Ciclo do Medronheiro - Montalvam

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16 setembro 2019

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Ciclo do Medronheiro

16 setembro 2019 0 Comentários
O MEDRONHEIRO É A ÁRVORE-MISTERIOSA DOS MONTALVANENSES.



Quase todos a queriam (até querem...) ter, pelo menos uma árvore, mas não é fácil. Só nos poucos terrenos de charneca - solos arenosos (degradação dos grauvaques) entre giestas, trovisco, urzes e carqueja - se encontram alguns exemplares. Como cresce em terrenos de forte inclinação não tem outras árvores de maior porte a disputar o mesmo espaço. O Medronheiro («madrunhêro» em montalvanês) pode ser considerado uma árvore pequena ou um arbusto grande!



Planta originária do Mediterrâneo é talvez, a árvore mais portuguesa de Portugal. A beleza da copa, flores e fruto fazem dela uma árvore ornamental. Mas é mais, muito mais, muitíssimo mais que isso.


A verde: áreas na Europa onde o Medronheiro se desenvolve com frequência e facilidade

É uma árvore de aspecto delicado mas das mais resistentes, até ao fogo.





Um ciclo bem definido na frutificação não causa surpresa a quem dele necessita para uma boa aguardente "medronheira". 


Com poucas palavras e frases curtas consegue-se descrever bem esta árvore arbustiva (clicar) para o portal "Brigada da Floresta".



Medronheiro é uma planta que oferece múltiplas utilizações.


Um dos maiores Medronheiros do Mundo. Uma exceção pois a árvore nos terrenos montalvanenses dificilmente ultrapassa, em média, os três metros de altura

1. Os seus frutos em pequenos cachos de candeia são apetitosos para serem consumidos diariamente durante longo tempo entre o Verão e Outono;



2. Os suas flores em candeia são apreciadas para ornamentar arranjos florais;



3. A casca pode ser utilizada como ingrediente para curtir peles;



4. Os frutos quando muito maduros transformados em mosto - apanham-se do chão ou abana-se a árvore para eles caírem de maduros - permite fazer com um alambique uma aguardente de elevada qualidade e teor em álcool. 



Ei-los lindos, bons e prontos a comer ou beber depois de uma "alimbêquéda" (em montalvanês)!



Este blogue irá acompanhar o "Ciclo do Medronheiro" com quatro publicações por ano, utilizando um nobre medronheiro de Montalvão. 



A. Verão/Outono - Início da frutificação e crescimento dos medronhos (que é publicado hoje);




B. Outono/Inverno - Amadurecimento e apanha dos medronhos: na árvore para comer e do chão para fazer aguardente com um «álimbique» em montalvanês (a publicar em 20 de dezembro de 2019);


C. Inverno/Primavera - Recuperação da árvore durante os dias de Sol mais escasso (a publicar em fevereiro de 2020); 

D. Primavera/Verão - Inflorescências e floramentos (a publicar em maio de 2020). Ficando em definitivo como texto permanente neste blogue.



Uma homenagem à árvore que, escasseando na freguesia e tendo bem delimitadas as áreas onde cresce, deu alegria (por vezes em excesso) - como medronhos («madrônhôs» em montalvanês), casca e/ou aguardente - a milhares de montalvanenses durante 700 anos.




Próxima paragem, a fechar esta primeira fase dos «Ciclos Agrícolas», num dia destes, no Futuro próximo. A Figueira: a árvore-mística  para os montalvanenses: multi-presente dos quintais às tapadas mais longínquas, a árvore da folha que tapou Adão e Eva e o tronco que segurou a corda com que Judas traidor se enforcou. A Figueira que, por isso, tem frutos sem dar flor! 

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