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20 outubro 2024

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Festa do Santíssimo Sacramento

20 outubro 2024 0 Comentários
NO TERCEIRO DOMINGO DE OUTUBRO REALIZAVA-SE EM MONTALVÃO UMA DAS MAIS ESPLENDOROSAS CELEBRAÇÕES. 



O dia dedicado a consagração do Santíssimo Sacramento que remonta à «Bulla Dominus Noster Jesu Christi» do Papa Paulo III, publicada, em 30 de novembro de 1539, teve grande importância no Cristianismo pois celebrava a Eucaristia, relembrando o sacrifício de Jesus Cristo no Calvário. Depois da Bula Papal rapidamente as comunidades cristãs formaram Irmandades para honrar e relembrar anualmente o momento que ocorrera em Jerusalém e que se tornou orgulho de quem passou a ter Cristo como referência espiritual.



Montalvão fundada no âmbito do Cristianismo deve ser adotado desde muito cedo esta referência papal e formado uma Irmandade que durante séculos foi a mais imponente até pelas vestes e rituais. No terceiro domingo de outubro os Irmãos, logo pelo nascer do Sol, por volta das 07:45 horas, eram convocados a comparecer na Igreja Matriz ao toque de nove badaladas do sino da torre. 


O púlpito desaparecido do "nosso" descontentamento. Era lindo e glorioso. Esmagava os egos mais empedernidos
Reprodução de uma gravura, a aguarela, do pintor portalegrense João Tavares, datada de 1944. João Augusto Silveira Tavares nasceu em Portalegre a 22 de Setembro de 1908, falecendo na mesma cidade, em 20 de Novembro de 1984, aos 76 anos e dois meses. Foi professor de desenho no Liceu de Portalegre, além de pintor a óleo e aguarela, com tapeçarias elaboradas com base nos seus trabalhos


Seguia-se o ritual dos domingos solenes em que para além da Missa com sermão do púlpito prosseguia-se em procissão pelo percurso habitual com paragem e reza junto da Capela (antes Ermida) de São Pedro que estava à responsabilidade da Irmandade do Santíssimo Sacramento.





A Irmandade do Santíssimo Sacramento  era uma das mais organizadas com juiz, tesoureiro e secretário, trajando com imponência de opas vermelhas. 


A sua importância, por ter capacidade de organização era tal que era sempre a sua Cruz e Guião que abriam as procissões - havia anos com doze - que se organizavam anualmente em Montalvão excepto na Semana Santa em que em sinal de luto seguia na frente a Cruz da Paróquia.

A Irmandade desde cedo que se dotara de meios para permitir uma existência desafogada, servir e atrair Irmãos bem como manter com rigor e imponência os rituais do Cristianismo.




Neste dia cumprido o ritual matinal - missa com sermão e procissão - pela tarde era posto em arrematação à melhor oferta o arrendamento por um ano de um "tchon" (pequena propriedade junto à povoação) do «Chão do Santíssimo" uma espécie de quintal nas traseiras da Capela de São Pedro (a tracejado no registo cadastral) rendimento para organizar e custear a Sumptuosa comemoração deste dia. A Irmandade do Santíssimo Sacramento, tal como todas as outras, responsabilizava-se pelas missas mandadas rezar por alma dos Irmãos entretanto falecidos. Responsabilidade que depois passou para os familiares hábito que também era prática de montalvanenses que não pertencessem a nenhuma das seis Irmandades que chegaram a coexistir em Montalvão até ao dealbar do século XX.

Eis Montalvão cuja origem remonta ao mais puro rito do Cristianismo Templário. As atividades humanas decorriam pontuadas pelas cerimónias do Divino 
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