Ciclo do Loureiro - Montalvam

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21 setembro 2019

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Ciclo do Loureiro

21 setembro 2019 0 Comentários
O LOUREIRO É A ÁRVORE-LUSTROSA DOS MONTALVANENSES.



Há muitos e variados loureiros mas em muito poucos se sente o poder daquela doce sensação que exala doçura em vez de ser mais uma folha de uma qualquer árvore ou arbusto. 



O Loureiro a que quanto mais folhas se roubam até parece que, no dia seguinte, tem mais para oferecer!


Com poucas palavras e frases curtas consegue-se descrever bem esta árvore arbustiva (clicar) para o portal "Brigada da Floresta".

Planta originária das margens do Mar Mediterrâneo e costa temperada atlântica abundava no território que é na atualidade a freguesia de Montalvão. Só as espécies em locais condignos para extrair deles as folhas mais aromáticas sobreviveram. O seu espaço foi ocupado, humanizado, com espécies de maior rendimento: Oliveiras, Sobreiros, Figueiras e Azinheiras.




Em Montalvão está já no limite oriental temperado além da costa oceânica atlântica.



Espécie nobre o Laurus nobilis ainda é na atualidade amplamente utilizado para premiar algo ou alguém. Como se sabe para sinónimo de premiado utiliza-se...



Laureado como premiado. 



O Loureiro é uma planta que oferece poucas mas decisivas utilizações.



1. As suas folhas a secar que abundam em toda a árvore desde o caule junto ao terreno até bem lá em cima no cocuruto da copa;



2. Os suas folhas verdes que estão ao nosso dispor todo o Santo Ano, 365 ou 366 dias vezes os anos que a árvore durar;



3. As folhas e ramos que entrelaçados são ótimos para laurear vencedores e consolar vencidos;




4. A madeira do caule ereto duro mas roseada é utilizada para fazer embutidos - entalhes coloridos - em peças de marchetaria.  



Este blogue irá acompanhar o "Ciclo do Loureiro" com quatro publicações por ano, utilizando um nobre loureiro de Montalvão. 




A. Verão - O aroma transbordante de desejo e apaladar refeições veraneias (que é publicado hoje);




B. Outono - Amadurecimento dos frutos do «lórêru» em montalvanês (a publicar em 2 de novembro de 2019);



C. Inverno - Recuperação da árvore durante os dias de Sol mais escasso (a publicar em fevereiro de 2020); 

D. Primavera - Inflorescências e floramentos (a publicar em maio de 2020). Ficando em definitivo como texto permanente neste blogue.


Uma homenagem à árvore que, escasseando na freguesia e tendo bem delimitados os locais onde tem aroma QB (quanto baste) deu melhor paladar às refeições de milhares de montalvanenses durante 700 anos. 




Um louro da Charneca é tão loureiro como os melhores louros do Mundo. 



Próxima paragem, a fechar esta primeira fase dos «Ciclos Agrícolas», num dia destes, no Futuro próximo. A Figueira: a árvore-mística  para os montalvanenses: multi-presente dos quintais às tapadas mais longínquas, a árvore da folha que tapou Adão e Eva e o tronco que segurou a corda com que Judas traidor se enforcou. A Figueira que, por isso, tem frutos sem dar flor! 


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