extremidades a citada Igreja Martriz (a Este/Nascente ou virada para a Terra Santa) e a Oeste/Poente (para o lado do Oceano) a Corredoura ou o Calvário (como a designava a minha avó materna) com a então Ermida (e depois Capela) do Espírito Santo.


Na linha do topo só a construção humana de habitações uma após outra fez com que uma linha que podia ser reta se tornasse sinuosa
Repleta de curvas e contracurvas. Uma rua Direita que é a mais "torta" do povoado. Já a rua da Costa é uma linha reta perfeita virada completamente a Norte como se tivesse sido feita a "régua e esquadro com bússola".

NOTA: Clicar em cima da imagem, em baixo, para obter melhor visualização




Montalvão encerra um grande enigma por revelar




2 comentários blogger
  1. Não há dúvidas que a Geometria e a Geografia sempre tiveram a ver com as construções dos Templários. D. Vasco Fernandes, último Grão Mestre da Ordem Templária, que esteve em Alcanizes (1297) aquando do tratado em que se definiram fronteiras (as mais antigas do mundo) viu bem que Montalvão reunia os predicados (Leste-Oeste) para se refugiar não só a ele, como do seu séquito, porque entretanto o Papa extinguia a Ordem em 1314 em França, acusados de heresia. ERRO GROSSEIRO porque os motivos foram ouros. França devia aos Templários somas astronómicas e impagáveis. O Papa de Roma foi subserviente ao Rei de França. Com essa extinção acabavam as dividas! Bem esteve o nosso D. Dinis que transformou a Ordem do Templo em Ordem de Cristo com todas os seus bens e mordomias, que mais tarde muito jeito nos fizeram com a expansão marítima.
    Por falar em D. Dinis, (que foi amigo e companheiro de D. Vasco Fernandes, tinham a mesma idade) faz hoje 4 de Julho, anos que faleceu sua mulher Dª. Isabel de Aragão, que todos os Portugueses conhecem por; RAINHA SANTA ...estava a caminho do Alentejo para separar os netos (Castela/Portugal) que se iam guerrear e, com a canícula da época, morreu nas cercanias de Estremoz.
    Este blogue onde se aprende, porque cada tema é Cátedra, esteve bem em deliciar-nos com esta prosa Templária.

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    1. Caro Viriato

      Agradeço.

      Comentário que acrescenta mais pormenores e, pelo menos um, porMaior. De facto a elevação pelos conceitos simbólicos templários era uma elevação divina, como se Deus lhes colocasse à disposição uma estrutura (e natural) de acordo com o que queriam para a sua vida terrena e Eterna. Além disso, para lá da orografia perfeita Oeste - Este (Nascente e Terra Santa) o vasto território montalvanense servia na perfeição, em particular o "Monte Vão", para se esconderem pois sabia-se que havia quem estivesse interessado (e muito) em desmembrar a Ordem do Templo, mesmo que isso significasse decapitar os principais templários. Montalvão era, em 1314 tal como até muitos séculos depois, até ao início do século XX, «uma ilha rodeada de terra» limitada por quatro cursos de água dificilmente transponíveis, o rio Tejo a Norte e Noroeste, o rio Sever a Nordeste e Este, estes durante praticamente todo o ano, a ribeira de São João (nasce na muralha Norte do castelo de Castelo de Vide) a Sudeste e Sul, afluente do rio Sever e o ribeiro de Fivenco, a Sudoeste e Sul, afluente do rio Tejo. Montalvão tinha quatro escassas saídas/entradas: ligações diretas a Alpalhão e a Castelo de Vide e ligava esta localidade a Castelo Branco pela Barca, na Lomba (da Barca). Uma quarta ligação, indirecta, pois necessitava de uma ponte de pedra, na ribeira de Nisa, junto da Ermida de Nossa Senhora da Graça, permirtindo que na linha de festos (separando a sub-bacia hidrográfica da ribeira de Nisa da sub-bacia hidrográfica do ribeiro de Fivenco) se organizasse uma pequena povoação, o Pé da Serra (São Simão).

      Montalvão foi local perfeito para D. Vasco Fernandes e quem o acompanhava: uma elevação com carácter simbólico dando vantagem para lá viver segundo esse conceito; e um território ermo e isolado. Nunca há acasos na História a não ser situações pontuais. O local foi escolhido porque era o que melhor se ajustava ao que dele pretendiam os Templários ou o que restava deles.

      Saudações Montalvanenses

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