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21 março 2022

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Montalvão: Terra dos Poetas Ativos (Parte III)

21 março 2022 0 Comentários

EM SETE SÉCULOS DE MONTALVÃO É MULTIPLICAR POR QUATRO OS POETAS MONTALVANENSES.



Em média, há um rimador por geração (25 anos) parece-me a mim! Três gerações:

CRISTINA MIRA LUÍS


MONTALVÃO É UMA ESTRELA

Montalvão é uma estrela
Lá no céu a cintilar
Bem jovem fui conhecê-la
E acabei por lá ficar

Cheguei criança inocente
E a "Vila" fez-me crescer
Viu-me ser adolescente
Depois tornar-me mulher

Estudei sempre por perto
Trabalho tentei conseguir
Para família e um teto
Neste concelho construir

Até hoje não me arrependo
Piso o chão que me criou
A terra onde ainda aprendo
E me fez quem hoje sou

Para sempre serei presa
Com os laços do coração
Da indescritível beleza
Da "Vila" de Montalvão

Pela manhã o sol abraça
As paredes brancas de cal
Ouve-se a voz de quem passa
Nesta aldeia especial

À noite é ainda mais bela
Iluminada pelo luar
Montalvão é uma estrela
Lá no céu a cintilar


ANTÓNIO DA GRAÇA HENRIQUES

TERRA ACOLHEDORA
Minha terra é pequenina Mas é muito acolhedora As suas Ruas estreitinhas Vão ter à Corredora
Nesta linda terra nasci E adorava viver Parti para outro lugar Estou morto por te ver
Em breve vou visitar-te Por ti tudo farei E nesta linda Praça Com meus amigos brinquei
Hoje tudo é diferente Não há meninos para brincar Noutros tempos eram muitos Brincando neste lugar
Jogávamos ao espicho E também ao botão Brincávamos com as caricas E também ao jogo do pião


ANTÓNIO JOSÉ BELO
(falecido; morador na rua Direita, gaveto com a Ruínha de Cima, empalhador de «cadêras»: Ti Zézana; ensaiador das Contradanças)

O MEU FATO

Já tenho fato p'rá festa
Tenho outro p'rá semana
Eu tenho um fato de banho
E ainda o fato da cama

Tenho umas meias sem canos
Sapatos sem calcanhar
Para quando me vou deitar
Umas chinelas sem pano
Umas calças por engano
Já sem estopa nem aresta
É tudo o que me resta
Para brincar ao Carnaval
Para a Páscoa e Natal
Já tenho fato p´rá festa

A camisa de flanela
Foi-me oferecida p'rá tropa
Eu tenho um par de botas
Uma é preta outra amarela
Tenho um cinto sem fivela
Que faço muito empenho
Tanto fato que eu tenho
Nenhum por mim foi provado
Todo roto e esburacado
Eu tenho um fato de banho

Um chapéu de copa alta
Com a fita cor-de-rosa
Que eu apanhei na lixosa
Por me fazer muita falta
Um plover que ressalta
Com rosas à Mexicana
Eu tenho uma canadiana
Com pouco pelo na gola
Um fato p'rá jogar à bola
Tenho outro p'rá semana

Tenho casacos usados
E tenho um bom blusão
Eu tenho lenços de mão
Alguns já aproveitados
Capotes apresentados
Tenho dois e um pijama
Tenho gravatas de fama
Tenho um fato que me deram
E outro que não quiseram
E ainda o fato da cama


E o enorme poeta montalvanense!

CARLOS ALBERTO LUCAS SILVA










Continua, em breve, pois há muito para poder continuar...
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